Tag: poesia filosófica

  • Em meio às frustrações, vale a pena sonhar?



    Em meio às frustrações, vale a pena sonhar?

    Os sonhos são ilusões?
    Ilusões são passageiras?
    Somos iludidos em acreditar?

    Qual é a tua ilusão preferida?
    No RPG da vida, quem você é?
    É vida e sucesso ou destruição e morte?

    É ilusão que jorra de nossas entranhas,
    entranhas contaminadas pelas desinformações,
    pelo ódio gerado por tantas frustrações.

    Frustrações de um mundo que foi confrontado:
    realidade versus o que eu gostaria que fosse.
    O que é a realidade?

    Sonhar, na minha realidade, vale a pena?
    Vale a pena sonhar neste momento?
    Sonho em meio às minhas frustrações.

    Os dias passam cada vez mais lentos,
    cheios de inconclusões,
    desguarnecidos de qualquer juízo.

    É vida miserável,
    é poder e opressão,
    é sonho, realidade e muitas frustrações.

    Carlos de Campos
    Foto por Arshad Sutar em Pexels.com
  • Os indeléveis passos para a morte



    Os indeléveis passos para a morte

    Nada impede que você deixe o amor falar,
    sair para respirar um ar fresco
    e sentir, em seu peito, o seu aconchego.
    Nada o impede de tentar.

    Tentar superar os seus medos,
    medos que nem fazem parte de sua história,
    mantendo-se firme diante dos burburinhos da vida
    e podendo sentir, em seu peito, esse aconchego.

    Quem nunca se decepcionou com alguém?
    Quantas foram as ilusões já sentidas?
    Passou deixando tudo como terra arrasada,
    e seguir acreditando se tornou insuportável.

    São as dores de uma vida maltratada,
    vilipendiada em todos os seus direitos,
    inclusive no direito de amar.
    Amar e ser amado… que dificuldade.

    Singulares são os afetos
    que afetam a todos nós.
    Singulares são as dores que movem os corações.
    Singulares somos nós, com os nossos universos em rota de colisão.

    Tudo o que vive e respira alguma vez já amou,
    diluímos quem éramos para o outro
    para o amor acontecer.
    No final, só restaram duas almas vagando vazias.

    Carlos de Campos
    Foto por Vasily Kleymenov em Pexels.com