Tag: Sentimentos Profundos

  • O amor consumido pela eternidade



    O amor consumido pela eternidade

    É um medo que me assombra,
    Se esquece de que eu já não tenho vida.
    Esquecido por mim mesmo,
    Subtraio os bons sentimentos.

    Tudo me dá má impressão.
    São dias frios,
    Uma ansiedade para me esconder,
    Esconder-me dos meus pensamentos intrometidos.

    Estranhamento do meu próprio mundo,
    Das perfeitas imperfeições que me assolam,
    Que fazem os meus mundos ruírem.
    Exatamente aqui foi que me dei conta.

    Sou a encarnação da infelicidade,
    Rascunho malfeito,
    O impasse existencial,
    O fim como chegada.

    Singelo toque que me devolve,
    Volto para o campo de batalha:
    Da aniquilação total à proexistência,
    A verdade que acende o meu ser.

    Fixo o meu olhar no que transcende,
    No que me alveja em sentimentos,
    No que me faz vibrar em gemidos
    Deliciosos, intensos e contínuos.

    Carlos de Campos

    O sistema da internet me contou um segredinho: você está adorando o poema — alguns até voltam para reler ou reassistir (e eu fico todo bobo com isso). Mas aí vem a grande questão filosófica: por que você ainda não curtiu, comentou, compartilhou ou me seguiu?
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    Se quiser que eu pare, é só avisar — mas eu prefiro continuar, viu? 😂💛
    Foto por Zu00fclfu00fc Demirud83dudcf8 em Pexels.com
  • Sou você amanhã



    São momentos como esses, na vida, que nos fazem apaixonar profundamente.
    O que esperar além da fusão total dos corações que se encontraram?



    Sou você amanhã

    O desejo alcança a alma
    Na intimidade do seu coração.
    É meu sonho...
    Quem me faz ser assim?

    É sonho que se funde à realidade,
    E amor que se manifesta na ação.
    Amor é ação que acolhe
    E vida que frutifica.

    E não serei esquecido,
    Nem colocado de lado.
    Nunca é o bastante saber.

    Vem ser amado!
    Que caiam todas as correntes que nos aprisionavam.
    Vem, porque este é o nosso momento.

    Carlos de Campos

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    Foto por Mighty Portraits em Pexels.com
  • Se a vida é feita desses mistérios, que eu seja possuído


    Um poema sobre os mistérios da vida, a entrega emocional e o poder transformador das conexões verdadeiras — onde o tempo se dissolve e só o sentir importa.

    Se a vida é feita desses mistérios, que eu seja possuído

    Não dá para prever quando e como.
    Não dá para sentir e fingir que nada aconteceu.
    A energia corre por nossa pele;
    a pele sente na alma.

    É no silencioso quarto que sou acolhido,
    na peculiaridade de sua presença.
    É onde nós nos encontramos,
    entre afetos e carinho.

    Peço que a vida seja assim:
    intensa e aconchegante,
    reverberadora de emoções positivas.
    É a vida fornecendo mais energia.

    A chuva cai sobre o meu corpo,
    enquanto sinto cada gota me tocando.
    Sinto explosões de emoções —
    suave, forte, intenso.

    Mas é o que desejo neste momento:
    que cada segundo se torne uma eternidade,
    que isso não acabe mais,
    e que o fim não exista aqui.

    O mistério nos toma pela mão.
    Tudo se faz silêncio.
    Tudo acontece pelos olhares —
    é a mais pura revelação.

    Carlos de Campos
    Foto por Aleksandar Pasaric em Pexels.com
  • É certo que nossas almas escaparam?


    Um poema sobre o amor, o tempo e a inevitável perda, revelando a fragilidade humana diante das mudanças e do destino.


    É certo que nossas almas escaparam?

    É vivido o meu amor por você,
    As idas e vindas
    No fluxo desse ocaso
    Que engoliu as nossas lembranças.

