Tag: poema

  • Vi Deus face a face

    Vi Deus face a face

    Estava observando a rua vazia.
    Vi o meu vizinho chato pra caralho
    e reconheci nele meu divino redentor.

    Carlos de Campos
  • Reúno as minhas forças para o embate final

    Reúno as minhas forças para o embate final

    Estou muito deprimido.
    Um mar de ilusão me afoga.
    O que faço nessa situação?
    Além de olhar fixamente para a parede?


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    Reúno as minhas forças para o embate final

    Estou muito deprimido.
    Um mar de ilusão me afoga.
    O que faço nessa situação?
    Além de olhar fixamente para a parede?

    Insisto no mar envolto,
    Destituir a minha tristeza.
    Sou mais forte.
    Só preciso começar a lutar.
    Eu sei que não será fácil.
    Eu sei que em um campo de batalha não existem regras.

    Sei que na guerra o único instinto é sobreviver.
    Sou sobrevivente de tantas guerras.
    O sangue que já regou o front dessa trincheira.
    Sou a vida, sou a morte.
    Sou as derrotas, sou as vitórias.
    Sou só mais uma pessoa querendo viver.

    O meu olhar se volta para o meu filho.
    O meu ser se enche de esperança,
    Da mais doce e profunda esperança,
    É com amor que se vence o ódio.

    Carlos de Campos
  • Números

    Números 

    No zero me desfaço
    O ser existe
    Zero no caminho.

    Carlos de Campos
  • Os rumores de uma alma

    Os rumores desse fato
    Fica por conta dessa alma
    Que caminha acorrentada em sua própria alma
    No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.


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    Os rumores de uma alma

    Os rumores desse fato
    Fica por conta dessa alma
    Que caminha acorrentada em sua própria alma
    No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.

    Cada um olhando percebe
    Percebe o que não quer perceber
    Que as suas correntes estão presas a você
    A corrente que te prende é você.

    É certo que o certo nunca é certo
    E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta
    Na corrente de nossa própria ignorância
    Que ignora a sua própria corrente.

    Arrasta por todos os lados essa corrente
    As correntes dos desesperados
    Que esperando já não aguenta mais
    O tornozelo doendo o dia inteiro.

    Ei, olhe para sua mão
    Observe a chave dessa corrente
    Pare por um momento
    Reflita no tempo que é o seu tempo.

    O tempo de usar ou não essa chave
    A chave dessa corrente que está presso a você
    Reflita no tempo do seu tempo
    O tempo de utilizar a sua chave.

    Carlos de Campos
  • Fendas entre os números -A criptografia do caos #1


    Entre o menor número está a dúvida
    Inteiro assim se comporta
    Par, ímpar…
    Tudo parece muito simples.



    Fendas entre os números
    A criptografia do caos #1

    Entre o menor número está a dúvida
    Inteiro assim se comporta
    Par, ímpar…
    Tudo parece muito simples.

    Enquanto a solidão me abraça

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    Tendência de tudo ser muito complicado
    Par, ímpar…
    O que vemos sem compreender
    Infinito é, na verdade, óbvio.

    O infinito segue os números primos
    Primos que se parecem irmãos
    No cálculo dessa soma
    Somamos em equivalências iguais.

    O que estou dizendo?
    Sem ao menos pensar
    Que os números primos
    Não podem ocupar o mesmo lugar.

    Um infinito sempre igual
    Sempre maior
    O número primo é sempre um
    O que estou dizendo?

    Primo é sempre um número primo
    Exceto quando é dividido por si
    O número par nunca será inteiro
    Camadas e mais camadas de infinitos números inteiros.

    Carlos de Campos
  • Onde há carência, impera a violência

    Onde há carência, impera a violência

    São muitas as ações desordenadas,
    contraditórias,
    desconectadas da realidade,
    da pura e simples incapacidade de olhar.

