Moedores de AlmasMoedores moendo vidas Enquanto coçam suas feridas Dia após dia Enfrentam sem disciplina. Dia após dia, sem medo nem ilusão Discorrem sobre a solidão Dia após dia, querendo o que não se pode Seguem a dura insatisfação. Imperfeitos como a solidão Se desfazem em lágrimas Que lavam… Sem qualquer restrição. Deixam limpo Imperfeitos como era de se esperar Cabeças cheias de vento Levam a sujeira para debaixo do tapete. No submundo existe esperança Entre um abismo de discordância Fragmentada na realidade distorcida. Triturada em vidas passadas Sentida no pulsar revigorante Caminha para viver o que sentiu. Carlos de Campos
Foto por Aleksandr Burzinskij em Pexels.com
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