Tag: poesia contemporânea brasileira

  • É necessário estudar a sua origem

    É necessário estudar a sua origem

    No vasto universo,
    um sinal chama a atenção.
    Pedido para se comunicar?

    Um sinal que chama a atenção
    em meio a toneladas de informações.
    Um sinal tem pinta de tentativa de comunicação.

    Enquanto a solidão me abraça

    Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.

    No vasto universo, um canto canta diferente,
    o suficiente para ser considerado o canto mais surpreendente:
    um canto cantando as melodias universais.

    Um canto que o universo canta a todo tempo,
    um canto de um universo apaixonado,
    cantando a melodia de um coração com saudades.

    Canto de um coração apaixonado,
    que faz eco de sua paixão por todo o universo,
    canta as batidas de um coração forte e vibrante.

    O que é esse sinal?
    Além de um coração amorosamente pulsante,
    cantarolando essa paixão inquietante.

    Ressoando por todo o universo,
    a vibração de um coração caloroso:
    o coração de alguém apaixonado, mandando o seu recado.

    Carlos de Campos

    Foto por William Chen em Pexels.com
  • Cansado de Ser Solidão

    Cansado de Ser Solidão

    Abro a janela com o desânimo estampado na alma.
    Na escuridão da noite, eu me refugio.
    Da mente atormentada tento me afastar,
    e no vazio encontro o meu sentido.
    Suave é o peso que devo carregar.
    É suave nos sufocar constantemente.
    De um dia para o outro, me prendo ainda mais.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/
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    Um mar de mágoas me submerge.
    Me afogo, esperneio até me cansar.
    Afundo devagar, muito devagar.
    Aos poucos, não sinto mais meu corpo.
    Esse antro de preocupações,
    desejos assombrados,
    volta para a superfície.
    Tento respirar os tóxicos existenciais,
    a amargura universal
    estampada em nossa cara,
    a cara de iludidos.
    Me afogo no êxtase da realidade,
    no alcoolismo das minhas entranhas.
    Na fuga, acendo um cigarro contendo nicotina.

    Aqui nesta terra precisamos escolher.
    Um passo de cada vez para sobreviver.
    Um experienciar de cada sensação por vez.
    Na sutileza da vida, desconfiar
    para mais tarde não se ferir.
    Em cada amanhecer é preciso ser feliz,
    mesmo que isso lhe custe a própria vida.

    Carlos de Campos
    Foto por Leonid Danilov em Pexels.com
  • Mostre os seus encantos

    Mostre os seus encantos

    Vi os inimigos diante de minha face,
    da noite fria que angustia.
    Vi e senti o conforto de suas mãos.

    Carlos de Campos
  • Ossos escondidos


    Ossos escondidos

    No terreno abandonado,
    ossos foram escondidos.
    Investigações mal feitas
    dão conta do que querem esconder.
    Ossos enterrados em um terreno abandonado.
    O que precisam esconder?
    A quem pertencem esses ossos?

    Todas as manhãs perdidas,
    evitando ser descobertas,
    perdidas em pensamentos.
    Que pensamentos são esses
    que nos fazem descuidar da própria vida?
    Uma vida negligenciada pelo ciúme.

    Os dias passam depressa,
    lentos quanto o meu sucesso.
    Os ossos escondidos nos apavoram.
    Tudo não passou de um sonho,
    sonho acordado, sem direção,
    sem êxtase…
    sem verdade…
    Tudo não passou de uma fantasia
    de um sonho escondido em um terreno baldio,
    instante antes de ser descoberto,
    de estar livre,
    enquanto existir um novo amanhã.

    Carlos de Campos
  • Prometemos


    Prometemos

    Promessa de dias em paz,
    de uma vida mais tranquila.
    Decidi escolher
    por um dia de estresse.

    O horizonte não me parece nítido.
    Estamos em constante perigo.
    Cadê o meu refúgio?
    Os dias de paz?

    Um sinal nunca é certo.
    São imensas as variações
    em nossa tomada de decisão.

    Carlos de Campos
  • Morrer aos poucos


    Morrer aos poucos

    Pouco a pouco, tudo se vai,
    Sem encontrar barreiras, se vai.
    Tudo é instável,
    Perdemos o chão.

    Lealdade para com o existir
    É como a brisa batendo no rosto,
    É chuvisco de uma noite de outono.
    Para além de viver, é preciso existir.

    O que precisamos focar?
    Olho para esse belo jardim,
    Suas flores estão murchas.

    Compreendo o meu lugar nessa vida,
    Distante do que sonhei.
    Hoje, existo como posso.

