Origem de todo o medo
Origem de um pensamento
Dúvidas me acolhem
Quero ser você.
Carlos de Campos

Tudo é igual
Sua busca em me ver,
suas indecisões.
Sua falta de humildade é reveladora.
Carlos de Campos
Os dias que marcaram a alma
Os momentos em que passamos juntos
foram sonhos que ainda reverberam,
sonhos que preferimos continuar sonhando.
Foram momentos intensos.
Foi quando me dei conta
dos dias que já se passaram,
do teu toque em mim,
da falta que você me faz.
Os dias passam depressa,
as noites são longas demais.
Não há nada que eu possa fazer,
só continuo pensando em você.
É solidão,
é amor,
é ausência.
É como estou agora.
O amor está sozinho,
perambulando pelas ruas,
triste…
encontra-se desolado.
O sofrimento é desmedido,
o destino, particularmente doloroso.
A vida está sem rumo.
Como eu estou por dentro?
Carlos de Campos

A fundação de toda a nossa vida
Mar límpido e calmo
diante da minha vida agitada.
O meu medo ronda.
O que esperar de tudo isso?
Estou assustado.
Estou me sentindo infeliz.
Nada é mais como antes.
Como era antes?
É precioso o meu pensar,
o existir na capacidade do existir.
É precioso o nosso olhar,
na capacidade de sempre acolher.
É infinito quem sabe abraçar,
na capacidade de viver.
É infinito o seu coração,
mesmo nas duras penas da vida.
É vida sendo expelida,
é ave alimentando os seus filhotes.
Não há dor neste momento,
nem existe solidão.
Há esperança brotando na rocha.
Tudo, absolutamente tudo,
ecoa a bondade do homem.
Tudo é mar tranquilo novamente.
Carlos de Campos

São momentos como esses, na vida, que nos fazem apaixonar profundamente.
O que esperar além da fusão total dos corações que se encontraram?
Sou você amanhã
O desejo alcança a alma
Na intimidade do seu coração.
É meu sonho...
Quem me faz ser assim?
É sonho que se funde à realidade,
E amor que se manifesta na ação.
Amor é ação que acolhe
E vida que frutifica.
E não serei esquecido,
Nem colocado de lado.
Nunca é o bastante saber.
Vem ser amado!
Que caiam todas as correntes que nos aprisionavam.
Vem, porque este é o nosso momento.
Carlos de Campos
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Um poema sombrio e filosófico sobre o colapso da humanidade diante do medo, da violência e da inevitável rendição interior. Reflexão poética sobre o fim e a perda da esperança.
O mundo sob rendição
É noite de escuridão.
O medo toma conta da cidade.
De maldade em maldade,
espalha-se o terror.
Não são as nossas almas que vamos perder,
mas as nossas memórias dos dias felizes.
É a vingança sendo exercida,
é o absurdo se multiplicando.
Seres implacáveis invadem a nossa mente,
parasitando a nossa vontade,
paralisando os nossos desejos.
É o nosso fim.
Não temos nenhuma chance de vencer.
Nessa guerra, já entramos derrotados.
Diluídos até o âmago,
a rendição se faz necessária.
Carlos de Campos

Um poema sobre os mistérios da vida, a entrega emocional e o poder transformador das conexões verdadeiras — onde o tempo se dissolve e só o sentir importa.
Se a vida é feita desses mistérios, que eu seja possuído
Não dá para prever quando e como.
Não dá para sentir e fingir que nada aconteceu.
A energia corre por nossa pele;
a pele sente na alma.
É no silencioso quarto que sou acolhido,
na peculiaridade de sua presença.
É onde nós nos encontramos,
entre afetos e carinho.
Peço que a vida seja assim:
intensa e aconchegante,
reverberadora de emoções positivas.
É a vida fornecendo mais energia.
A chuva cai sobre o meu corpo,
enquanto sinto cada gota me tocando.
Sinto explosões de emoções —
suave, forte, intenso.
Mas é o que desejo neste momento:
que cada segundo se torne uma eternidade,
que isso não acabe mais,
e que o fim não exista aqui.
O mistério nos toma pela mão.
Tudo se faz silêncio.
Tudo acontece pelos olhares —
é a mais pura revelação.
Carlos de Campos
