Tag: poesia social

  • O apocalipse está batendo em nossa porta

    O apocalipse está batendo em nossa porta

    Os detritos de nossa reles existência
    Pedem para que paguemos o que devemos.
    Destruição, calamidade no concreto.
    O tempo já se esgotou para cada um de nós.

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    Enquanto a solidão me abraça
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    Corram para dentro de si.
    Confronte sua consciência com as suas omissões.
    O tempo de achacar o planeta acabou.
    É tempo de sentirmos o peso da completa destruição.

    Temperatura corporal elevadíssima.
    Sua carne derretendo como plástico.
    O seu sangue cozinhando em suas entranhas.
    E você destituído de suas capacidades cognitivas.

    Camadas e mais camadas de morte.
    A morte como destino.
    O sofrimento, sua companheira mais velha.
    Só nos restarão as lágrimas com sangue.

    O que podemos fazer para amenizar essa realidade?
    Devemos nos conformar com esse nosso fim?
    O que você anda fazendo enquanto comunidade?
    Buscando se unir e agregando forças nessa luta?

    A escolha é individual.
    O sofrimento será comunitário.
    Independentemente de qual classe social você ocupe.
    A natureza vai barbarizar geral.

    Carlos de Campos

  • Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20) Mão em apuro

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

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    Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20)

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

    Detritos amontoados em lago
    Saudoso era o tempo sem a tecnologia
    Em que a mão operava sem questionamentos
    A mão que é proibido invocar.

    O vento do sul nos traz a esperança
    orquestrada pela mão forte e invisível
    Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos
    E nos julga por seu tato decadente.

    Olhe para essa mão pesada
    Que extermina essas pobres formiguinhas
    Que não poupa nem as plantinhas
    Por puro ódio de sua própria existência.

    O que esperamos ainda de suas mãos?
    Dessas mãos que manipulam os resultados?
    Que ainda puxa arma para extorquir?
    O que essa mão tem de tão especial além de sujeira?

    A mão que abençoa
    É a mesma mão que violenta
    A mão que dá carinho
    É a mesma que silencia-se diante dos seus crimes.

    Carlos de Campos
  • Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60) Movimento os meus sonhos para além

    Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60) 

    Movimento os meus sonhos para além

    Os sonhos são apagados da memória
    Uma luz ao fundo
    Observa no escuro
    Na longa, cansada madrugada.

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    Os sonhos foram destruídos
    Como as nossas memorias de infancia
    Uma a uma se vão
    Sem paz observo no escuro.

    Moedores de esperança
    Triunfam sobre as nossas cabeças
    Desacreditada
    Maldito és tu capitalismo.

    O que somos?
    Além de artefatos para gerar riqueza alheia
    Somos os sonhos que foram destruídos
    Somos quem vive por viver.

    Em um mundo onde as cartas já estão marcadas
    O que somos além da memória?
    Uma parcela enorme que vive de barriga vazia
    O que somos além de assalariados?

    Uma enorme massa de manobra é o que somos?
    O que somos além de sonhos despedaçados?
    De mera ilusão
    É de ilusão que você se alimenta.

    Carlos de Campos
  • O teu “descanso” só gera mais agonia

    O teu “descanso” só gera mais agonia

    Corpos caídos pelo chão da fábrica,
    corpos sem vida, além de muito trabalhar.
    Mais eficiência?
    É com a escala da dignidade.

    Carlos de Campos
  • Não existe anistia para quem atenta contra a democracia

    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Carlos de Campos
    Foto por Steve A Johnson em Pexels.com
  • Livro 1: A Arte da Trégua Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    Livro 1: A Arte da Trégua
    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Desejos mesquinhos,
    “Poder” conservador,
    Destituído de nossa razão,
    Pressão que não acaba mais.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

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    Jogados na cadeia,
    Vivemos na mais pura ilusão.
    Acordar desse delírio coletivo
    Ainda é muito dolorido.

    Dói acordar e saber que a verdade nunca existiu,
    A verdade que todos os dias me consolava.
    Os desejos se foram;
    Quem permanece é o vazio que me trouxe até aqui.

    A solidão que fica nesta cela cheia
    É impossível de refletir quando a raiva ainda queima,
    Quando tudo o que me resta
    São os anos que ainda restam nesta cela.

