Tag: poesía

  • Uma nação só é forte quando abraça os seus jovens



    Uma nação só é forte quando abraça os seus jovens

    Vem um belo dia,
    um dia de muita harmonia,
    um dia que recordaremos com alegria,
    quando as nossas almas forem lavadas.

    Lavadas de nossos egoísmos,
    de decisões mal feitas,
    feitas de qualquer maneira.
    Lava-se a alma para se dar continuidade.

    Essa água é cristalina,
    de origem ancestral,
    que tem como primazia
    restabelecer a ordem consciencial.

    Água que jorra da fonte,
    da fonte primordial,
    que mata a sede física
    e promove prosperidade nacional.

    Nossa fonte é transformadora:
    saúde para o corpo e para a mente,
    mente que se oferece
    para carregar o orgulho de nossa gente.

    Vem o dia mais importante,
    o dia do verdadeiro reconhecimento
    de que a nossa nação depende
    da juventude aguerrida desse nosso Brasil-continente.

    Carlos de Campos
    Foto por Bruno Curly em Pexels.com
  • É improvável que seguiremos sem rumo



    É improvável que seguiremos sem rumo

    Desse jeito,
    tudo se esconde,
    nada reflete nada,
    um tira e não volta mais.

    Tudo surge de um instante,
    um instante improvável
    que seguirá sem direção.
    Só seguirá.

    É iminente o fato
    de nada mais fazer sentido.
    Tudo seguirá sem direção,
    sem ocaso.

    Meu sentido pede paz.
    Para se ter paz,
    é preciso lutar,
    e lutar já não quero mais.

    O modo como tudo acontece
    é rápido, e isso me aborrece,
    me tira a razão,
    razão que nem quero mais pensar.

    Improvável que acabe;
    cabe uma decisão:
    a de não olhar para trás
    e seguir, mesmo sem direção.

    Carlos de Campos
    Foto por MART PRODUCTION em Pexels.com
  • Os dias que marcaram a alma



    Os dias que marcaram a alma

    Os momentos em que passamos juntos
    foram sonhos que ainda reverberam,
    sonhos que preferimos continuar sonhando.
    Foram momentos intensos.

    Foi quando me dei conta
    dos dias que já se passaram,
    do teu toque em mim,
    da falta que você me faz.

    Os dias passam depressa,
    as noites são longas demais.
    Não há nada que eu possa fazer,
    só continuo pensando em você.

    É solidão,
    é amor,
    é ausência.
    É como estou agora.

    O amor está sozinho,
    perambulando pelas ruas,
    triste…
    encontra-se desolado.

    O sofrimento é desmedido,
    o destino, particularmente doloroso.
    A vida está sem rumo.
    Como eu estou por dentro?

    Carlos de Campos
    Foto por Mikhail Nilov em Pexels.com
  • Na vida, seguimos o que os outros querem



    Na vida, seguimos o que os outros querem

    É vida entregue, ansiedade.
    É luta, ansiedade.
    É esforço sem sentido,
    uma mente se esvaindo.

    É sonho demolido,
    segue outro destino
    imposto pela doença do capitalismo.
    Esforço, esvaindo-me.

    “Momentum” do medo,
    das frustrações projetadas,
    dos “gurus” que não sabem de nada,
    nada além do nosso dinheiro.

    Dinheiro sem sentido
    sugou toda a minha vida.
    Sua nostalgia o faz voltar à infância,
    infância que nem me lembro mais.

    É vida destruída,
    rusga de sofrimento,
    detestável por se sentir revoltado
    de onde a dor maltrata o seu peito.

    Dilacerado por dentro,
    fisga o desejo.
    Desajeitado, outros querem o seu medo:
    vida forjada nos cala-bocas do ressentimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Malcoln Oliveira em Pexels.com
  • No rosto desse moço brilha a esperança



    No rosto desse moço brilha a esperança

    Os dias são intensos.
    Tua vontade é desaparecer.
    São dias sem sentido.
    Até sinto minha cabeça explodindo.

    Juventude à flor da pele,
    pele que expele desafios,
    interações constantes,
    sonhos com os cumes.

    Essência de uma vida que busca,
    busca desafios,
    realizações de sonhos,
    encontrar um amor verdadeiro.

    Caminha entre dúvidas impostas pela vida,
    na liberdade desmedida,
    no drama do descontentamento.
    É vida fugindo pelas mãos.

    Sou o ser em constante evolução,
    diálogo aberto,
    vento da renovação,
    amor florescendo.

    Meu rosto no espelho reflete alegria jovial.
    Medo do próximo passo,
    incertezas pairam no ar.
    Sorrio, porque é preciso seguir em frente.

    Carlos de Campos
    Foto por Josh Hild em Pexels.com
  • Na vida, os caminhos se cruzaram


    Um poema sobre o amor impossível e a beleza trágica de sentir o que não pode ser vivido. “Na vida, os caminhos se cruzaram” reflete o encontro entre duas almas destinadas, mas separadas pelas circunstâncias. É uma poesia sobre desejo, dor, aceitação e a força de amar em silêncio — escrita para quem já amou além do possível.