    Carlos de Campos
  • Tudo é dependente do amor

    Tudo é dependente do amor
    
    Homem caído na sarjeta,
    pela madrugada observo.
    Sem dignidade,
    esconde os seus preconceitos.
    O desespero aumenta,
    não existe paz em seu coração.
    
    Os dias são traiçoeiros.
    Escolhi me perder
    dia a dia.
    Me perco em meus desejos,
    sem filtro me escondo.
    Tudo é opção.
    
    Os escombros são a minha alma.
    Peco
    com meus desejos.
    Pecado é ter você
    sem sua roupa em minha cama.
    Pecado é amor.
    
    Disse o meu ego:
    “Tuas asas estão presas em mim.
    O teu corpo é meu corpo.
    Meus são também os seus amores.
    Tuas amantes são minhas.
    O teu prazer solitário são todos meus.
    Meus são os seus dias,
    a lua da sua noite,
    o que os seus olhos tocarem.”
    
    Nos túmulos fétidos,
    corroídos por vícios,
    túmulos lindos
    ocultando a nossa última missão.
    Na mais doce ilusão
    de que vamos viver no paraíso.
    
    O tempo é o instante perdido,
    desejo desfeito,
    perdido a procurar
    do êxtase o momento.
    Procuro o tempo no tempo,
    no amargo da solidão.
    
    Onde o amor se ausenta,
    o delírio se mantém,
    a violência impera
    como um incômodo graveto
    que inflama a ponta do dedo,
    que destrói toda a nossa paz.
    
    A minha evolução depende de você.
    Não existe sociedade individualista.
    Não se constrói dignidade com ódio.
    Nada floresce no deserto,
    em um corpo sem coração.
    Tudo o que vive e respira
    precisa de nossa unidade.
    Cabe a cada um de nós querer.
    
    Carlos de Campos 
    
    
    Foto por Sefa em Pexels.com
  • Mergulho no sombrio instante da corrupção


    Mergulho no sombrio instante da corrupção

    Não estamos diante da coragem,
    nem de um instante de euforia.
    Mudança de direção brusca,
    nua com amor.

    Um destino sem rumo,
    absorvido de nada.
    O que devemos pensar?
    Tudo faz sentido.

    Um instante, e nada mais
    para recuar.
    Instante de tudo cair
    e sem roupas ficar.

    Tudo é mentira,
    instável.
    Corruptos corrompidos.
    Tudo é ilusão.

    Um desrespeito,
    afronta a cada um de nós.
    Nos insulta a todo momento,
    abandona quando não servirmos mais.

    O medo é sua arma,
    é a paz manipulada,
    é o instante fugaz,
    é o que não poderia ser.

    Carlos de Campos
    Foto por Najman Husaini em Pexels.com
  • Sem amor nada faz sentido

    Sem amor nada faz sentido

    Me sufoca o ar raro efeito.
    Não consigo respirar.
    Aqui é frio.
    Onde posso me esconder?

    O poder do amor soterra,
    maltrata o amante,
    mata quem é amado.
    O que me faz amar, além da morte?

    O meu corpo não pensa.
    Meu destino é segredo.
    No incêndio da mente,
    o poder é destrutivo.

    Ruas destruídas,
    estradas sem saídas,
    queimadas por todos os lados.
    Falta água.

    Nos últimos dias,
    tudo se dispersou,
    se alinhou
    e seguiu.

    Vejo o amor despido,
    enlouquecido,
    nos seus delírios,
    se entregando.

    Carlos de Campos

    Foto por u00f6mer u00e7elik em Pexels.com
  • Um olhar atento para dentro


    Um olhar atento para dentro

    Morte como obediência de uma vida,
    Vejo escapando de minhas mãos
    Na neblina que turva a minha vista,
    No oceano em que estou mergulhado.

    Os meus olhos cegos seguem pelo caminho,
    Tateando os ares,
    Perdendo-se em si mesmos
    E encontrando-se no outro.

    Nossa bela morte
    Nos beija constantemente na face,
    No amargo do meu suor,
    Compreendendo todos os meus medos.

    Medo de uma vida
    Distante do desejado,
    Doses de fracasso
    Capazes de mudar toda a minha sorte.

    O sonho me distrai,
    Me faz avançar,
    Me limita,
    Me instiga a sempre ir para frente.

    Me orienta em meu interior
    A permanecer sempre atento,
    Usufruindo do mel da sabedoria eterna
    Que pulsa no limiar da vida e da morte.

    Carlos de Campos

    Foto por Tom Fisk em Pexels.com