Noite fria, apesar do calor, noite tenebrosa. Assustadora é essa noite sem fim, noite de uma solidão intensa.
Os dias que se tornaram noites me orientam nessa jornada. Tateando, eu prossigo. Insisto.
No caminhar, me guio pela persistência. A resistência é minha fortaleza. O desejo de continuar só aumenta: é o caminho dos vitoriosos.
Que o nosso mundo se ilumine, nos oriente para irmos além — não distante — caminhe.
No anoitecer, por mais escuro que esteja, há esperança de que voltará a amanhecer, que a solidão dará lugar à confraternização e que a paz interior prevalecerá.
Em um mundo em que a distância é fascinante e, ao mesmo tempo, ultrajante, distante das pessoas, próximo da ausência plena.
Nada é como antes, e antes é toda a base sólida, entre mundos tão iguais e completamente diferentes.
Que caminha para o caminho do sofrimento pela busca incessante da angústia, consciente de que, em seu íntimo, é desejado; é o desejo dos desejos a ser conquistado.
Impor é se destruir, é revidar contra si mesmo, é lutar com a imagem refletida pelo espelho, é ser, na essência, a essência contraditória.
Lutar é assumir ser desonesto. O desonesto sofre na essência, vê sua saúde mental diminuindo, abreviando o fim do seu próprio mundo.