Tag: mistério

  • Tarde de uma existência

    Tarde de uma existência

    O sol se põe diante de minha insignificância
    Manifestou dia a dia sua profunda ausência
    Mistério é continuar acreditando.

    Carlos de Campos
  • Livro 6: O despertar da noite (poema 02/60) Acordar é estar cego para a realidade

    Livro 6: O despertar da noite (poema 02/60)

    Acordar é estar cego para a realidade

    Em um belo dia
    A natureza estava radiante
    Tudo é mais intenso do que o normal
    Do sabor, da cor e do sexo.

    É um dia caprichosamente melhor do que foi ontem
    Ouço a quilômetros de distância o rio brincando em seu leito
    Ouço os pássaros cantando em uma linda sinfonia
    E observo uma mãe amamentando a sua cria.

    Enquanto a solidão me abraça

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    Que esse dia se estenda pelos séculos
    São dias como esse que valem a pena contemplar
    Dia em que a eternidade resolveu se manifestar
    Sou esse anjo de luz a vibrar.

    O enigma celestial a nos envolver de paz
    Sou eu compactado plenamente nas entranhas de Deus
    Capricórnio no jardim do Éden
    Quem sou eu além de um magnífico querubim?

    Os meus dias de glória vão se acabando
    E com eles vou me acordando

    Voltando a ser mais um mortal
    Tendo que abrir os olhos para a dura realidade.

    Durmo no colo das deusas
    Acordo compactuando com o capeta
    Beijo os lábios mais doces que o mel
    Para deitar-me com os “escrupulosos”.

    Carlos de Campos
  • Livro 5: FENAs/OVNIs (Poema 02/60) Surge o ícone de nossa história

    Livro 5: FENAs/OVNIs (Poema 02/60) 

    Surge o ícone de nossa história

    O céu nos revela paranormalidades,
    tão naturais que chegam a nos dar medo.
    O medo que sentimos
    é a verdade que não queremos admitir?

    São diferentes as formas de vermos o mesmo objeto.
    Quem está falando a verdade?
    O poder?
    O indivíduo?

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    Um fenômeno análogo aéreo
    é real?
    Por que sentimos a necessidade da fantasia?
    Há quem diga que nós nem existimos para esta vida.

    Ou que existem outras versões de nós?
    Em que realidade eu devo acreditar?
    O que devo aceitar?
    O que devo questionar?

    O fato é que somos amaldiçoados por uma consciência,
    e essa consciência é questionadora demais.
    Ela é inquieta e não se sente à vontade
    diante da nossa realidade.

    Existe algo ou alguém além de nós, nesta Terra?
    Aeronaves não identificadas são aquilo que desejamos que sejam?
    Enquanto não sabemos a verdade,
    a prudência nos pede que tenhamos dúvidas e muitos questionamentos.

    Carlos de Campos
  • Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60) Nós descemos em um mundo sem fim

    Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60)

    Nós descemos em um mundo sem fim

    Vi o solo debaixo dos meus pés se partir.
    Fui engolido por esse enorme buraco.
    O que me esperava no fim disso tudo?
    O buraco era profundo.

    O medo tomava conta de todo o meu ser.
    Meu passado, presente e futuro passavam como um filme.
    Tudo era tão demorado e instantâneo ao mesmo tempo.
    Eu vi e me vi.

    Enquanto a solidão me abraça

    Não fique só nas palavras: leve para casa Enquanto a solidão me abraça e tenha um amigo fiel nas suas noites mais difíceis. Compre aqui.

    Coração acelerado em meu peito.
    Fuligens de personagens macabros me rodeavam.
    O infinito me tomava pela mão.
    Meus olhos contemplavam o mistério.

    O mistério escondido em cada ser humano.
    O medo, o medo me atormentava o tempo inteiro.
    Sou o acaso,
    gritavam aquelas fuligens macabras.

    Meu corpo é mais que um cadáver.
    Minha existência é maior que as mesquinharias.
    Sou o Deus encarnado em cada mulher e em cada homem.
    Sou o nascimento de tudo o que não existe.

    O princípio dentro de você.
    Não existe nada maior do que eu.
    Eu e você somos um.
    Os meus pensamentos são os teus pensamentos.

    Carlos de Campos
  • Vi o seu poder – Poetrix

    Vi o seu poder 

    Capacidade de se desintegrar.
    É assustador e, ao mesmo tempo, fascinante.
    Extraterrestres existem?

    Carlos de Campos
  • Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)

    Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS
    Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)

    No entardecer daquela sexta-feira,
    tudo acontecia naturalmente.
    Pensar, hoje, no que aconteceu
    é muito difícil para mim.

    Minha memória
    tem dificuldades em aceitar o que aconteceu.
    Por isso, vivo em constante negação:
    a memória de alguém que prefere não se lembrar.