  • O poder de vandalizar – (Poema 02/60) – Policial do mundo, livro 11


    O poder de vandalizar

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.



    O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.

    Se esta reflexão fez sentido para você, que tal ter o meu livro de poesia na sua estante?
    Escrever de forma independente é um desafio diário.
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    Estamos vivendo o tempo da descrença
    Que foi semeado por todo esse tempo
    São mais de cinquenta anos desacreditando
    Agora é a hora do tempo da colheita.

    Chegou o tempo do silêncio
    O tempo do poder falar
    O tempo de sermos dominados
    É o tempo de silenciarmos.

    O que existe além da truculência
    Dos bons domesticados

    Deitado se deixando ser dominados
    Bonzinhos desconectados com a realidade.

    Ninguém está ligando para mais nada
    Desde que não arrombem as minhas portas
    No meu quarto silencioso quero permanecer
    Permanecer até morrer.

    O que fazer quando todos nós
    Estamos cansados de tanto sofrer
    Dessa angustiante existência implantada em nós?
    Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.

    Carlos de Campos

  • Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação – (Poema 02/150) – Livro 10


    Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação

    Do barro dessa santíssima terra
    Nasce das mãos de Deus o homem
    O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
    Dá ao homem a vida.


    Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 02/150)

    Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação

    Do barro dessa santíssima terra
    Nasce das mãos de Deus o homem
    O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
    Dá ao homem a vida.

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    A vida é dada por Deus
    Soprando pelas narinas do ser humano em barro
    O vento engata a nossa existência
    Essa nossa pobre existência.

    Deus demonstrando sua eterna misericórdia
    Acha por bem nos jogar nesse mundo cão
    Sem o mínimo de noção
    Construímos o nosso caráter entre erros e acertos.

    Entre guerra injustificadas
    Caminhamos em pleno emburrecimento
    Procurando sempre cultivar o nosso ressentimento
    Em cultos da nossa própria imagem divina.

    O ser humano está perdido
    Fundido sua psique em si
    Cegos da realidade por sua imbecilidade
    Preferimos loucuras monstruosas do que um coração pacificado.

    Um coração magoado bate em nosso peito
    Do barro nós viemos e na lama permanecemos
    Olhamos à nossa volta e nos vemos como somos violentos
    Somos os agentes do mal.

    Carlos de Campos
  • Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi (Poema 02/60) Egito: A nossa herança vem dos nossos antepassados

    Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi (Poema 02/60)

    Egito: A nossa herança vem dos nossos antepassados

    Nosso povo abençoado,
    de uma recepção imensurável,
    oh, povo abençoado,
    de um afeto caloroso.

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    Sua calorosa recepção vem desde o passado,
    herança transmitida pelo sangue
    da nobre realeza egípcia.
    O mundo encontra em ti a sabedoria.

    O Nilo é, para o mundo, fonte de vida,
    herança arquitetônica,
    noites de uma beleza admirável.
    Os nossos sonhos são abarcados em sua grandiosa literatura.

    A liberdade cantada em suas canções,
    tendo o sol como testemunha dessa união.
    Homens, mulheres e crianças
    cantando juntos o hino de vitória deste país.

    Vem o futuro próspero à nação,
    Egito do passado,
    herdeiro das mais antigas tradições,
    é, para o presente, o verdadeiro sol nascente.

    O sol ilumina toda a sua população,
    como na tradição que lhe foi transmitida.
    Fará correr, nesse solo sagrado do Egito, o leite e o mel:
    prosperidade e misericórdia.

    Carlos de Campos
  • Mais do que amor

    Mais do que amor

    É amor o que sinto por você
    Amor que me faz desejar você
    Essa saudade que sinto é amor.

    Com você ao meu lado eu me sinto mais seguro
    Me sinto tomado pelo sentido de vida
    Em você sou só esperança.

    É amor sempre que te vejo
    A mover-se no meu peito
    É amor que experiencio por você.

    Carlos de Campos