Nada é como antes. O amor existe só nos livros de romance. Tudo está tão acelerado, artificial. Ninguém procura ir um pouco mais além. Ir além é preciso; é a vida quem exige isso de nós. É exatamente onde nós precisamos nos encontrar para podermos dar o próximo passo.
Nada impede que você deixe o amor falar, sair para respirar um ar fresco e sentir, em seu peito, o seu aconchego. Nada o impede de tentar.
Tentar superar os seus medos, medos que nem fazem parte de sua história, mantendo-se firme diante dos burburinhos da vida e podendo sentir, em seu peito, esse aconchego.
Quem nunca se decepcionou com alguém? Quantas foram as ilusões já sentidas? Passou deixando tudo como terra arrasada, e seguir acreditando se tornou insuportável.
São as dores de uma vida maltratada, vilipendiada em todos os seus direitos, inclusive no direito de amar. Amar e ser amado… que dificuldade.
Singulares são os afetos que afetam a todos nós. Singulares são as dores que movem os corações. Singulares somos nós, com os nossos universos em rota de colisão.
Tudo o que vive e respira alguma vez já amou, diluímos quem éramos para o outro para o amor acontecer. No final, só restaram duas almas vagando vazias.
Um poema sobre o amor impossível e a beleza trágica de sentir o que não pode ser vivido. “Na vida, os caminhos se cruzaram” reflete o encontro entre duas almas destinadas, mas separadas pelas circunstâncias. É uma poesia sobre desejo, dor, aceitação e a força de amar em silêncio — escrita para quem já amou além do possível.
Na vida, os caminhos se cruzaram
Ver você é como ver o meu coração Desfigurado por amar quem não pode ser amado, Quem existe para o outro. O amor e suas controvérsias.
É um sinal limitante, E, um tanto quanto interessante, Ver o seu amor com outro. Como o amor prega peças.
Que, no coração, bastaria você — Sua energia feminina Percorrendo o meu corpo inteiro, Sem propósito algum.
Sua maior dor gera as tuas vitórias: Uma alma sedenta Por paz em meio aos conflitos. Te amo, sabendo que nunca será minha.