Tag: poesía

  • Parasitas conscientes do seu fim

    Parasitas conscientes do seu fim

    Somos a potência do desequilíbrio da natureza. Somos parasitas, a única e principal causa de toda destruição existente neste planeta. Quem mais tem o dom de chegar a um lugar e destruir em poucas horas? Quem mais produz toneladas de lixo ao ponto de não ter mais onde descartar? Quem mais paga de intelectual elevado, mas é incapaz de conter a si mesmo e continua a destruir e destruir em tempo recorde? Somos nós, seres humanos parasitas.

    É com pesar que, olhando para o cenário atual, não consigo vislumbrar nada — nem mesmo uma fagulha de otimismo — de que o ser humano está minimamente convencido a parar e começar uma mudança de fato. Até o momento, tudo o que foi feito não provocou nenhuma transformação. Continuamos convictos e muito determinados a dar prosseguimento à destruição do meio ambiente em que vivemos e convivemos. Nós fracassamos e, no fracasso, assumimos o nosso lugar de parasitas.

    Nada é capaz de conter o ser humano e sua alucinação de poder e domínio. Poder e domínio que são buscados por meio da destruição do planeta. Não existe consequência trágica que o faça parar. O ser humano é imediatista, e toda a sua estrutura de sobrevivência se consolidou nessa dinâmica. Parar pra quê? Vê a natureza como vê o seu semelhante: um serviçal qualquer, que tem a obrigação de gerar recursos para sua sobrevivência. E, como já disse, não há final mais trágico que possa acontecer e que convença um ser humano a mudar de ideia. Mesmo sabendo — e justamente por saber disso — continua a fazer como vem fazendo. O ser humano é um parasita educado.

    Carlos de Campos

    Foto por ArtHouse Studio em Pexels.com
  • Que no amanhecer da esperança renasça em você o amor

    Que no amanhecer da esperança renasça em você o amor

    Caminho pelas veredas da indignação, sentimento que me impulsiona a cada novo dia, a cada nova esperança que nos faz renascer. Renascer para um mundo mais justo e solidário.

    Fez-se o sol de uma nova esperança, à espera dos que, com consistência, galgaram por caminhos pedregosos. É o sol que aquece os corações dos justos, que mártires se tornaram na vida que vai sendo doada.

    A liturgia do amor faz reverberar, no coração de Cristo, os desejos que são estimulados nesse novo Éden que chamamos de paraíso terrestre. É no canto do prazer que canto o amor livre entre as pessoas. É na solenidade litúrgica do amor livre que nos libertamos de nós mesmos.

    É no amor livre que encontramos a nossa salvação; em que nos deliciamos nesse imenso banquete, enquanto celebramos com solenidade o amor, rendemos as justas homenagens por esse amor que nos orientou na construção de nossa liberdade, em que só refletimos a mais pura felicidade.

    Interiormente, estamos em busca do amor verdadeiro, do amor que rompe as barreiras, do amor que está lá, mas não conseguimos acessá-lo. Amor, onde andas? Escondes-te de mim por qual motivo?

    No silêncio que ecoa, ouço gemidos; gargalhadas, no fundo de minha alma, ecoam no sentido desprovido de qualquer razão, que se revela oculto para os olhares vis e exuberante para as almas repletas de amor à própria vida.

    Carlos de Campos


    Foto por Kilian M em Pexels.com
  • Da vida para o amor


    Da vida para o amor

    Onde o amor está, também está a vida.
    Vida ferida, mas que insiste em resistir ao ódio e a toda hipocrisia.
    É a vida que brota das pedras, do asfalto da traição.
    É a vida que caminha por trilhas exuberantes, fortalecendo o vínculo dos corpos quentes e cheios de emoção; dos laços intensos desse amor que cura, enquanto ama, enquanto afasta para bem longe o medo e a solidão.
    É a vida que caminha no amor — do amor que abraça a solidão.
    É a vida forte da própria vida.

    Carlos de Campos

    Hoje, dia 24/09/2025 às 20 horas, acontece mais uma transmissão especial de Envio de Energia Reiki à distância, gratuito e de coração. 🌟

  • Cheiro de saudades



    Cheiro de saudades

    Olhar de quem passou,
    passou e não foi percebido.
    Como filme diante da morte,
    me recordo com muita saudade.

    Passou como uma brisa,
    tocando o meu rosto.
    Faz-me ter boas lembranças
    de um tempo que já faz tempo.

    Recordo-me quando tudo era simples:
    as relações eram profundas,
    as palavras tinham valor.

