Tag: poesía

  • Teu é o dom para ser feliz

    “Teu é o dom para ser feliz” é um poema de escuta, silêncio e retomada de si. Ele pulsa na fronteira entre o trauma e a cura, e oferece ao leitor um caminho possível: confiar na intuição, firmar os próprios passos e se reconectar com o dom de existir.

    Teu é o dom para ser feliz

    Não erga a sua mão,
    jovem…
    Não destrua sua juventude.
    Não se deixe levar.

    São tantas vozes que você ouve,
    também são exagerados “nãos”,
    mais gritos ecoando pela casa.
    A essa altura, nada faz sentido.

    Não se deixe ser levado pela vida,
    escondido…
    Fugindo a todo instante,
    instante em que a vida te feriu por dentro.

    Desta vida?
    Cadenciada…
    Desarticulada…
    Cadenciada.

    Ir além do que se pode ver,
    permitir que a intuição te conduza:
    consciência e verdade.
    Ir além, e o todo se revelará naturalmente.

    Cada passo em direção à sua intuição
    são passos firmes que precisam ser dados:
    manifestação do seu dom,
    o dom que você carrega para ser feliz.

    Carlos de Campos

    Foto por u3164 Aksay em Pexels.com
  • Há um clima pesado na atmosfera do mundo. Ganhar e perder a vida se resume a isto.


    Este poema-reflexão mergulha fundo na sensação universal do vazio existencial, explorando o peso do sofrimento e a busca constante por sentido em um mundo marcado pela dor e pela injustiça. Com linguagem acessível e forte impacto emocional, a obra convida o leitor a uma viagem filosófica sobre a origem da consciência e o conflito entre esperança e desespero.
    Uma leitura essencial para quem busca compreender melhor o próprio lugar no mundo e os dilemas que moldam a experiência humana contemporânea.



    Há um clima pesado na atmosfera do mundo. Ganhar e perder a vida se resume a isto.


    No princípio da vida, existia um lugar onde encontrávamos conforto e segurança. Neste lugar, só eu e minha esperança coexistíamos. Mas, mesmo nesse lugar belo e confortável, eu me perguntava: Onde estou? Para onde vou?

    Dia após dia, na medida em que ia se formando a minha consciência, os meus questionamentos só aumentavam e iam se tornando cada vez mais intensos. E, com eles, os medos e as angústias me dominavam. O desejo de querer saber era terrível.

    Em dias “normais”, o desejo era mais intenso, essa minha “loucura” de querer saber qual era o sentido da minha vida. Era intrigante constatar que, desde a minha concepção até o meu nascimento, tudo o que experimentei e experimentava era só dor e sofrimento, com pequenos momentos de alívio que chamamos de felicidade.

    Em um dia mais tranquilo, eu vi o ódio, a fome, o genocídio, a injustiça — só para citar alguns — arrasarem livremente o mundo, e ninguém fazia nada para conter. Onde estava a lógica nisso tudo? Nascer, crescer, só para sofrer e ver os outros sofrerem? Quem preferiu a dor em vez do amor? A fome em vez do prazer?


    Eu sou só mais um, em meio a outras bilhões de pessoas que carregam em seu peito essa brasa flamejante, que, com persistência, nos queima a todo instante. Essa profunda marca nos interroga a todo momento sobre o que estamos fazendo aqui.

    Aconteça o que acontecer hoje de bom ao longo de seu dia, o que estamos fazendo aqui continuará ecoando dentro de você, e nada poderemos fazer sobre isso. E tudo isso, querendo ou não, influencia o nosso comportamento e decisões diariamente. O vazio existencial é assustador.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Preciso me dar um tempo

    “Preciso me dar um tempo” é um poema honesto, impactante e sensivelmente atual. Ele traduz, com lucidez e dor, o retrato de um sujeito contemporâneo esgotado pelas exigências do mundo, que encontra no próprio colapso uma chance de lucidez: cuidar-se antes que seja tarde.



    Preciso me dar um tempo

    Leveza de um destino entrelaçado
    Em uma busca sem desfecho
    Ironia
    É só o que encontro.

