Tag: Sentimentos Profundos

  • Destemido e fulminado pelo medo


    Destemido e fulminado pelo medo

    O medo vem e toma posse dos nossos corações.
    Vem na escuridão da madrugada,
    no descanso de nossa alma.
    Vem e se aloja em nossa história.

    Neste momento, somos levados por essa influência.
    Por esse destino sombrio somos conduzidos.
    Sem nenhuma chance, nem resistimos,
    estamos à mercê desse inimigo invisível.

    Infiltrado em nossa mente,
    está sob seu domínio a nossa vontade,
    a nossa profunda decisão.
    Não temos mais acesso.

    Esse é um vírus maldito,
    o vírus do medo,
    que nos leva às conclusões erradas,
    deixando-nos com essa marca.

    O medo nos fala ao coração,
    fala com um certo rancor,
    fala em morte...
    em desespero...

    Fala com a autoridade de quem nos domina,
    o medo que pulsa em nossa lembrança,
    esperando o momento certo para nos atacar
    e assim nos exterminar.

    Carlos de Campos
    Foto por Nothing Ahead em Pexels.com
  • Preciso de você na ausência de minha alma

    Preciso de você na ausência de minha alma

    No desejo escondido revela-se a tua essência. É no amor que me recolho. Na incerteza dos dias, me rebelo. Restaram-me o teu olhar frio e vazio, inocente de malícia. Estou em busca — em busca dos sonhos não resolvidos, dos dilemas que foram enaltecidos. É hora do amor, das ilusões de cada momento. Quem sou eu nesse mundo de tristeza e desencanto coletivo?

    Longe do amor, dedico-me a estar perto de você. Nesse momento sombrio, fico sem entender mais nada. Longe de você, só me resta a solidão — vazio cheio de presença, ausência de mim e de você, dos desvios existenciais e dos desejos carnais. Carne fresca de frescura exuberante, de um declínio extravagante de nossa liberdade, pautada pelos nossos erros, que vão deixando rastros pela história.

    O instinto primitivo nos rege, fazendo-nos reagir de maneira um tanto grosseira. Os instintos primitivos me fazem sucumbir em devaneios sinceros, em alucinações rabiscadas pelo ópio da contradição de uma tradição que me contraria a todo tempo, sufocando-me. Quase sempre estou cansado de ser quem sou.

    Carlos de Campos

    Foto por Pixabay em Pexels.com