Tag: poema

  • Poder de transformação

    Poder de transformação 

    Meu brado ecoa
    Dia e noite
    Sem se cansar
    Nem temer.

    As nuvens escondem o sol
    Retendo de nós a sua clareza
    A limpidez de sua beleza
    O que de bom vem, no momento, acontecendo.

    É urgente o apelo que se faz a nossa alma
    Permita-se enxergar
    E ver que é tão bom viver.

    Ser paciente
    Indo sempre em direção da transformação
    Transbordando de amor.


    Carlos de Campos
  • Nada como um dia após o outro

    Nada como um dia após o outro
    

    O dia asfixia
    Nem sei bem o porquê
    Sinto tudo estreito demais
    Sem ar.

    Sinto-me tonto
    Tudo gira
    Desconectado da realidade
    Balbucio palavras ao vento.

    A cabeça pesa
    Dia longe de acabar
    Cada segundo é uma tortura.

    Com os olhos fechados
    Ouvidos sem poder ouvir
    Um dia sem conseguir viver.

    Carlos de Campos
  • Movimento para mudança



    Movimento para mudança



    Tudo está em constante mudança

    De um lado para o outro

    Mudando continuamente

    Mudando diante dos nossos olhos.



    O mundo está mudando

    Só o que não muda, são os bitolados

    Sabemos que, nem todas as mudanças são favoráveis

    A vida que temos nem sempre é como a gente quer.



    Enquanto isso, o mundo continua girando

    Gira impiedosamente

    Gira o mundo e, girando, tudo vai mudando.



    São deixados para trás

    Aqueles que, com o mundo, não giram

    Neste movimento que nos leva a mudança.

  • Morte como destino final

    Morte como destino final 

    Sempre angustiado
    Com o próximo passo
    Interrogações sem fim
    Confabulando com o além túmulo.

    Morte como destino final
    De uma vida apegada ?
    Projeto de um poder fracassado ?
    Interrogações : É só o que me resta ?

    Interrogações sobre um destino final
    Me sobrevêm o medo do obscuro
    Frustração por tantas interrogações.

    Me encontro em um labirinto
    Onde minha existência faz morada
    Em um labirinto de muitas perguntas sem resposta.
  • Impossível é conter a vida

    Impossível é conter a vida 
    

    Rua de sangue
    Impura sensação
    Flerte com a solidão
    Corremos risco de vida.

    Medo, de algum dia, sentir medo
    Medo de ver sangue pelas ruas
    Sangue do medo
    Sangue da vida escorrendo.

    Os dentes rangendo
    Caminhando nas ruas de sangue
    Deixam rastros
    Rastros de puro sangue.

    Mar de lágrimas
    Lágrimas da rua de sangue
    Onde o ódio é normalizado
    No mar da violência.

    Inclinado a maldade
    Deixando rastros de sangue
    Sangue da ilusão
    Sangue do terror.

    O desejo exige vontade
    Vontade negligenciada
    Desejo de sangue na calçada
    Pelas ruas, a solidão é reprimida.

    Intimidade insatisfeita
    Em noite de escuridão
    Me fazendo gemer
    Me fazendo sofrer.

    Uma noite é o tempo do sofrimento
    Já, pela manhã
    Posso experimentar o alívio
    A ternura que aquece nossas vidas.

    Com olhar otimista
    De quem a vida ressurge
    Impregnando o perfume do amor
    Com os rastros da gratidão.

    Vejo uma alegria que contagia
    Em nossas vidas que caminham
    Caminhando em prol da semeadura
    Impossível é conter a explosão que gera vida.


    Carlos de Campos


  • O caminho seguro é continuar

    O caminho seguro é continuar 
    

    Põe diante dos olhos
    Um mundo de ilusões
    Limitando desejos
    Sem soluções.

    Loucuras jamais contidas
    Timidamente retraídas
    Me olho no espelho
    Refletindo o instante perfeito.

    Montanhas que escondem
    Muitos perigos
    Trazem sempre a ilusão.

    Não deveria existir medo
    Quando o único caminho é seguir
    E, confiante, continuar.

    Carlos de Campos
  • Infrator Louco

    Infrator Louco 60547



    Chove em meu coração

    Há verdade aborrece

    Acomodado em emoção.



    Emoções são como crianças,

    Pulam e não nos deixam olhar ao redor ...

    São como araras.



    Em turbulência encontro os sentidos

    Conquistando pouso no coração

    Travesseiro amarelo de tristeza.



    Voos curtos de alto risco

    Ao nevoeiro cinza escuro,

    Vivemos no cativeiro.



    Na margem social

    Matuto são os sentimentos

    Que vive na loucura total.



    Carlos de Campos
  • Descrença

    Descrença 
    

    Observo
    A população mais simples
    Reproduzindo ideias do patrão.

    Observo
    Minha descrença na sociedade
    Só aumenta.

    Carlos de campos 60547

  • Meu amor solitário

    Meu amor solitário
    

    Minha amada
    Meus olhos te buscam o dia inteiro
    Por dias, sem fim.

    Sou o amor !
    Sou a solidão !
    Existo nos dias de angustia !

    Acolhido pela solidão
    Amor desiludido
    Sou quem não gosto de ser.

    Carlos de campos