Morrer aos poucos
Pouco a pouco, tudo se vai,
Sem encontrar barreiras, se vai.
Tudo é instável,
Perdemos o chão.
Lealdade para com o existir
É como a brisa batendo no rosto,
É chuvisco de uma noite de outono.
Para além de viver, é preciso existir.
O que precisamos focar?
Olho para esse belo jardim,
Suas flores estão murchas.
Compreendo o meu lugar nessa vida,
Distante do que sonhei.
Hoje, existo como posso.
Carlos de Campos

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