Tag: poema

  • Musa do Meu Dia



    Musa do Meu Dia

    É um lindo dia,
    como os teus olhos,
    carregado de muita esperança,
    como esses versos impressos nestas linhas.

    É um lindo dia
    que passa desfilando ousadia,
    a mesma ousadia que você destila
    e que estes versos não sabem amplificar.

    É um lindo dia
    que simboliza a tua beleza,
    manifestação mais genuína da natureza,
    e que os versos paralisaram ao tentar replicá-la.

    Musa dos meus versos,
    perdoe minha pobre habilidade
    no ofício de poeta:
    não fui capaz de dar dignidade à tua grandeza.

    Carlos de Campos

    Foto por Khalifa Yahaya em Pexels.com
  • Meu sonho

    Meu sonho 

    O meu sonho é convencê-la
    E envolvê-la em meus versos,
    Para vivenciar sentimentos sinceros.
    Por isso, fiz esses versos só pensando em você.

    Carlos de Campos
    Foto por Mo Eid em Pexels.com
  • Ser o Mar



    Neste poema, o mar é metáfora do equilíbrio e da aceitação. Não há tormenta, nem euforia — apenas o fluxo natural da vida. “Ser o Mar” é um convite ao desapego, à leveza e ao entendimento de que viver é navegar com confiança no que não se controla.

    Poema contemplativo sobre o mar como metáfora da vida, do equilíbrio e da entrega. Um texto profundo sobre navegar com leveza, sem resistência.


    Ser o Mar

    O mar da vida me carrega,
    me incentiva a prosseguir,
    me direciona para bons lugares.
    O mar da vida me inspira.

    Vou para onde sou levado,
    vou na direção do vento,
    do viver enquanto se existe,
    do amar enquanto se vive.

    Vou em direção ao vento.
    Em alto-mar me vejo,
    velejando o barco da minha história.
    Ao mar me rendo.

    O meu direcionamento é o mar.
    O vento de esperança me carrega.
    Ser o mar é o meu objetivo:
    imenso e profundo.

    Carlos de Campos
    Foto por Kenzhar Sharap em Pexels.com
  • Teu é o dom para ser feliz

    “Teu é o dom para ser feliz” é um poema de escuta, silêncio e retomada de si. Ele pulsa na fronteira entre o trauma e a cura, e oferece ao leitor um caminho possível: confiar na intuição, firmar os próprios passos e se reconectar com o dom de existir.

    Teu é o dom para ser feliz

    Não erga a sua mão,
    jovem…
    Não destrua sua juventude.
    Não se deixe levar.

    São tantas vozes que você ouve,
    também são exagerados “nãos”,
    mais gritos ecoando pela casa.
    A essa altura, nada faz sentido.

    Não se deixe ser levado pela vida,
    escondido…
    Fugindo a todo instante,
    instante em que a vida te feriu por dentro.

    Desta vida?
    Cadenciada…
    Desarticulada…
    Cadenciada.

    Ir além do que se pode ver,
    permitir que a intuição te conduza:
    consciência e verdade.
    Ir além, e o todo se revelará naturalmente.

    Cada passo em direção à sua intuição
    são passos firmes que precisam ser dados:
    manifestação do seu dom,
    o dom que você carrega para ser feliz.

    Carlos de Campos

    Foto por u3164 Aksay em Pexels.com
  • Há um clima pesado na atmosfera do mundo. Ganhar e perder a vida se resume a isto.


    Este poema-reflexão mergulha fundo na sensação universal do vazio existencial, explorando o peso do sofrimento e a busca constante por sentido em um mundo marcado pela dor e pela injustiça. Com linguagem acessível e forte impacto emocional, a obra convida o leitor a uma viagem filosófica sobre a origem da consciência e o conflito entre esperança e desespero.
    Uma leitura essencial para quem busca compreender melhor o próprio lugar no mundo e os dilemas que moldam a experiência humana contemporânea.



    Há um clima pesado na atmosfera do mundo. Ganhar e perder a vida se resume a isto.


    No princípio da vida, existia um lugar onde encontrávamos conforto e segurança. Neste lugar, só eu e minha esperança coexistíamos. Mas, mesmo nesse lugar belo e confortável, eu me perguntava: Onde estou? Para onde vou?

    Dia após dia, na medida em que ia se formando a minha consciência, os meus questionamentos só aumentavam e iam se tornando cada vez mais intensos. E, com eles, os medos e as angústias me dominavam. O desejo de querer saber era terrível.

    Em dias “normais”, o desejo era mais intenso, essa minha “loucura” de querer saber qual era o sentido da minha vida. Era intrigante constatar que, desde a minha concepção até o meu nascimento, tudo o que experimentei e experimentava era só dor e sofrimento, com pequenos momentos de alívio que chamamos de felicidade.

    Em um dia mais tranquilo, eu vi o ódio, a fome, o genocídio, a injustiça — só para citar alguns — arrasarem livremente o mundo, e ninguém fazia nada para conter. Onde estava a lógica nisso tudo? Nascer, crescer, só para sofrer e ver os outros sofrerem? Quem preferiu a dor em vez do amor? A fome em vez do prazer?


    Eu sou só mais um, em meio a outras bilhões de pessoas que carregam em seu peito essa brasa flamejante, que, com persistência, nos queima a todo instante. Essa profunda marca nos interroga a todo momento sobre o que estamos fazendo aqui.

