Tag: poesía

  • A lenda que ainda vive


    A lenda que ainda vive

    Um dia bem vivido
    Vale mais que mil anos vividos no sofrimento.
    Vivo o que preciso viver hoje,
    Intensamente, como deve ser.


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    Os teus dias passam,
    A morte nos espreita.
    Viver e morrer sem tesão
    É uma escolha a se fazer.

    Viver e morrer com alegria
    É se tornar uma lenda.
    É uma lenda quem soube aproveitar o que tinha.
    Seja você mesmo: é o que basta.

    Sê lenda em nossos dias,
    A lenda da alegria,
    Que sabe dosar esse tempero em toda a vida.
    Sê lenda: é o teu destino.

    Viver na alegria
    É saber exatamente o momento de ser alegria.
    É preciso confiar em seus instintos
    E se soltar.

    A morte é o ato da infelicidade,
    A desesperança em nosso ser.
    O antídoto para tudo isso
    É viver a potencialidade de um dia feliz.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Olhe para o céu, não são estrelas


    Olhe para o céu, não são estrelas

    É a virtude que eleva.
    São os dias traiçoeiros que nos levam a refletir.
    Há quem nem pense sobre isso.


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    Vem, olhe pela janela.
    Veja que magnífico:
    o que era pessimismo se transformou em otimismo.
    Contemple, este é um momento raro.

    Observo de longe
    sua percepção
    de encontrar, nas entrelinhas, a solução.

    Não é presente,
    nem milagre.
    É a nossa busca constante
    de poder ver e enxergar.

    Olhe bem:
    os dias passam — e como passam.
    Passam como os seus olhos passam por essas palavras,
    passam e ficam guardados na memória.

    Olhem a escuridão à sua volta.
    Observem esse vasto campo de leitura.
    Leiam pelas brechas deixadas pela escuridão
    e, como um milagre, toda a cegueira vai embora.
    A ilusão é expulsa a cada leitura.

    Carlos de Campos
    Foto por MELQUIZEDEQUE ALMEIDA em Pexels.com
  • O corpo e a mão veem os sentidos


    O corpo e a mão veem os sentidos

    O nosso destino está no ver.
    No ver de quem sente,
    no ver de quem ouve.
    Ver é ouvir o sentido.


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    O sentido que vê
    é o mesmo sentido que ouve,
    que sente o sentido do olhar.
    Vê como eu sinto?
    Sente o que eu vejo com o ouvido?

    Sua capacidade de ver está extremamente aguçada.
    Seu corpo se arrepia todo.
    Sua mão suada me toca,
    toca como quem quer ver o que está ouvindo.
    Sua boca deixa sair os sentidos.
    Sua alma está plena em ver o que eu vejo.

    O estado de ver
    é visto nos olhos,
    é sentido.
    As minhas comoções vêm à tona,
    ligadas ao meu ver.
    Eu vejo o que vejo.
    Suas mãos estão frias.

    Suas mãos veem o meu corpo,
    passeiam pelo meu corpo.
    Meu corpo vê os sentidos.

    Carlos de Campos
    Foto por Paulina Bermudez Castellanos em Pexels.com
  • O teu alicerce está corrompido


    O teu alicerce está corrompido

    Tudo gira em torno de você.
    Esperar uma mudança
    é como esperar por um milagre.

    Merece tudo de ruim.
    Seu caráter é nebuloso.
    Você é uma pessoa tão triste.

    Tudo perde força,
    suspendendo a razão,
    deixando-se levar pelas emoções.

    Tudo fala à alma
    quando se tem ouvidos para ouvir
    quem percebe o percebido.

    Carlos de Campos
    Foto por maycon rodrigues em Pexels.com
  • O distorcido da realidade


    O distorcido da realidade

    Mostre o desejo escondido.
    Tudo o que há para ser revelado.
    Inteireza.
    Poder dissonante da vida.

