Tag: poesía reflexiva

  • Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 01/150)Nascer é como o sol da manhã acariciando as plantinhas

    Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 01/150)
    Nascer é como o sol da manhã acariciando as plantinhas

    É belo esse momento:
    o nascimento de uma pessoa,
    o existir no berço da Terra de Santa Cruz.
    É mistério quem nos envolve.

    O momento nos pede celebração,
    uma festa bem animada,
    que hoje tragamos em nossos corações só a alegria,
    de espaço somente para o amor.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    O nascer é vida que se renova,
    são reflexões que nos incomodam,
    é a natureza que vence a nossa vontade.
    Cada vida que existe nasce para si mesma.

    Prometeu o amor.
    O amor não veio.
    Nascer é saber ser ferido
    em sua vulnerabilidade reprimida.

    A vida é uma dádiva
    para quem vive nas mansões dos ricos,
    para quem é acudido ao menor dos gemidos.
    O nascer de um pobre é violento.

    É dependente da esmola alheia,
    é grito de fome de milhões de desnutridos,
    é a incapacidade de olhar para o lado,
    é a morte que nos é apresentada desde o começo.

    Carlos de Campos

  • Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso O mundo é a nossa casa (Poema 01/60)

    Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi 

    O mundo é a nossa casa (Poema 01/60)

    Procuro o vento que me levará até você,
    um sonho de criança:
    navegar em alto-mar.
    Nas linhas deste caderno, viajo com você.

    Nas diversidades das culturas,
    neste imenso almanaque de sabores,
    eu sou você,
    você que deseja repartir a sua experiência.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    Vou desbravando este mar,
    não como um colonizador,
    mas como um amigo que busca as convergências culturais
    para celebrarmos mais uma amizade verdadeira neste cais.

    Vou aonde o mar me leva,
    onde as culturas se encontram
    e o medo dá lugar à experiência do convívio.
    Feliz, sigo neste novo desafio.

    O momento especial é estar com você,
    com todas as nossas diferenças latentes.
    Encontro em você a nossa unidade,
    porque a verdadeira celebração que nos une
    está em nossas diferenças.

    No mundo em que vivemos,
    vivemos como uma família que mora na mesma casa,
    onde as nossas diferenças
    se fazem raízes em um longo olhar amoroso.

    Carlos de Campos

  • Livro 1: A Arte da Trégua Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    Livro 1: A Arte da Trégua
    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Desejos mesquinhos,
    “Poder” conservador,
    Destituído de nossa razão,
    Pressão que não acaba mais.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    Jogados na cadeia,
    Vivemos na mais pura ilusão.
    Acordar desse delírio coletivo
    Ainda é muito dolorido.

    Dói acordar e saber que a verdade nunca existiu,
    A verdade que todos os dias me consolava.
    Os desejos se foram;
    Quem permanece é o vazio que me trouxe até aqui.

    A solidão que fica nesta cela cheia
    É impossível de refletir quando a raiva ainda queima,
    Quando tudo o que me resta
    São os anos que ainda restam nesta cela.

    Tudo o que vivi
    É repleto de muita mágoa,
    Desejos dedicados a uma ilusão:
    A ilusão de ainda receber a visita de alguém.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • Livro 7: Título provisório — A Filosofia do Gramado O Tempo (Poema 01/60)

    Livro 7: Título provisório — A Filosofia do Gramado
    O Tempo (Poema 01/60)

    O que é o tempo em uma partida de futebol?
    Sair de campo sem ter feito o seu melhor?
    O que cada um sabe sobre companheirismo?
    Perder, e o sabor amargo que fica?

    Tudo gira em torno de uma bola,
    um objeto minúsculo,
    capaz de movimentar corpos e almas.
    Futebol, da origem ao colapso.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    Muitas crianças, algum dia, sonharam em ser jogadores de futebol,
    um sonho que aparentemente parece ser o caminho mais fácil
    para quem sabe, um dia, sair da pobreza.
    O futebol era o alimento, dia e noite, de suas almas.

    Almas abatidas por tanta injustiça,
    que, desde crianças, precisaram driblar cedo para se virar na vida.
    Que aulas precárias frequentavam,
    porque sabiam que precisavam ser o Man of the Match.

    O estádio está lotado.
    Almas frenéticas.
    Tudo é decidido em pouco tempo,
    no tempo da dedicação.

