Um fenômeno análogo aéreo é real? Por que sentimos a necessidade da fantasia? Há quem diga que nós nem existimos para esta vida.
Ou que existem outras versões de nós? Em que realidade eu devo acreditar? O que devo aceitar? O que devo questionar?
O fato é que somos amaldiçoados por uma consciência, e essa consciência é questionadora demais. Ela é inquieta e não se sente à vontade diante da nossa realidade.
Existe algo ou alguém além de nós, nesta Terra? Aeronaves não identificadas são aquilo que desejamos que sejam? Enquanto não sabemos a verdade, a prudência nos pede que tenhamos dúvidas e muitos questionamentos.
O peso que carregamos em nosso viver É a consequência de um tempo indomável, Do querer e não conseguir mais. É o tempo que passa, meu amor.
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É a memória que falha, A voz que se cala, Os pés que já não sustentam mais. A cada segundo, eu me esqueço de você.
O peso que sustento É o peso do tempo, Da tua história. Cadê o meu rosto jovial?
As forças vão se acabando, O fim implacável. O peso é pensar sobre o meu fim, De uma história que me foi generosa.
O tempo voa. As emoções emergem da mente subterrânea. O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante, Toma a minha mente por inteiro.
O medo é avassalador. Sou colocado diante da minha verdade. Do que mais eu temia pode vir a acontecer. É o tempo quem me avisa.