O delírio se esvai por entre minhas mãos Dia após dia segue sendo negado Fala-se por entre os dentes: “Mantenha tudo como está.”
Um dia chegarei ao poder Quero usufruir das mesmas regalias Quero as propinas escorregando pelas minhas mãos As mesmas mãos que aconchegam o meu filho.
Meus sonhos de dias melhores É que na minha vez tudo esteja como agora Porque pior sempre pode ficar.
Excluído dos meus direitos mínimos Órfão de governos tóxicos Me iludo consciente ou preservo minha saúde mental?
Ódio visceral
Nuvens sobrecarregadas
Transformando o dia numa noite fria
Cordialidade violentada.
Identificado com o mau
Gaba-se de atos violentos
A todo tempo desdenha da justiça.
O fracasso em sua vida é o seu alimento
É o que dá sentido às suas perseguições
Buscando intimidar apenas os mais vulneráveis.
“Poder”, é o que acreditam ter
Deixam suas fraquezas expostas
São consumidos por seu ódio doentio.
Carlos de Campos
Fico feliz com sua presença! Se tiver alguma opinião ou sugestão, deixe um comentário abaixo. Caso queira compartilhar com seus amigos, fique à vontade! A disseminação da poesia é sempre bem-vinda.
Merecer
Merecer?
Quem é merecedor?
Quem determinou as normas do merecimento?
Merecedor!
Pavimentação da exclusão
Viva o mundo sem noção.
O poder de quem tem dinheiro
São os jatos e piscinas
Acordamos meio-dia.
Uma vida corrida em shopping
Com o time fora da realidade
Vivendo em um conto de fadas.
Jogando com a própria vida
Dopando-se de tristeza
Viva a tradicional família burguesa.
Merecedor!
Aos olhos da Santa Igreja
Das tradições grotescas.
A liberdade é para todos
Aos que estão abertos a aceitá-la
É você quem a faz a liberdade.
Carlos de Campos