No além do seu olhar, me vejo. Mergulho no mais profundo dos teus desejos. Me pego sonhando com você no cantinho da minha solidão.
Me vejo para além dos teus desejos, em sonhos disfarçados de vontade. Vontade que bate forte em meu peito, peito que anda vazio de amor.
Levo a sua imagem em minha retina. De dia e de noite, só penso em você. Penso em como seria estar com você. O vazio em meu peito diz que é saudade.
A solidão não me deixa avançar; sequestrou minha esperança de amar. Meus sonhos e desejos desapareceram. Sua imagem anda mais nebulosa do que antes.
Mistério do amor: por que sofrer para amar? Amar precisa ser um parto para frutificar? É ilusão o amor que sinto?
Sinto como se estivéssemos entre paredes de vidro: nos vemos e nos desejamos, porém, não nos sentimos de verdade. Nosso amor é, antes de tudo, virtual.
É legítimo sentir ódio; é um dos sentimentos que nos faz seres humanos. Sejam bons ou ruins, eles borbulham naturalmente em nosso ser.
O problema não está em senti-los: o que faço com o que eu sinto? É aí que precisamos refletir: o que fazemos com o que sentimos?
Está sentindo raiva? Quer bater em alguém? Fica cego quando tiram você do sério? Quando se sente em paz?
Treine com os pequenos atritos do cotidiano. Busque melhorar nesses momentos. As escolhas certas vêm desses pequenos acertos do cotidiano. Quando entender, não existirá mais conflitos.
Deixo meus sinceros votos: que você foque nas pequenas transformações do cotidiano, que se empenhe diariamente. O que é trabalhado constantemente passa a fazer parte da nossa índole.