    Carlos de Campos
  • Nosso amor se acabou


    Nosso amor se acabou

    Instante.
    Momento passageiro.
    Uma história de amor.
    Estes são tempos sombrios.

    Momento de um instante ferido,
    ferida aberta de um amor.
    Tudo o que deixo são instantes feridos,
    instantes de um amor.

    O medo aparece à minha porta,
    descuidado no andar.
    Tudo o que passou
    passou sem vida.

    Nada faz você desistir,
    no instante, de repente.
    Repenso em estar com você
    na noite ferida.

    Tudo acabou.
    Acabou o nosso amor,
    a nossa ilusão.
    Acabou tudo o que eu sentia por você.

    Esse instante é um desses momentos feridos,
    cheio de tristeza,
    de um amor que se acabou.
    Esses dias, encontrei você na rua.

    Carlos de Campos
    Foto por Luca Nardone em Pexels.com
  • Um dia para ser feliz de verdade


    Um dia para ser feliz de verdade

    Me vejo em teus olhos,
    na imensidão do teu sorriso,
    nos batimentos do meu coração:
    estou todo inteiro.

    No êxtase do nosso olhar,
    no abraço de nossos corpos,
    eu estou em você
    e você está em mim.

    Íntimos estamos,
    estamos tão próximos
    que já estamos em plena conexão,
    mais que meros impulsos sexuais.

    Mais que desejos humanos,
    somos a busca pela vida,
    a vida que quer ser plena,
    na plena manifestação da vida.

    Quem mais deseja vida?
    A vida que nos foi omitida,
    de nós subtraída
    pelos desejos humanos egoístas.

    Íntimos da vida que regozija,
    da vida que goza da plena vida.
    Um dia — e espero que seja rápido —
    a vida seja simplesmente vida,
    vivida na alegria.

    Carlos de Campos
    Foto por Garon Piceli em Pexels.com
  • Tuas belas pernas


    Tuas belas pernas

    Diga-nos:
    existe amor entre nós?
    Em nós bate o mesmo sentimento?
    O que é que você quer que eu faça?
    Façamos nossas aventuras entre quatro paredes.

    Carlos de Campos

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Sonhos desajeitados


    Sonhos desajeitados

    Sonho em ser amada.
    Esse sonho me sufoca.
    Sonhar que eu preciso do seu amor…
    Você me responde?

    Enquanto a solidão me abraça

    Estou feliz durante o dia,
    feliz com a minha vida profissional.
    Eu preciso admitir:
    você faz falta dentro de mim.
    Meus sonhos com você me sufocam.

    Te quero como essa paixão louca.
    Desde o amanhecer, eu te busco.
    Me perco em você,
    minha inquietude.

    Quero renovar as minhas juras de amor por você,
    meu instante consumado,
    meu desejo perpetuado.
    Que tuas mãos me alcancem.

    Quem és
    que bate à minha porta,
    que faz o meu coração acelerar?
    Quem és?

    Meu sonho,
    meu instante de prazer,
    meu declínio como mulher,
    o amor que tanto desejo.

    Carlos de Campos
    Foto por Ryanniel Masucol em Pexels.com
  • Meus olhos escondem essa mágoa


    Meus olhos escondem essa mágoa

    Sou casada,
    apesar de ser respeitada pelo meu marido.
    Eu me sinto infeliz.
    Casei-me porque estava grávida.
    Casei-me por medo.

    Hoje olho para o passado,
    me encontro perdida.
    Sangro em minha solidão.
    Fidelidade a um ex-marido.
    Dói tanto me sentir assim.



    Sinto-me sozinha.
    Vivo de aparências.
    Minha vontade é fugir
    e recomeçar.
    Aí, caio na realidade.

    Meu ser está vagando.
    Minha alma procura conforto,
    procura a alegria.
    Quando foi a última vez que tive alegria?
    Tento dar sentido às coisas.

    Carlos de Campos

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    Foto por BM Capture em Pexels.com