Os delírios de grandeza Ecoam em minha alma Eclodem em mim A minha essência marginalizada.
Essa é a minha verdade É a verdade que compõe a minha história Essa é a minha alma A alma de um marginal.
Sou o que não nasci para ser Sou o fruto da violência familiar Sou o descaso das políticas públicas Sou o que me instigaram a ser.
É ilusão, e está errado, Atribuir à minha alma marginalizada Como único culpado. Todos nós somos responsáveis.
Estou sendo julgado por sua omissão Por meus delírios de grandeza Pela corporativização do sistema Por meu endereço, minha cor e minha conta bancária.
Grande será o dia Em que justo será o julgamento Em que meus delitos, e só os meus delitos, serão julgados. Até que isso aconteça, continuo sendo só mais um marginal.
Poesia que desperta a sensibilidade mais aguardada
No desejo que aflora a alma, agora, no instante em que tudo é só perfeição, no momento em que a oportunidade se faz presente, a chama poética é inevitavelmente expandida.
São com os teus poemas que os desejos são estimulados; são os teus poemas a alma da minha alma; são os teus poemas as flores mais belas para esta abelha; são os teus poemas e poesias que despertam as minhas disposições.
São como a chuva a trabalhar a terra, são como os trabalhadores rurais lavrando a colheita, são como sentinelas em constante vigilância, são as flores que tornam esse jardim ainda mais precioso.
Sempre, em um novo poema, revela-se o que há de mais essencial à vida: a essencialidade que se manifesta na simplicidade, trazendo à tona o que temos de melhor a oferecer, a alegria em saber que se provocou o mais belo sorriso.