Tag: poesia brasileira contemporânea

  • Reviver o amor, no amor, pelo amor


    Reviver o amor, no amor, pelo amor

    Reviver é o mesmo que sobreviver?
    É a espera em uma esperança fria?
    É a universalidade do finito?
    É a mentira posta como verdade?
    É o meio de um inteiro?
    É a alma de um corpo sem vida?
    É a vida em um corpo morto?
    O que eu devo saber?
    No momento certo saberei?
    Não existe o momento certo para as incertezas.

    Soube onde iria quando nasci,
    quando me abraçastes pela primeira vez.
    Naquela noite,
    tudo fazia mais sentido.
    Sentia como se fosse um delírio,
    momento único para estar só,
    na trincheira da vida, sozinho.
    Longo silêncio interior.
    Não há mais nada para viver.

    Uma centelha de esperança se acende
    no fundo da alma humana,
    na escuridão profunda da consciência,
    no mar tempestivo das emoções,
    na mais bela razão que nos faz estar vivos,
    na finitude da existência que nos aprisiona.
    Nada mais é tão simples como viver,
    como pena lançada ao vento, que apenas voa.

    Carlos de Campos
  • Mergulho no sombrio instante da corrupção


    Mergulho no sombrio instante da corrupção

    Não estamos diante da coragem,
    nem de um instante de euforia.
    Mudança de direção brusca,
    nua com amor.

    Um destino sem rumo,
    absorvido de nada.
    O que devemos pensar?
    Tudo faz sentido.

    Um instante, e nada mais
    para recuar.
    Instante de tudo cair
    e sem roupas ficar.

    Tudo é mentira,
    instável.
    Corruptos corrompidos.
    Tudo é ilusão.

    Um desrespeito,
    afronta a cada um de nós.
    Nos insulta a todo momento,
    abandona quando não servirmos mais.

    O medo é sua arma,
    é a paz manipulada,
    é o instante fugaz,
    é o que não poderia ser.

    Carlos de Campos
    Foto por Najman Husaini em Pexels.com