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  • O poder de vandalizar – (Poema 02/60) – Policial do mundo, livro 11


    O poder de vandalizar

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.



    O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.

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    Estamos vivendo o tempo da descrença
    Que foi semeado por todo esse tempo
    São mais de cinquenta anos desacreditando
    Agora é a hora do tempo da colheita.

    Chegou o tempo do silêncio
    O tempo do poder falar
    O tempo de sermos dominados
    É o tempo de silenciarmos.

    O que existe além da truculência
    Dos bons domesticados

    Deitado se deixando ser dominados
    Bonzinhos desconectados com a realidade.

    Ninguém está ligando para mais nada
    Desde que não arrombem as minhas portas
    No meu quarto silencioso quero permanecer
    Permanecer até morrer.

    O que fazer quando todos nós
    Estamos cansados de tanto sofrer
    Dessa angustiante existência implantada em nós?
    Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.

    Carlos de Campos

  • Mostra-nos a tua obscuridade

    Mostra-nos a tua obscuridade

    Teu lado obscuro,
    Mostra-nos a nós,
    Revela os teus medos,
    Não prometemos sigilo.

    Habitamos em tua mente,
    Invadimos tua moral fragilizada,
    Filhos malditos, é só o que são,
    Livres, preferem a submissão.

    Quem dentre vós,
    Está mancomunado com o mal?
    Preferem beber o sangue dos demônios?
    Sádicos, revelem-se.

    Filhos das trevas,
    Ouçam-me com atenção,
    Os dias de barbárie chegaram ao fim.

    Não existe lugar neste mundo para vós,
    Mudanças estão acontecendo,
    A cadeia é vossa morada final.

    Carlos de Campos