Tag: realidade

  • O assombroso encontro com meu eu

    Livro 9: A Profecia (Poema 03/20)

    O assombroso encontro com meu eu

    O que esperar do amanhã?

    De um dia sombrio,

    Um tempo frio,

    Suficientemente fútil.

    O que sonhar nessas noites tranquilas?

    Uma noite fria,

    Sem esperança

    Para um novo amanhecer.

    O sonho passa a ser realidade,

    Distante realidade.

    O sonho passa a ser sonho,

    Só mais um sonho.

    O distante é espetáculo aos nossos olhos,

    Aos sonhos disfarçados de ironia,

    Um sonho distante do amanhã,

    Um sonho ferido de insônia.

    Quem, sonhando, resistirá à fantasia?

    Em sono profundo sucumbirá aos seus devaneios?

    Quem, sonhando acordado, pensou: estou acordado?

    Amanhã chegará. Que fazer?

    O que dirá para si

    Quando as travas da realidade forem retiradas?

    O que pensar se o sonho não se realizou?

    Há quem diga que tudo é só ilusão.

    Carlos de Campos

  • O poder de vandalizar – (Poema 02/60) – Policial do mundo, livro 11


    O poder de vandalizar

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.



    O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.

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    Estamos vivendo o tempo da descrença
    Que foi semeado por todo esse tempo
    São mais de cinquenta anos desacreditando
    Agora é a hora do tempo da colheita.

    Chegou o tempo do silêncio
    O tempo do poder falar
    O tempo de sermos dominados
    É o tempo de silenciarmos.

    O que existe além da truculência
    Dos bons domesticados

    Deitado se deixando ser dominados
    Bonzinhos desconectados com a realidade.

    Ninguém está ligando para mais nada
    Desde que não arrombem as minhas portas
    No meu quarto silencioso quero permanecer
    Permanecer até morrer.

    O que fazer quando todos nós
    Estamos cansados de tanto sofrer
    Dessa angustiante existência implantada em nós?
    Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.

    Carlos de Campos

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