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    O que aconteceu não foi uma ação humana.
    Não. É até difícil de acreditar.
    Estávamos no quartel,
    na torre do Distrito Norte.

    — Peçam apoio aos caças!

    Eu e outros dois respondemos imediatamente ao chamado.
    Tudo aconteceu em segundos para mim,
    mas meu comandante disse
    que ficamos desaparecidos por cinco anos.

    Observei, enquanto nos aproximávamos do local,
    que tudo estava tranquilo,
    exceto por um cheiro estranho.
    Não conseguia distinguir de onde vinha.

    Parecia que vinha de fora.
    Ao mesmo tempo, parecia que estava dentro da aeronave.
    Não conseguia distinguir de onde aquele forte cheiro vinha.
    Tudo ficava cada vez mais forte, estranho e intenso.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • Tudo em nós é potencial



    Tudo em nós é potencial

    Os meus pés tocam as estrelas.
    Em cada estrela encontrei o meu lugar,
    a minha direção para a vida.
    Toquei os pés como se tocasse a alma.

    Um lugar eu encontrei
    em que posso chamar de lar.
    Esse lugar é além do céu,
    onde os olhos não podem pousar.

    Os meus pés tocaram esse lugar,
    um lugar magnífico,
    cheio de mistério.
    Não existe solidão.

    As estrelas têm vida,
    compartilham de sua existência,
    dos dias que sucederam a história.
    É vida produzindo vida.

    Importa saber
    que nossa tristeza é infinita.
    Cultivamos a dor como privilégio.
    Não existe luminosidade entre nós.

    Indignado é nossa melhor versão.
    Tudo em nós é empáfia.
    É o iludido cultivando a ilusão.
    É vida seguindo a mesmice.

    Carlos de Campos
    Foto por Pruthvi Raj Konda em Pexels.com
  • O mensageiro de Asmodeus

    O mensageiro de Asmodeus

    Era de madrugada, ouço passos
    Pressinto a chegada de um estranho
    Ofegante…
    Bate na porta com violência.

    Me levanto, olho pela fresta da janela
    Um homem nu, caído.
    Noto que seu corpo está todo perfurado
    Me dirijo até a porta, enquanto aciono a polícia.

    A polícia chega, e sua única preocupação
    É me olhar com olhares de quem já me condenou.
    Em meio àquele falatório e acusações sem provas,
    Me concentro em meus pensamentos.

    E em cada detalhe do corpo à minha frente,
    O que mais me intriga
    É a tatuagem em seu peito
    Com os dizeres em latim: "Advocata mea pro me loquitur."

    Depois de alguns dias mergulhado nessa história,
    As ideias e provas foram sendo construídas,
    Me levando a uma única dedução:
    Em meio ao caos — identidade, vingança.

    O morto veio de uma cidade distante daqui,
    Encontrou-se com o bispo local.
    Localizei sua advogada por meio da tatuagem.
    Bispo e advogada estavam abraçados — e mortos.

    Carlos de Campos
    Foto por James Superschoolnews em Pexels.com
  • Mistério

    Mistério 

    Move-se os montes
    De um lado para o outro,
    Cada um com seu enigma.

    Carlos de campos

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    Foto por Mateusz Sau0142aciak em Pexels.com
  • Universo em sua origem

    Universo em sua origem

    Partículas se unem,
    Caos.
    Do “nada”, tudo passa a existir.

    Aos poucos, vai tomando forma,
    Gerado pelo calor intenso, nasce um novo
    Universo grandioso!

    Quando observado pela mente humana,
    Dificilmente compreendemos a nossa pequenez
    Diante do que está por trás desse pequeno organismo vivo.

    Deixo no universo a minha digital,
    Bem como a fonte da vida.
    A nenhum outro é dado esse privilégio.

    Olhe atentamente para o céu,
    Deixe-se seduzir pelo “mundo interestelar”.
    Siga a intuição.


    Observe atentamente o espaço “vazio”,
    Experimente o silêncio do universo,
    Silêncio que, de vez em quando, é quebrado pelo pulsar das estrelas.

    O balé que fazem os meteoros e cometas,
    Tudo do “nada” voltando para o “nada”.
    Composição perfeita!

    Tocada pelos uivos das tempestades solares,
    Faço força para sempre observar
    A morte e vida caminhando unidas pela vida.

    Permeiam todos os espaços do universo,
    Nascimento.
    Eclode de todos os lados,
    Tudo está misturado.

    A sepultura não faz sentido no imenso universo,
    Deixe-se ser acolhido pelo universo.
    Somos radiações que se auto-organizam.

    Somos átomos,
    Da morte, liberando a vida,
    E na solução mais antiga do universo,
    A reciclagem segue garantindo a existência infinita.

    Carlos de Campos

    
    
    
    
    
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