Tag: poesia brasileira

  • O amor sendo cura para os nossos corações



    O amor sendo cura para os nossos corações

    Como as suaves gotas de chuva,
    É o meu amor por você.
    Como a vida que quer ser vivida,
    É o meu amor por você.

    É o amor que vem,
    É o amor que nasce,
    Quem nos dá sentido à vida
    É o amor que nos faz viver.

    É a vida quem deixa o amor florescer,
    É o amor que, com seus frutos, alimenta a vida.
    É o amor como solução,
    Como marco de transformação.

    Nada e ninguém
    Estão imunes ao amor.
    Os teus sentimentos estão impregnados de amor,
    Puro e valioso amor.

    Quem nunca amou na vida?
    Tudo o que mais queremos é amar.
    E, amando, ser amado.
    Quem não espera ser amado?

    O desejo entreabre o coração,
    Coração que, mesmo machucado,
    Insiste em amar
    E ama sem qualquer medida.

    Carlos de Campos
    Foto por Karola G em Pexels.com
  • Em meio às frustrações, vale a pena sonhar?



    Em meio às frustrações, vale a pena sonhar?

    Os sonhos são ilusões?
    Ilusões são passageiras?
    Somos iludidos em acreditar?

    Qual é a tua ilusão preferida?
    No RPG da vida, quem você é?
    É vida e sucesso ou destruição e morte?

    É ilusão que jorra de nossas entranhas,
    entranhas contaminadas pelas desinformações,
    pelo ódio gerado por tantas frustrações.

    Frustrações de um mundo que foi confrontado:
    realidade versus o que eu gostaria que fosse.
    O que é a realidade?

    Sonhar, na minha realidade, vale a pena?
    Vale a pena sonhar neste momento?
    Sonho em meio às minhas frustrações.

    Os dias passam cada vez mais lentos,
    cheios de inconclusões,
    desguarnecidos de qualquer juízo.

    É vida miserável,
    é poder e opressão,
    é sonho, realidade e muitas frustrações.

    Carlos de Campos
    Foto por Arshad Sutar em Pexels.com
  • Os indeléveis passos para a morte



    Os indeléveis passos para a morte

    Nada impede que você deixe o amor falar,
    sair para respirar um ar fresco
    e sentir, em seu peito, o seu aconchego.
    Nada o impede de tentar.

    Tentar superar os seus medos,
    medos que nem fazem parte de sua história,
    mantendo-se firme diante dos burburinhos da vida
    e podendo sentir, em seu peito, esse aconchego.

    Quem nunca se decepcionou com alguém?
    Quantas foram as ilusões já sentidas?
    Passou deixando tudo como terra arrasada,
    e seguir acreditando se tornou insuportável.

    São as dores de uma vida maltratada,
    vilipendiada em todos os seus direitos,
    inclusive no direito de amar.
    Amar e ser amado… que dificuldade.

    Singulares são os afetos
    que afetam a todos nós.
    Singulares são as dores que movem os corações.
    Singulares somos nós, com os nossos universos em rota de colisão.

    Tudo o que vive e respira alguma vez já amou,
    diluímos quem éramos para o outro
    para o amor acontecer.
    No final, só restaram duas almas vagando vazias.

    Carlos de Campos
    Foto por Vasily Kleymenov em Pexels.com
  • Tudo é igual



    Tudo é igual

    Sua busca em me ver,
    suas indecisões.
    Sua falta de humildade é reveladora.

    Carlos de Campos

  • É improvável que seguiremos sem rumo



    É improvável que seguiremos sem rumo

    Desse jeito,
    tudo se esconde,
    nada reflete nada,
    um tira e não volta mais.

    Tudo surge de um instante,
    um instante improvável
    que seguirá sem direção.
    Só seguirá.

    É iminente o fato
    de nada mais fazer sentido.
    Tudo seguirá sem direção,
    sem ocaso.

    Meu sentido pede paz.
    Para se ter paz,
    é preciso lutar,
    e lutar já não quero mais.

    O modo como tudo acontece
    é rápido, e isso me aborrece,
    me tira a razão,
    razão que nem quero mais pensar.

    Improvável que acabe;
    cabe uma decisão:
    a de não olhar para trás
    e seguir, mesmo sem direção.

    Carlos de Campos
    Foto por MART PRODUCTION em Pexels.com
  • Os dias que marcaram a alma



    Os dias que marcaram a alma

    Os momentos em que passamos juntos
    foram sonhos que ainda reverberam,
    sonhos que preferimos continuar sonhando.
    Foram momentos intensos.

    Foi quando me dei conta
    dos dias que já se passaram,
    do teu toque em mim,
    da falta que você me faz.

    Os dias passam depressa,
    as noites são longas demais.
    Não há nada que eu possa fazer,
    só continuo pensando em você.

    É solidão,
    é amor,
    é ausência.
    É como estou agora.

