Oh, morte! Destino traçado Sem ter para onde correr Que falta de sorte.
Silêncio que faz pensar no túmulo Onde tudo é reduzido a pó Vida como bocejo da existência Todos seguimos para o mesmo destino.
A lembrança é o único legado que vamos deixar Que parte de nós deixaremos para ser recordada? Saudade memorável.
O fim pode até ser doloroso Também é a oportunidade das novidades Como você vai encarar faz toda a diferença.
Carlos de Campos
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No auge do seu distanciamento, Só me restou a companhia das lágrimas e do silêncio, Das memórias que ficaram eternizadas em meu ser. Posso ainda sentir sua presença.
Esses são momentos de uma história ainda não resolvida, Complexa em diálogos ainda não ditos. Das incapacidades de ceder, Quem nisso tudo lamenta é o amor.
Lágrimas, dor, ausência, Sentimento profundo de vazio, Cheio de lamentação. Sem beijos e nem mais abraços.
Estava imerso em preocupações, eis minhas desculpas, Nada justifica o abandono que lhe causei, Nas ilusões em que te fiz acreditar.
A noite está fria, sigo em claro, pensando na saudade que vou sentir. O tempo aqui passa devagar, quase inexistente na velocidade de um conta-gotas. Lugar frio onde constantemente paira o cheiro de morte, bom para morrer de qualquer infecção pulmonar. Vou parar de escrever porque chegou a minha vez.