    Aconteça o que acontecer hoje de bom ao longo de seu dia, o que estamos fazendo aqui continuará ecoando dentro de você, e nada poderemos fazer sobre isso. E tudo isso, querendo ou não, influencia o nosso comportamento e decisões diariamente. O vazio existencial é assustador.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Preciso me dar um tempo

    “Preciso me dar um tempo” é um poema honesto, impactante e sensivelmente atual. Ele traduz, com lucidez e dor, o retrato de um sujeito contemporâneo esgotado pelas exigências do mundo, que encontra no próprio colapso uma chance de lucidez: cuidar-se antes que seja tarde.



    Preciso me dar um tempo

    Leveza de um destino entrelaçado
    Em uma busca sem desfecho
    Ironia
    É só o que encontro.

    Os desafios são sem fim
    No auge, procurei desistir
    Sem saber que não estava no auge
    Só estava cansado.

    Ir sempre além
    Mesmo estando cansado
    É como gostaria de pensar
    Só que a realidade me diz que ando esgotado.

    Cansado…
    Estou aflito por sentimentos que não sinto
    Ir além…
    É ir de encontro com a morte.

    Preciso me afastar do mundo
    Das pessoas que sabem de tudo
    É vital focar nas coisas que se passam em minha mente
    E parar de ser intransigente comigo.

    Com urgência, preciso me cuidar
    Antes que seja tarde demais
    E eu venha a sucumbir
    Me desfazendo em partículas pelo asfalto.

    Carlos de Campos
    Foto por BULE em Pexels.com
  • A vida segue girando: E você é culpado, inocente ou só mais um otário?

    A vida segue girando: E você é culpado, inocente ou só mais um otário?

    O rodar significa que não existe segurança em nossa vida.

    Seja, na vida, um girassol que tem foco e sabe diferenciar quem é lua e quem é sol.
    Seja como o girassol, meu amigo e minha amiga.


    Quem nunca foi otário?
    Quem nunca…?
    Quem nunca acreditou no amor para toda a vida?
    Quem nunca…?

    Nunca deixe de acreditar
    Que o mundo é um lugar perfeito,
    Que Deus é brasileiro.
    Só não seja mais um otário.

    Uma dica para a vida:
    Nunca seja otário,
    Nem acredite que é um malandro de excelência.
    Só sinta em quem você deve confiar nesta vida.

    A vida é uma imensa mineradora a céu aberto.
    É preciso garimpar com muito cuidado
    Quem você quer ao seu lado.
    Amigo que vale ouro é raro.

    Nunca seja um idiota
    Que só segue o fluxo da vida,
    Que acha maneiro ter ao lado más companhias
    Só para ter o prazer de comprovar o seu ponto de vista.

    A vida é uma enorme roda-gigante.
    É lenta no girar, mas sempre chega ao seu destino.
    A vida é igual para punir ou absolver.
    O melhor que temos a fazer é não ser mais um otário.

    Carlos de campos
    Foto por Ayu015fenaz Bilgin em Pexels.com
  • Mundo idiotizado

    Mundo idiotizado

    Mundo cão,
    desinteressado da realidade,
    se incomoda com a verdade.
    Que verdade?

    A verdade camaleão.
    Por que não estou surpreso?
    É que mentir é coisa antiga.
    Sou filho da mentira.

    Pense comigo, camaleão:
    o que vemos?
    Vemos o mundo caótico,
    ainda tentando nos responsabilizar.

    O primeiro mentiroso está descrito na Bíblia.
    Não fui eu quem inventou a mentira.
    Existe, camaleão, antes de nós.
    O mundo não foi feito para nós.

    No mundo, o poder faz toda a diferença:
    se consegue entrar em todos os buracos do sistema.
    Quem é o sistema?
    Sei que eu não sou o sistema.

    Entende onde quero chegar?
    Nem eu!
    Só dê ao sistema o que é do sistema.
    E nós, que nos viremos.

    Carlos de Campos

    ⚠️ Esse poema não é uma resposta — é um espelho.
    Se esse texto falou com você, comente como se sente nesse mundo que insiste em não fazer sentido.

    📲 Compartilhe com alguém que precisa ler isso hoje.
    Foto por Egor Kamelev em Pexels.com
  • Memórias de Gelo: um poema sobre a solidão que derrete o que acreditávamos eterno

    “Memórias de Gelo” é um poema existencial sobre o colapso emocional e a efemeridade daquilo que achávamos sólido. Gelo, lágrimas, silêncio, solidão. Cada verso é um eco do que somos quando tudo derrete."


    Memórias de gelo

    No instante seguinte,
    tudo se torna poeira,
    entulho de silêncio,
    lágrimas da solidão.

    No instante seguinte,
    o ar se torna raro efeito,
    lágrimas se transformam em sangue,
    silêncio atordoante.

    Solidão,
    quando chega,
    chega desestabilizando,
    provocando.

    Desejos e sonhos
    enfraquecidos,
    consumidos pelo desespero,
    lágrima fragilizada.

    No instante, tudo se vai,
    tudo o que era seguro,
    tudo construído com gelo,
    agora escorre por entre os dedos.

    Feito de memórias
    ilusórias,
    desfeito todo o sonho,
    lágrimas de desejos.

    Carlos de Campos
    Foto por Simon Migaj em Pexels.com