O melhor da vida é a busca que fazemos
Tenho muito medo de dar o próximo passo
As certezas me fazem ver um futuro sem esperança
Porque, hoje, são as lamentações que me alcançam
Minha vida segue improvisada no romântico malabarismo.
Tenho medo de que o malabarismo que pratico não dê certo
Que a construção do meu futuro não tenha vista no presente
Que os fundamentos do alicerce estejam em uma vida sem equilíbrio
É difícil, chega a ser intolerável.
É na busca destemida
Mesmo quando as mãos já não sustentam
E o frio que sinto seja por causa da ausência da emoção ferida
Deito-me, adormeço tentando esquecer.
Na falta de vontade
Dos insucessos alcançados
O sumiço do ânimo é real
O que resta é a grade fria dessa cela.
No caminho diário se faz presente
A não-presença da resistência o fortalece
Destruindo tudo o que encontra
Asfixiando até a morte.
O medo do próximo passo
A ilusão do falso progresso
De uma intimidade corrompida
Pelos lapsos dos dias que passam.
Quero acreditar que minha vida tenha jeito
Que seja possível o meu encontro com a liberdade
Ser quem sabe um dia o que sonho
Um passo de cada vez para que o sonho se realize.
Um passo certo e com segurança
Elevando o meu pensamento para o foco principal
No sonho que vai sendo lapidado
E da própria vida, você se torna escultor.
Pode existir fracasso que persista?
Se você não se deixa abalar pelas contradições da vida?
O melhor da vida não é a busca que fazemos todos os dias?
Não são as buscas que nos movimentam e nos fazem experimentar novos ares de esperança?
Carlos de Campos

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