    É para deixar a vida seguir o seu percurso,
    Diuturnamente,
    O mundo dorme fingindo que está acordado.
    Tudo muda de sentido.

    O medo assombra o nosso futuro —
    Futuro de incertezas certas,
    Certas de novidades,
    Que dão origem ao novo amanhã.

    É a vida sendo desgastada pela agonia,
    Pela imoralidade dos tempos modernos,
    Que sucumbem em meio às promessas.
    É uma vida devastada pela nossa agonia.

    É a mãe encurralada pelo próprio filho,
    Filho caindo, alvejado pelo destino,
    Destino frio,
    Esvaindo-se — vão-se suas memórias.

    Oh, alegria dos momentos que não passam,
    Oh, pedra preciosa do destino!
    É a vida futura, distante de nós,
    É a sensação gélida da sorte.

    Carlos de Campos
    Foto por Soloman Soh em Pexels.com
  • Destemido e fulminado pelo medo


    Destemido e fulminado pelo medo

    O medo vem e toma posse dos nossos corações.
    Vem na escuridão da madrugada,
    no descanso de nossa alma.
    Vem e se aloja em nossa história.

    Neste momento, somos levados por essa influência.
    Por esse destino sombrio somos conduzidos.
    Sem nenhuma chance, nem resistimos,
    estamos à mercê desse inimigo invisível.

    Infiltrado em nossa mente,
    está sob seu domínio a nossa vontade,
    a nossa profunda decisão.
    Não temos mais acesso.

    Esse é um vírus maldito,
    o vírus do medo,
    que nos leva às conclusões erradas,
    deixando-nos com essa marca.

    O medo nos fala ao coração,
    fala com um certo rancor,
    fala em morte...
    em desespero...

    Fala com a autoridade de quem nos domina,
    o medo que pulsa em nossa lembrança,
    esperando o momento certo para nos atacar
    e assim nos exterminar.

    Carlos de Campos
    Foto por Nothing Ahead em Pexels.com
  • Preciso de você na ausência de minha alma

    Preciso de você na ausência de minha alma

    No desejo escondido revela-se a tua essência. É no amor que me recolho. Na incerteza dos dias, me rebelo. Restaram-me o teu olhar frio e vazio, inocente de malícia. Estou em busca — em busca dos sonhos não resolvidos, dos dilemas que foram enaltecidos. É hora do amor, das ilusões de cada momento. Quem sou eu nesse mundo de tristeza e desencanto coletivo?

    Longe do amor, dedico-me a estar perto de você. Nesse momento sombrio, fico sem entender mais nada. Longe de você, só me resta a solidão — vazio cheio de presença, ausência de mim e de você, dos desvios existenciais e dos desejos carnais. Carne fresca de frescura exuberante, de um declínio extravagante de nossa liberdade, pautada pelos nossos erros, que vão deixando rastros pela história.

    O instinto primitivo nos rege, fazendo-nos reagir de maneira um tanto grosseira. Os instintos primitivos me fazem sucumbir em devaneios sinceros, em alucinações rabiscadas pelo ópio da contradição de uma tradição que me contraria a todo tempo, sufocando-me. Quase sempre estou cansado de ser quem sou.

    Carlos de Campos

    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Quão bom é estar livre?

    Quão bom é estar livre?


    Desejos envolventes passam por minha mente. Desejos, como diz o nome, são desejos. Em cada fibra do meu ser, pulsa insistentemente o desejo — desejos envolventes. Quem pode contê-los? Para onde fugiremos?

    São intensos, percorrem todo o meu corpo a cada momento — ora mais evidentes, ora nem tanto. É desejo sobre desejo, afogando-nos, dispersando-nos. Onde vamos parar com tantos estímulos?

    Nem sempre estamos no controle de nossas emoções. De repente, somos tomados por tanta tristeza; nos afundamos em uma overdose de estímulos. Desejos mal digeridos… fugimos para não encarar a realidade onde antes havia apenas prazer.