    O amor está sozinho,
    perambulando pelas ruas,
    triste…
    encontra-se desolado.

    O sofrimento é desmedido,
    o destino, particularmente doloroso.
    A vida está sem rumo.
    Como eu estou por dentro?

    Carlos de Campos
    Foto por Mikhail Nilov em Pexels.com
  • Na vida, seguimos o que os outros querem



    Na vida, seguimos o que os outros querem

    É vida entregue, ansiedade.
    É luta, ansiedade.
    É esforço sem sentido,
    uma mente se esvaindo.

    É sonho demolido,
    segue outro destino
    imposto pela doença do capitalismo.
    Esforço, esvaindo-me.

    “Momentum” do medo,
    das frustrações projetadas,
    dos “gurus” que não sabem de nada,
    nada além do nosso dinheiro.

    Dinheiro sem sentido
    sugou toda a minha vida.
    Sua nostalgia o faz voltar à infância,
    infância que nem me lembro mais.

    É vida destruída,
    rusga de sofrimento,
    detestável por se sentir revoltado
    de onde a dor maltrata o seu peito.

    Dilacerado por dentro,
    fisga o desejo.
    Desajeitado, outros querem o seu medo:
    vida forjada nos cala-bocas do ressentimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Malcoln Oliveira em Pexels.com
  • No rosto desse moço brilha a esperança



    No rosto desse moço brilha a esperança

    Os dias são intensos.
    Tua vontade é desaparecer.
    São dias sem sentido.
    Até sinto minha cabeça explodindo.

    Juventude à flor da pele,
    pele que expele desafios,
    interações constantes,
    sonhos com os cumes.

    Essência de uma vida que busca,
    busca desafios,
    realizações de sonhos,
    encontrar um amor verdadeiro.

    Caminha entre dúvidas impostas pela vida,
    na liberdade desmedida,
    no drama do descontentamento.
    É vida fugindo pelas mãos.

    Sou o ser em constante evolução,
    diálogo aberto,
    vento da renovação,
    amor florescendo.

    Meu rosto no espelho reflete alegria jovial.
    Medo do próximo passo,
    incertezas pairam no ar.
    Sorrio, porque é preciso seguir em frente.

    Carlos de Campos
    Foto por Josh Hild em Pexels.com
  • O amor consumido pela eternidade



    O amor consumido pela eternidade

    É um medo que me assombra,
    Se esquece de que eu já não tenho vida.
    Esquecido por mim mesmo,
    Subtraio os bons sentimentos.

    Tudo me dá má impressão.
    São dias frios,
    Uma ansiedade para me esconder,
    Esconder-me dos meus pensamentos intrometidos.

    Estranhamento do meu próprio mundo,
    Das perfeitas imperfeições que me assolam,
    Que fazem os meus mundos ruírem.
    Exatamente aqui foi que me dei conta.

    Sou a encarnação da infelicidade,
    Rascunho malfeito,
    O impasse existencial,
    O fim como chegada.

    Singelo toque que me devolve,
    Volto para o campo de batalha:
    Da aniquilação total à proexistência,
    A verdade que acende o meu ser.

    Fixo o meu olhar no que transcende,
    No que me alveja em sentimentos,
    No que me faz vibrar em gemidos
    Deliciosos, intensos e contínuos.

    Carlos de Campos

    O sistema da internet me contou um segredinho: você está adorando o poema — alguns até voltam para reler ou reassistir (e eu fico todo bobo com isso). Mas aí vem a grande questão filosófica: por que você ainda não curtiu, comentou, compartilhou ou me seguiu?
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    Consumir sem interagir? Aí o algoritmo me olha torto e derruba meu trabalho…
    Se quiser que eu pare, é só avisar — mas eu prefiro continuar, viu? 😂💛
    Foto por Zu00fclfu00fc Demirud83dudcf8 em Pexels.com
  • Na imensa travessia, me perco de você

    Na imensa travessia, me perco de você

    No inevitável, você surge.
    No silêncio, eu falo.
    Não faz sentido: no êxtase, nós nos desencontramos.
    Puro desequilíbrio.

    Desisto no alto-mar da vida,
    no mais profundo de minha alma,
    no milagre que nunca veio.
    Sou a mansão dos mortos-vivos.

    Perdido em pensamentos,
    me vejo suspenso,
    sem destino,
    eu — nessa inconformidade.

    O vento toca o meu rosto.
    Me entrego a essa paz,
    uma paz tão retraída,
    tímida de amor.

    Imensidão de um vazio sem fim,
    tormento de uma cabeça desintegrada.
    Sem conexão, seguem a alma e o corpo:
    fim de um ciclo virtuoso.

    O mundo muda e tudo absorve.
    O destino cria sentido,
    pálido e palpável.
    Urge uma longa transformação.

    Carlos de Campos
    Foto por 3D Render em Pexels.com