    Os desafios são sem fim
    No auge, procurei desistir
    Sem saber que não estava no auge
    Só estava cansado.

    Ir sempre além
    Mesmo estando cansado
    É como gostaria de pensar
    Só que a realidade me diz que ando esgotado.

    Cansado…
    Estou aflito por sentimentos que não sinto
    Ir além…
    É ir de encontro com a morte.

    Preciso me afastar do mundo
    Das pessoas que sabem de tudo
    É vital focar nas coisas que se passam em minha mente
    E parar de ser intransigente comigo.

    Com urgência, preciso me cuidar
    Antes que seja tarde demais
    E eu venha a sucumbir
    Me desfazendo em partículas pelo asfalto.

    Carlos de Campos
    Foto por BULE em Pexels.com
  • Silêncio do meio-dia

    Esse verso é do poema Silêncio do meio-dia, que escrevi pensando na dor que só o silêncio traz. O que te incomoda mais que o frio?

    poema Silêncio do meio-dia
    poema Silêncio do meio-dia
  • Versos que aquecem sua alma

    Versos que aquecem sua alma

    É inverno…
    O frio nos convida a nos aquecer.
    Sente como é desconfortável?
    Amanhece, e tudo está gelado.

    Preciso ir trabalhar, e está muito frio.
    E como animo as crianças?
    É tempo de se aquecer
    Com um gostoso chocolate quente e poesia.

    Meus versos são como brasas:
    Aquecem, estimulando o coração.
    Abraçam com força em dias frios.
    Meu verso é um braseiro.

    Ao me ler, você afaga suas lembranças.
    Eu o agasalho com um cobertor de carinho.
    Esteja onde estiver, ao me ler, eu te acolho
    Com amor e versos bem quentinhos.

    Não existem versos tão calorosos
    Que aqueçam a alma em tempo indeterminado.
    Elevam a emoção…
    Para que todo o corpo sinta a vibração.

    Sinta a pele aquecida
    Com o calor quente dos meus versos.
    O aquecimento interior sendo elevado…
    Meu verso é um fogo que permanece.

    Carlos de Campos
    Foto por Andrea Piacquadio em Pexels.com
  • Mundo idiotizado

    Mundo idiotizado

    Mundo cão,
    desinteressado da realidade,
    se incomoda com a verdade.
    Que verdade?

    A verdade camaleão.
    Por que não estou surpreso?
    É que mentir é coisa antiga.
    Sou filho da mentira.

    Pense comigo, camaleão:
    o que vemos?
    Vemos o mundo caótico,
    ainda tentando nos responsabilizar.

    O primeiro mentiroso está descrito na Bíblia.
    Não fui eu quem inventou a mentira.
    Existe, camaleão, antes de nós.
    O mundo não foi feito para nós.

    No mundo, o poder faz toda a diferença:
    se consegue entrar em todos os buracos do sistema.
    Quem é o sistema?
    Sei que eu não sou o sistema.

    Entende onde quero chegar?
    Nem eu!
    Só dê ao sistema o que é do sistema.
    E nós, que nos viremos.

    Carlos de Campos

    ⚠️ Esse poema não é uma resposta — é um espelho.
    Se esse texto falou com você, comente como se sente nesse mundo que insiste em não fazer sentido.

    📲 Compartilhe com alguém que precisa ler isso hoje.
    Foto por Egor Kamelev em Pexels.com
  • O mensageiro de Asmodeus

    O mensageiro de Asmodeus

    Era de madrugada, ouço passos
    Pressinto a chegada de um estranho
    Ofegante…
    Bate na porta com violência.

    Me levanto, olho pela fresta da janela
    Um homem nu, caído.
    Noto que seu corpo está todo perfurado
    Me dirijo até a porta, enquanto aciono a polícia.

    A polícia chega, e sua única preocupação
    É me olhar com olhares de quem já me condenou.
    Em meio àquele falatório e acusações sem provas,
    Me concentro em meus pensamentos.

    E em cada detalhe do corpo à minha frente,
    O que mais me intriga
    É a tatuagem em seu peito
    Com os dizeres em latim: "Advocata mea pro me loquitur."