    Onde está o respeito hoje em dia?
    A duras penas enfrentamos a tecnologia.
    Saudade de um tempo que passou.

    Carlos de Campos
    Foto por Yaroslav Shuraev em Pexels.com
  • Sigo o meu sonho com determinação



    Sigo o meu sonho com determinação

    Ouve o passado gritar
    Na antessala do desespero,
    No agitado mar da vida,
    Ouve…

    É grito que, ao longe, posso ouvir.
    É vida desesperada.
    Quem mais pode ouvir?
    É preciso ter ouvido atento.

    Desesperado,
    caminha sem rumo.
    É vida sendo tolhida,
    desesperado caminho.

    E, na margem do rio,
    avisto as memórias fugazes
    correndo contra a correnteza,
    como peixes em época de piracema.

    Ouço, no reflexo da minha imagem,
    barbaridades sem fim.
    Desanimado, deixo essa marca,
    a marca brutalizada de mim.

    Sonhos, desejos que vêm e que vão…
    Vêm nas belas manhãs
    e se vão ao cair do dia.
    Só me resta ouvir essa sinfonia.

    Nas águas desse rio vou mergulhar.
    No mais tardar da vida vou mergulhar.
    Ouvindo as águas baterem nas pedras, vou mergulhar.
    No auge do desespero, me permito relaxar.

    São os sonhos não ousados que me desfazem,
    desfazendo todos os meus desejos.
    Desespero…
    Me aborreço.

    Mergulho nessa água gelada,
    que vai limpando todo o apego.
    Mergulho nos sonhos desejáveis.
    Na estranheza do caminho, ouso ouvir o sonho.

    Carlos de Campos
    Foto por Sindre Fs em Pexels.com
  • Flama



    Flama

    Tua paixão pela vida
    é paixão avassaladora,
    é vida plena sendo vivida,
    é paixão que estimula a alegria.

    Carlos de Campos
    Foto por Abhinav Sharma em Pexels.com
  • Travessia



    Travessia

    No entardecer da vida
    A vida sobrevive,
    mantendo-se focada
    para uma jornada que continua,
    celebrando o essencial.

    Carlos de Campos


    Foto por Arvind shakya em Pexels.com
  • Nosso destino


    Nosso destino

    Monte,
    desmonte...
    assim é a vida.

    Carlos de Campos
  • Desejo, carne, sangue em uma só vida


    Desejo, carne, sangue em uma só vida

    É o desejo de amar,
    vibrar com muito mais alegria,
    nos impacta com mais energia,
    carinho no rosto de quem nos conforta na vida.

    Comunhão dos que vivem pela paz,
    prosperam em união,
    distanciando-se dos que só desejam o mal;
    não existe lugar para pessoas encardidas.

    Não desista do amor;
    é pelo amor que o mundo se salvará.
    É somente o amor que pode expelir toda essa violência,
    o amor que pulsa em um peito aberto.

    Fieis ao amor, seguiremos;
    a energia do amor transmitiremos;
    diante da radiação do amor, nos renderemos,
    para que todo medo seja consumido em seu tempo.

    Nada é capaz de destruir essa força;
    onde ela chega, chega para transformar.
    É o fogo que consome todo o mal,
    é a virtude suprema da vida.

    Do plantio consciente nasce o amor;
    cresce nas árvores da prosperidade como frutos de unidade.
    Não diga que nunca amou,
    porque você ama a cada batida do seu coração.

    Carlos de Campos
    Foto por ermias Tarekegn em Pexels.com
  • Onde há carência, impera a violência


    Onde há carência, impera a violência

    São muitas as ações desordenadas,
    contraditórias,
    desconectadas da realidade,
    da pura e simples incapacidade de olhar.

    São muitas as ações
    capazes de desorientar o mundo,
    um mundo desacreditado,
    sacralizado demais.

    Onde a fé tocou,
    tocou a essência,
    um vazio existencial,
    sentimento de orfandade.

    Caos que permeia a mente
    de quem não se sente amparado por Deus.
    A música toca nos meandros do universo,
    canta silêncio na solidão.

    O ser humano encontra-se carente
    e, por isso, regressa à sua infância.
    Com medo,
    não sabe a quem recorrer.

    Sozinho, envolto na solidão,
    com frio e sem poder,
    mimado, sem saber o que fazer,
    parte para sua última opção:
    a violência.

    Carlos de Campos

    Foto por Sharon Manuel joy em Pexels.com