    Na vida, os caminhos se cruzaram

    Ver você é como ver o meu coração
    Desfigurado por amar quem não pode ser amado,
    Quem existe para o outro.
    O amor e suas controvérsias.

    É um sinal limitante,
    E, um tanto quanto interessante,
    Ver o seu amor com outro.
    Como o amor prega peças.

    Que, no coração, bastaria você —
    Sua energia feminina
    Percorrendo o meu corpo inteiro,
    Sem propósito algum.

    Sua maior dor gera as tuas vitórias:
    Uma alma sedenta
    Por paz em meio aos conflitos.
    Te amo, sabendo que nunca será minha.

    Carlos de Campos
    Foto por kamran norollahi em Pexels.com
  • Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação



    O poema “Sem justiça social não existe possibilidade de pacificação” é uma reflexão sobre as contradições estruturais da sociedade contemporânea.

    Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação

    Justiça?
    Para quem?
    Para quando?

    O que se espera da justiça?
    Dos longos e exaustivos julgamentos?
    Espera-se justiça?

    O que a sociedade compreende por justiça?
    O que se espera da justiça?
    Nas entrelinhas, o que o povo almeja de verdade?

    Ouço o grito do povo
    pedindo por vingança.
    Assusto-me quando só sinto o hálito de sangue.

    Não estou aqui para julgar.
    Cada pessoa tem o seu motivo.
    Só me permitam alertar: esse não é o melhor caminho.

    O sol se põe sobre a razão.
    É evitável que a justiça seja nossa única solução,
    e é incoerente dizermos que ninguém precise de educação.

    Queremos soluções fáceis para coisas complexas.
    Queremos justiça em um país sem educação.
    Queremos educação em um país sem justiça social.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Sentimentos arrastados pela escuridão



    Sentimentos arrastados pela escuridão

    Em suas tramas me envolvo,
    em desejos me desfaço,
    no calabouço de uma vida maldita
    que dita as regras de minha agonia.

    O desespero bate à porta,
    das incongruências me alimento,
    despido de minha arrogância,
    dos medos que me subtraem toda a esperança.

    Imutável é o meu desejo,
    e por isso sinto calafrios
    que perpetuam a minha angústia,
    feia e terrível.

    É a divindade que sufoca
    no sufoco mortal de uma vida,
    de uma vida ferida,
    no peito que sangra todos os dias.

    Nos escuros da viela nos encontramos,
    copulamos…
    restando corpos nos telhados,
    que destelhados estavam nesse momento.

    Me escondo nas vielas,
    na morte que me persegue,
    nos corpos desossados,
    no desejo que me faz viver.

    Nos dias que maltratam a alma,
    que cegam a minha razão,
    nos dias que não passam,
    na esperança que não existe mais.

    Eficientes são as tuas maneiras de enxergar,
    de ver na sombra da vida uma solução,
    dominando a arte da sedução,
    da ilusão que mais te comove.

    Incinerar o amor de sua vida,
    que há anos já se encontra putrefato,
    e que seguir é preciso,
    mesmo diante de um espelho sem reflexo.

    Mudar sua mentalidade corrompida,
    carniceira de um ego podre,
    podre pelos delírios do passado,
    que passa à margem de sua história.

    Ufanismo de uma epopeia trágica,
    de um existir encarcerado por sua própria mente,
    uma mente que mente para si mesma,
    nada do que faça faz mais nenhum sentido.

    Carlos de Campos
    Foto por Can Ceylan em Pexels.com
  • Deixo o tempo passando



    Deixo o tempo passando

    Deixo o tempo passando
    Passado em que tudo se desfaz.
    Inspirando…
    Expirando…
    A verdade ou a mentira?
    Relaxamento ou ação?
    Onde você se esconde?
    Tudo vai ao encontro,
    ao encontro do equilíbrio,
    com calma e verdade,
    de um dia feliz.
    Com calma em saber onde reside a verdade,
    na verdade em que habita a certeza,
    a plena e única certeza
    que faz em você sua eterna morada.
    Que insiste…
    persiste…
    e continua até vencer.

    Carlos de Campos


  • Onde você se esconde?



    Onde você se esconde?

    Fim do mundo
    Dos pensamentos coerentes,
    Do ânimo individual,
    Procuro nem entender.

    Os desejos que afloram na alma,
    Distantes da vida,
    Sucumbindo…
    Os dias passam correndo.

    Vão e vêm, todos apressados,
    Em um ata e nem desata,
    Na pura ilusão,
    Distante de tudo.

    Sofrimento,
    Paz,
    Nada mais importa.
    Deixem tudo como está.

    Carlos de Campos
    Foto por NO NAME em Pexels.com