Tag: poema profundo

  • Eis que vem o nosso bem precioso: A pessoa de carne e osso

    Eis que vem o nosso bem precioso:  A pessoa de carne e osso


    Não existe sentido em escrever se o convidado não estiver à mesa.

    Hoje é comum uma vida que não presta atenção na beleza dos versos que estão aqui.


    Amante do destino,
    filha do amor,
    demasiadamente ofegante,
    equilibra-se nos próprios sentidos.

    Desprovido de alma,
    doce alegria,
    os instintos domados,
    enjaulados nas expectativas.

    Jogos de manipulação,
    observador atento,
    desliza na própria integridade:
    desabafos contidos de uma esperança.

    Espero como quem espera ser amado.
    Desabo…
    Quando não a encontro,
    me sinto muito solitário.

    Os sinos se dobram.
    Eis que vem ao longe
    a senhora mais bela da internet:
    a nossa audiência.

    Os recebemos com muito carinho.
    Desejamos um longo vínculo afetivo.
    Chegou o personagem mais importante da internet:
    e é de carne e osso.

    Carlos de Campos
    Foto por Andrea Piacquadio em Pexels.com
  • Vinhedos carregados de poesia

    Vinhedos carregados de poesia

    I

    Tua grandeza é assustadora
    Teus princípios são reveladores
    Já és quem, em tua busca, se propôs ser.

    II

    Interiormente evoluído
    Dom supremo
    Inigualável
    O mundo não te conhece
    Ou melhor:
    O mundo ainda não te conhece.
    Dá ao tempo o tempo de maturação.
    Os frutos já sobrecarregam os vinhedos.
    O tempo da colheita já se anuncia.
    É tempo de colher prosperidade.
    E que os próximos anos sejam abundantes.
    Lá no vinhedo, é possível ver
    Com que força vai se irrompendo
    O amadurecimento dessas belas uvas.
    Mesmo ainda no processo de maturação,
    É possível sentir, a quilômetros de distância,
    Nitidamente,
    O doce suave desses frutos.
    Incontável será essa colheita.
    Mostra, com orgulho, essa tua produção
    Logo as uvas amadurecem,
    Mas já era possível constatar
    Com que força e beleza vêm sendo os seus versos.
    Com que força podemos constatar?
    Chegou onde chegou
    E como chegou:
    Só quem o caminho fez a cada dia
    Tem em si a plenitude da certeza
    De que o tempo da colheita chegou.
    E com ele chegaram também
    A prosperidade, o reconhecimento e a abundância.
    Nos pés de cada saborosa uva
    Surgem também
    Preciosos e delicados poemas,
    Como flores que nascem em um jardim
    Para embelezar a nossa visão.
    Dê uma última olhada
    Para o seu passado sombrio
    E tenha a certeza
    De que para lá você nunca mais vai voltar.
    Olhos fixos agora para o horizonte,
    Para o mais belo horizonte de sua vida.

    III

    Célebre em sua alma
    Esse dia que é para ser recordado
    Individualmente e coletivamente.
    Teus são os esforços.
    Cultivou a terra dura
    Com disciplina e harmonia.
    Cultivou…
    Dias, meses, anos.
    Cultivou…
    Sem perspectiva alguma.
    Continuou…
    Cultivando a terra dura.
    E agora, nada é mais justo
    Do que a vitória seja celebrada
    Com poemas
    Que emergem da alma,
    Da alma que, mesmo ferida,
    Continuou o cultivo da vinha.

    Carlos de Campos
    Foto por Balu00e1zs Burju00e1n em Pexels.com