Tag: poesia filosófica

  • No rosto desse moço brilha a esperança



    No rosto desse moço brilha a esperança

    Os dias são intensos.
    Tua vontade é desaparecer.
    São dias sem sentido.
    Até sinto minha cabeça explodindo.

    Juventude à flor da pele,
    pele que expele desafios,
    interações constantes,
    sonhos com os cumes.

    Essência de uma vida que busca,
    busca desafios,
    realizações de sonhos,
    encontrar um amor verdadeiro.

    Caminha entre dúvidas impostas pela vida,
    na liberdade desmedida,
    no drama do descontentamento.
    É vida fugindo pelas mãos.

    Sou o ser em constante evolução,
    diálogo aberto,
    vento da renovação,
    amor florescendo.

    Meu rosto no espelho reflete alegria jovial.
    Medo do próximo passo,
    incertezas pairam no ar.
    Sorrio, porque é preciso seguir em frente.

    Carlos de Campos
    Foto por Josh Hild em Pexels.com
  • Na imensa travessia, me perco de você

    Na imensa travessia, me perco de você

    No inevitável, você surge.
    No silêncio, eu falo.
    Não faz sentido: no êxtase, nós nos desencontramos.
    Puro desequilíbrio.

    Desisto no alto-mar da vida,
    no mais profundo de minha alma,
    no milagre que nunca veio.
    Sou a mansão dos mortos-vivos.

    Perdido em pensamentos,
    me vejo suspenso,
    sem destino,
    eu — nessa inconformidade.

    O vento toca o meu rosto.
    Me entrego a essa paz,
    uma paz tão retraída,
    tímida de amor.

    Imensidão de um vazio sem fim,
    tormento de uma cabeça desintegrada.
    Sem conexão, seguem a alma e o corpo:
    fim de um ciclo virtuoso.

    O mundo muda e tudo absorve.
    O destino cria sentido,
    pálido e palpável.
    Urge uma longa transformação.

    Carlos de Campos
    Foto por 3D Render em Pexels.com