Tag: poesia brasileira

  • Fendas entre os números -A criptografia do caos #1


    Entre o menor número está a dúvida
    Inteiro assim se comporta
    Par, ímpar…
    Tudo parece muito simples.



    Fendas entre os números
    A criptografia do caos #1

    Entre o menor número está a dúvida
    Inteiro assim se comporta
    Par, ímpar…
    Tudo parece muito simples.

    Enquanto a solidão me abraça

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    Tendência de tudo ser muito complicado
    Par, ímpar…
    O que vemos sem compreender
    Infinito é, na verdade, óbvio.

    O infinito segue os números primos
    Primos que se parecem irmãos
    No cálculo dessa soma
    Somamos em equivalências iguais.

    O que estou dizendo?
    Sem ao menos pensar
    Que os números primos
    Não podem ocupar o mesmo lugar.

    Um infinito sempre igual
    Sempre maior
    O número primo é sempre um
    O que estou dizendo?

    Primo é sempre um número primo
    Exceto quando é dividido por si
    O número par nunca será inteiro
    Camadas e mais camadas de infinitos números inteiros.

    Carlos de Campos
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  • O poder de vandalizar – (Poema 02/60) – Policial do mundo, livro 11


    O poder de vandalizar

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.



    O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.

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    Estamos vivendo o tempo da descrença
    Que foi semeado por todo esse tempo
    São mais de cinquenta anos desacreditando
    Agora é a hora do tempo da colheita.

    Chegou o tempo do silêncio
    O tempo do poder falar
    O tempo de sermos dominados
    É o tempo de silenciarmos.

    O que existe além da truculência
    Dos bons domesticados

    Deitado se deixando ser dominados
    Bonzinhos desconectados com a realidade.

    Ninguém está ligando para mais nada
    Desde que não arrombem as minhas portas
    No meu quarto silencioso quero permanecer
    Permanecer até morrer.

    O que fazer quando todos nós
    Estamos cansados de tanto sofrer
    Dessa angustiante existência implantada em nós?
    Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.

    Carlos de Campos

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