Meios para sobreviver Difícil é a vida de um assalariado É uma luta constante e desleal É preciso engolir o choro para seguir.
A vida é dura para quase todo mundo Pelejamos para nos manter subnutridos Não temos para onde correr E ninguém faz questão de nos socorrer.
O que mais podemos fazer? Tanta injustiça nos assombra Violência urbana nos machuca Estou sem forças e sem esperança.
Meu Deus, já não mais espero tua intervenção Estás do lado do opressor A oferenda do tempo de minha vida em nada te agradou De tua parte, só recebemos silêncio até o momento.
Canseira é como podemos definir essa vida Decepções integram esse pacote Ler, sinto o desejo de ler.
Meu desejo é ler dia e noite Quem sabe um dia esse sonho se realize? Assim como meu bisavô, meu avô, meu pai sonhou, Este é o meu sonho também.
Morremos todos os dias Cada minuto é um minuto perdido É um minuto que não volta mais Um minuto que se foi.
É o tempo quem nos mantém presos ao chão Perdidos em nossas convicções Surpresos de nossas contradições É o tempo quem nos faz perceber nossas limitações.
Tudo vai se esvaindo pelas nossas mãos Ilusões são passageiras em nosso trem Compreensões incompreendidas se vão Busco só saber o que restou dessa quimera.
Lampejos são as memórias De uma mente sem pátria Sendo o tempo a nossa âncora.