    E se formos contra os nossos instintos? Quem, em plena consciência, pode se gabar de ser um ser evoluído? Quem, nesta Terra, não está sob o domínio do desejo — desses desejos que viciam e nos enchem de manias?

    Insisto em reclamar aos quatro cantos algo que está longe de ser novidade, mas que nos torna todos dependentes dessa experiência. É o desejo que nos domina por inteiro — e do qual estamos aprisionados.

    Meus sonhos estão cada vez mais enfraquecidos, distantes da realidade. Sinto-me deprimido, constrangido por meus instintos, que a todo instante me cobram por seus desejos insaciáveis.

    Carlos de Campos

    Hoje, dia 08/10/2025 às 20 horas, acontece uma transmissão especial de Envio de Energia Reiki à distância, gratuito. No canal do youtube @ memoria e poesia

  • Meu Tempo Brutal



    Meu Tempo Brutal

    As mudanças me cercam.
    Estou enroscado,
    perdido no tempo,
    meu contrassenso.

    Estou enroscado no tempo,
    no contrassenso do bom senso.
    Sensações de um mau tempo —
    é tempo de mudanças.

    Enroscado na mudança
    de um tempo perdido,
    cercado de gente infeliz,
    me sinto tão triste.

    Fiel aos meus pensamentos,
    divago pelo tempo.
    No contrassenso do bom senso,
    eu me entrego.

    Infelicidade é a mudança
    de um desejo não correspondido,
    da brutalidade permissiva —
    desejo tempo.

    Divagam em minha memória
    as mudanças dos tempos terríveis,
    da antipatia do destino,
    destino de um dia triste.

    Carlos de Campos

    Foto por Skyler Ewing em Pexels.com
  • Te amo

    Te amo” é um poema que engana com sua simplicidade: ele se inicia com a proposta de um sentimento universal, mas logo mergulha em reflexões existenciais, dissoluções afetivas e colisões psíquicas.

    Te amo

    Vê, gente, o amor?
    Não é ilusão,
    descaso e mortalidade.

    Sou o sonho desfeito,
    caminho de felicidade destruído,
    sou desejo esquecido.

    O átomo da vida,
    sou a consciência diluída,
    sou você em rota de colisão.

    Me dê o seu coração;
    em troca, lhe dou o meu amor.
    Me dê o seu tempo;

    em troca, cuidarei de você.
    Eu te amo com amor infinito.
    Eu quero, espero assim poder.

    Carlos de Campos

    Foto por Hassan OUAJBIR em Pexels.com
  • O medo da realidade obscura nos leva à fantasia

    O medo da realidade obscura nos leva à fantasia


    "Os desejos são assombros na mente."


    Sentir é uma magia
    Que toma conta de nossa mente
    E nos leva a um mundo de fantasia,
    Para muitos, uma realidade sem volta.


    Sei que nem todo mundo
    Entra nessa vida de fantasia por opção;
    Os desafios e as frustrações cotidianas muitas vezes os carregam,
    Nem sempre foi por livre opção.


    Um refúgio seguro é o que se busca
    Numa fuga desesperada,
    Dolorosa existência,
    Incinerando a mente de um mundo doente.


    A mente acelerada se desfaz;
    Uma a uma, as ideias já não fazem sentido,
    Tudo volta a ser primitivo;
    Esconder-se tornou-se um desejo avassalador.


    Mente em fuga,
    distópico,
    nuclear.


    Desejos
    irrealizáveis
    cobram —
    o seu preço.


    Distante,
    da realidade,
    vivo —
    no mundo da fantasia.

    Mente
    em colapso total,
    volta
    para o mundo primário —


    viver,
    inseguro,
    por falta
    de realidade.


    Realidade que
    se vive
    (com presença
    de espírito).

    Carlos de Campos

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    Foto por Burcu Bircan em Pexels.com