    Tudo o que vivi
    É repleto de muita mágoa,
    Desejos dedicados a uma ilusão:
    A ilusão de ainda receber a visita de alguém.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • Mãos de Assédio

    Mãos de Assédio

    Sua mão perdida em minha perna.
    Meu silêncio denuncia o medo.
    O que fazer? Pergunto-me.
    No silêncio, perco-me dentro de mim,
    na angustiante dúvida de denunciar.
    Já não estou mais lá.

    Durante toda a noite, fiquei acordada.
    Fazer o que sobre isso?
    Me calar?
    Denunciar?
    Há tantas perguntas,
    onde só deveria existir uma certeza:
    que não fosse a certeza da impunidade.
    Sinto-me confusa,
    estranhamente lúcida,
    pela certeza que tenho
    de que me calar é o melhor caminho.
    O medo só aumenta
    à medida que o dia se aproxima.
    Não me sinto bem.
    Minha voz desapareceu.
    Ainda sinto sua mão suja em mim.

    A cidade se movimenta.
    Deitada e com calafrios, me encontro.
    Distante da realidade, tento me projetar.
    Projeto-me para tão longe que não quero mais voltar.
    Voltar significa me acovardar.
    Na penumbra dos meus pensamentos, me escondo.

    Carlos de Campos

  • Nosso Brasil de um povo solidário

    Nosso Brasil de um povo solidário

    A nossa beleza está nos brasileiros e brasileiras,
    no clima amistoso com a vida,
    no sorriso de um povo cheio de esperança,
    de uma esperança que nunca se cansa.

    O povo de várias camadas,
    complexas e profundas,
    de traumas que ainda machucam
    e que comovem por ainda buscar forças para lutar.

    Nosso Brasil!
    Natureza oponente,
    vibra quem aqui vive,
    não estamos à venda.

    Brasil da incoerência,
    coração que pulsa na boca,
    na alma verde e amarela,
    no campo verde da integridade.

    O Brasil, como qualquer outro país,
    tem os seus altos e baixos.
    Cada país, assim como o Brasil,
    espera que o seu povo esteja lúcido.

    O povo unido é mais forte,
    um povo que busca os mesmos ideais:
    justiça e fraternidade para todos,
    um povo solidário e muito brasileiro.

    Carlos de Campos
  • Vislumbrei-me por um pé de golpe



    Vislumbrei-me por um pé de golpe

    Deu no pé,
    no pé.
    Quando a justiça investigou,
    tudo desmoronou.

    Nenhuma ilusão resistiu
    à mudança.
    Só no mundo paralelo ficou;
    de pé ficou.

    No pé, apodreceu
    qualquer narrativa de inocência,
    qualquer ato que contradiga a realidade.
    A realidade é dura,
    e foi ela que prevaleceu.

    No pé descalço,
    a realidade machuca.
    A verdade se fez ver e ouvir,
    e nenhum inocente foi condenado.

    Em meio a conflitos, seguimos;
    seguimos firmes com a verdade.
    A verdade é que, debaixo de nossos pés,
    existe um mundo real girando.

    A verdade venceu nesse momento.
    Cautela e atenção é sempre bom ter.
    A guarda da democracia
    conta sempre com você.

    Carlos de Campos
    Foto por Ron Lach em Pexels.com
  • Em tempo de mentira, a verdade precisa ser dita



    Em tempo de mentira, a verdade precisa ser dita

    Interesses para se manter no poder
    Levaram pessoas
    A se distanciarem da democracia
    Para, no submundo, conspirarem.

    É lamentável saber
    Que existem brasileiros e brasileiras
    Carregando com orgulho
    O ideal de um movimento tão promíscuo.

    Precisamos nos manter em alerta.
    Tal movimento continua operando
    Na sombra do medo,
    Cresce instigando.

    Os detentores da “verdade”
    Conspiram na praça pública,
    Estimulando discursos de ódio,
    Deixam seus rastros pela vida.

    Insufladores do medo,
    A verdade transparente vencerá novamente.
    Perturbadores da democracia,
    A segurança popular, firme, resistirá.

    Em tempo de atenção,
    Seguiremos com paz no coração.
    Em tempo de mentira,
    A verdade sempre será dita.

    Carlos de Campos
    Foto por Emir Bozkurt em Pexels.com