É, em nossa vida, um mistério da resistência, em que o não existir seja o mais coerente. De incoerência em incoerência, resistimos para existir.
É no apogeu dessa existência finita que miramos, de maneira natural, para o infinito. E, sem saber ao certo, seguimos — limitados, mas seguimos.
Perseguimos o entendimento do infinito que, quando chega até nós, é finito. É finito quando o observamos, e infinito quando buscamos alcançá-lo.
É um mistério que procuramos desvendar. Buscamos o sentido de estarmos aqui, entre o possível e o impossível e a possibilidade de sermos quem não sabemos quem somos.
“Deleite Divino” é um poema que celebra o amor como uma experiência sensorial e transcendental. O toque, o olhar, a contemplação do cotidiano. Um convite à fusão entre corpo, alma e instante.
Neste poema, a poesia se revela como um caminho para viver o amor com profundidade, liberdade e consciência. Ideal para quem busca palavras que tocam, curam e despertam emoções.
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Poema sensorial e espiritual sobre o amor. “Deleite Divino” é uma entrega poética ao instante, ao corpo e à alma — com delicadeza e intensidade.
Deleite Divino
Preciso me embriagar dos teus beijos, deliciar-me do teu jeito, olhar atrevido, suavemente tocando o sentido.
Leve como um bom sonho, livre é como me encontro, mergulhado em tuas sensações, distante estou do mundo.
Descasco uma laranja enquanto te observo: delicada em teus movimentos, insistente em teu olhar.
O elixir das deusas recai sobre minha cabeça. Explodem em meu ser fogos de artifício. Estou todo entregue ao momento, no êxtase do amor.
Poema intenso e existencial que reflete sobre insistir, desistir e o sentido de viver em meio ao caos. Leitura para pensar e sentir profundamente.
O barco da vida, turbulência encontra
No desistir, o insistir é uma chance de existir? Existimos… Por que existimos? Desistir de existir.
Insistir em um projeto é burrice? É a valentia dos heróis? Alguém forçado pelo sistema? Um fracassado que só não quer dar o braço a torcer? Desistir de existir é uma opção viável?
Existir, o que andas fazendo? Sonha acordado e anda parado? Insiste em desistir, O sonho dos alucinados?
O sonho de existir passa pela realidade de desistir. Desisto, logo estou fodido, Frustrado em insistir no existir. Eis o âmago da existência.
A vida segue girando: E você é culpado, inocente ou só mais um otário?
O rodar significa que não existe segurança em nossa vida.
Seja, na vida, um girassol que tem foco e sabe diferenciar quem é lua e quem é sol. Seja como o girassol, meu amigo e minha amiga.
Quem nunca foi otário? Quem nunca…? Quem nunca acreditou no amor para toda a vida? Quem nunca…?
Nunca deixe de acreditar Que o mundo é um lugar perfeito, Que Deus é brasileiro. Só não seja mais um otário.
Uma dica para a vida: Nunca seja otário, Nem acredite que é um malandro de excelência. Só sinta em quem você deve confiar nesta vida.
A vida é uma imensa mineradora a céu aberto. É preciso garimpar com muito cuidado Quem você quer ao seu lado. Amigo que vale ouro é raro.
Nunca seja um idiota Que só segue o fluxo da vida, Que acha maneiro ter ao lado más companhias Só para ter o prazer de comprovar o seu ponto de vista.
A vida é uma enorme roda-gigante. É lenta no girar, mas sempre chega ao seu destino. A vida é igual para punir ou absolver. O melhor que temos a fazer é não ser mais um otário.
Jogos de emoções são a liberdade sendo pervertida, que, ao eclodirem, se desnudam em falanges de egocentrismo. O que são esses demônios induzindo à miséria? Na verdade, são crenças limitantes de uma pessoa gestando desejos inconscientes. Fidelidade promíscua com o submundo. Demônios entoam em minha alma: abuso de poder! Eis que vem o abuso de poder…
O silêncio canta junto da alma: desejos sombrios, venham todos à luz…