    O vento sopra.
    O apito recebe o estímulo vital.
    Tudo é paradoxal:
    o tempo para quando o jogo começa.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • A loucura de uma verdade

    A loucura de uma verdade

    Os loucos andam entre nós.
    Nos machucam.
    Diferente de nós,
    são iluminados com a verdade.
    A verdade sempre dói.

    Ah, os loucos!
    Tidos como incapazes,
    observam o que a nossa mente sóbria não percebe.
    Sóbria?
    A verdade sempre dói.

    Me diga a verdade.
    Somos incapazes por estarmos chapados de tanta sobriedade.
    Somos a história de nossas meias verdades.
    Ah, os loucos!
    A verdade sempre dói na carne.

    Na verdade, não sabemos lidar com a nossa contrariedade,
    com a promiscuidade latente em nossa mente.
    Mentimos para nos escondermos da nossa realidade.
    Mentimos para nos protegermos da dor que dói o dia inteiro.
    Essa é a verdade que vai doendo até mais tarde.

    Vem e veja essa dor.
    É a dor feita de verdades,
    verdades que tentamos esconder.
    Ah, os loucos!
    Não temem a verdade que dói o dia inteiro.

    Carlos de Campos
  • Sangue correndo pelas minhas mãos

    Sangue correndo pelas minhas mãos

    Suas mãos estão sujas de sangue.
    Sangue...
    Acabou de matar.
    Sangue…

    Sangue escorrendo de sua boca.
    Sangue...
    Matou uma moça virgem
    para alcançar seus desejos.

    Violência!
    Ouvem-se gritos em meio à neblina.
    Gritos de prazer sórdido,
    gritos do próprio assassino.

    Amanheceu, e os terrenos baldios,
    cheios de corpos, encontramos.
    Corpos desfigurados.
    Sangue por todo lado.

    Esquartejadas as encontraram.
    A violência segue.
    As noites nos causam calafrios.
    Cheiro forte de sangue no ar.

    Sangue escorre pela minha boca.
    Nada recordo da noite passada.
    Estou amarrado em uma camisa de força,
    louco para beber o teu sangue e comer sua carne.

    Carlos de Campos
  • O gorjear da alma

    O gorjear da alma

    Gorjeia, no fundo de nossa alma,
    o canto do sabiá,
    cantando o cântico da solidão,
    da solidão.

    Gorjeia a alma solitária,
    cantada pelo sabiá.
    Canto no canto da alma,
    da alma ferida pelo amor.

    Não se ouve mais o sabiá;
    seu gorjear silenciou-se
    pela ferida da alma.
    A solidão nos convida.

    Carlos de Campos


  • Nosso Brasil de um povo solidário

    Nosso Brasil de um povo solidário

    A nossa beleza está nos brasileiros e brasileiras,
    no clima amistoso com a vida,
    no sorriso de um povo cheio de esperança,
    de uma esperança que nunca se cansa.

    O povo de várias camadas,
    complexas e profundas,
    de traumas que ainda machucam
    e que comovem por ainda buscar forças para lutar.

    Nosso Brasil!
    Natureza oponente,
    vibra quem aqui vive,
    não estamos à venda.

    Brasil da incoerência,
    coração que pulsa na boca,
    na alma verde e amarela,
    no campo verde da integridade.

    O Brasil, como qualquer outro país,
    tem os seus altos e baixos.
    Cada país, assim como o Brasil,
    espera que o seu povo esteja lúcido.

    O povo unido é mais forte,
    um povo que busca os mesmos ideais:
    justiça e fraternidade para todos,
    um povo solidário e muito brasileiro.

    Carlos de Campos
  • Quem deseja a traição?

    Quem deseja a traição?

    Um entre nós
    É o traidor,
    Digno de exclusão,
    De uma vida esquecida.

    Os traidores estão à espreita,
    Desorientados…
    Tornando-se ainda mais perigosos,
    Estão desejosos por sangue.

    Não estará vencido
    Desde que seja detido.
    Todo o processo de educação
    É o lugar certo para se obter a transformação.

    Carlos de Campos
  • Beleza que atravessa a alma

    Beleza que atravessa a alma

    Em cada olhar, me vejo
    No belo momento em que te encontro.
    Estou preso a você.
    Bom mesmo é ficar aqui com você.

    Momentos como esse
    Devem ser eternizados,
    Como que emoldurados
    De amor que fica em nossas memórias.

    Meu amor, te quero.
    Quero que, em meus braços, você descanse
    E se sinta seguro.

    Olhos que me buscam,
    Olhos que me amam,
    Que, com um beijo, tudo selam.

    Carlos de Campos