    Depois de alguns dias mergulhado nessa história,
    As ideias e provas foram sendo construídas,
    Me levando a uma única dedução:
    Em meio ao caos — identidade, vingança.

    O morto veio de uma cidade distante daqui,
    Encontrou-se com o bispo local.
    Localizei sua advogada por meio da tatuagem.
    Bispo e advogada estavam abraçados — e mortos.

    Carlos de Campos
    Foto por James Superschoolnews em Pexels.com
  • De um ponto ao outro, restos do passado

    De um ponto ao outro, restos do passado

    Mostrem os sonhos não realizados,
    a beleza que vivi,
    o destino imaculado
    de frente ao retrovisor.

    Mostre o que se viu,
    o que se perdeu
    em lágrimas empoeiradas.
    Investiguem dentro da cabeça.

    Que se perdeu em memórias frias,
    frias pelo que não se podia sentir,
    frias das fotos carcomidas,
    tudo sobre o que diziam.

    Tudo o que fiz foi pensar em você.
    Cada memória vale a pena:
    destino traçado de presente
    que sente as memórias escondidas.

    Carlos de Campos
    Foto por Almighty Shilref em Pexels.com
  • Vinhedos carregados de poesia

    Vinhedos carregados de poesia

    I

    Tua grandeza é assustadora
    Teus princípios são reveladores
    Já és quem, em tua busca, se propôs ser.

    II

    Interiormente evoluído
    Dom supremo
    Inigualável
    O mundo não te conhece
    Ou melhor:
    O mundo ainda não te conhece.
    Dá ao tempo o tempo de maturação.
    Os frutos já sobrecarregam os vinhedos.
    O tempo da colheita já se anuncia.
    É tempo de colher prosperidade.
    E que os próximos anos sejam abundantes.
    Lá no vinhedo, é possível ver
    Com que força vai se irrompendo
    O amadurecimento dessas belas uvas.
    Mesmo ainda no processo de maturação,
    É possível sentir, a quilômetros de distância,
    Nitidamente,
    O doce suave desses frutos.
    Incontável será essa colheita.
    Mostra, com orgulho, essa tua produção
    Logo as uvas amadurecem,
    Mas já era possível constatar
    Com que força e beleza vêm sendo os seus versos.
    Com que força podemos constatar?
    Chegou onde chegou
    E como chegou:
    Só quem o caminho fez a cada dia
    Tem em si a plenitude da certeza
    De que o tempo da colheita chegou.
    E com ele chegaram também
    A prosperidade, o reconhecimento e a abundância.
    Nos pés de cada saborosa uva
    Surgem também
    Preciosos e delicados poemas,
    Como flores que nascem em um jardim
    Para embelezar a nossa visão.
    Dê uma última olhada
    Para o seu passado sombrio
    E tenha a certeza
    De que para lá você nunca mais vai voltar.
    Olhos fixos agora para o horizonte,
    Para o mais belo horizonte de sua vida.

    III

    Célebre em sua alma
    Esse dia que é para ser recordado
    Individualmente e coletivamente.
    Teus são os esforços.
    Cultivou a terra dura
    Com disciplina e harmonia.
    Cultivou…
    Dias, meses, anos.
    Cultivou…
    Sem perspectiva alguma.
    Continuou…
    Cultivando a terra dura.
    E agora, nada é mais justo
    Do que a vitória seja celebrada
    Com poemas
    Que emergem da alma,
    Da alma que, mesmo ferida,
    Continuou o cultivo da vinha.

    Carlos de Campos
    Foto por Balu00e1zs Burju00e1n em Pexels.com
  • Quando o nome é a pergunta

    📣 Ele superou os algoritmos. Agora quer superar o seu silêncio.

    Quando o nome é a pergunta alcançou o topo de 387 milhões de resultados no Google em 9 horas.

    Um poema que não pede aplausos, pede coragem.

    Coragem de olhar para dentro.
    Coragem de dar nome ao que você sente.

    Você está pronto para escutar a sua própria alma?