Categoria: Poesia

Poemas atemporais que exploram a fragilidade e a força do ciclo da vida.

  • Our Lives Are Not Precious



    Our Lives Are Not Precious

    (Poetic translation of Carlos de Campos original work)


    The precious value of life —
    a life constantly wounded
    by our hollow existence
    that insists on resisting the cold.

    The cold of indifference
    that condemns us,
    that crushes us —
    the cold of ignorance.

    Life is precious.
    But whose life?
    The life living off scraps of dignity?
    The life that dares not be happy?

    What is life?
    Is it the life found in a latrine?
    Is it the life they want me to live?
    Ah! What I know is
    **my life is not precious.**

    There is no dignity
    where contempt is the currency.
    Where indifference
    makes all the difference —
    and is always the best way.

    Yes, life is precious...
    but only for the one percent.

    Our silence has brought us here,
    where over ninety percent
    prefer indifference.
    It’s our national signature:
    to be a submissive people,
    always complaining —
    but choosing to live
    in the purest omission.

    Translated from the original Portuguese version using AI to maintain poetic and emotional fidelity.

    Foto por Alan Cabello em Pexels.com
  • As nossas vidas não são preciosas



    As nossas vidas não são preciosas

    O precioso valor da vida,
    vida que é constantemente ferida
    por nossa existência vazia,
    que insiste em resistir ao frio.

    O frio da indiferença,
    que nos condena,
    nos massacra —
    frio da ignorância.

    A vida é preciosa.
    A vida de quem?
    A vida que vive de restos de dignidade?
    A vida que não se permite ser feliz?

    O que é a vida?
    É a vida encontrada na latrina?
    É a vida que vocês querem que eu viva?
    Ah! O que eu sei
    é que a minha vida não é preciosa.

    Não existe dignidade onde há tanto desprezo,
    onde ser indiferente faz toda a diferença —
    e é sempre o melhor jeito.
    A vida é preciosa, sim!
    Só que é a vida dos 1%.

    O nosso silêncio nos trouxe até aqui,
    onde mais de 90% prefere a indiferença.
    É a nossa marca registrada:
    ser uma nação submissa,
    que só vive reclamando,
    mas prefere levar a vida
    na mais pura omissão.

    Carlos de Campos
    Foto por Quang Nguyen Vinh em Pexels.com
  • Abraçado pelo mistério da minha solidão




    Abraçado pelo mistério da minha solidão

    Só em mais um dia,
    essa solidão que insiste em ficar
    fica, a todo instante, a me recordar
    que este é mais um dia em que estou só.

    Somente eu e a minha solidão,
    solidão só, com sua presença
    presença fria,
    distante de nós.

    Minha cara solidão,
    então vem, me abrace a noite inteira,
    me faça senti-la
    até os sentidos sentirem
    o que já não existe mais.


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    A solidão é noite passageira
    dos nossos sonhos
    tardios...
    O sonho de uma noite de solidão.

    É mais uma noite,
    e estamos sós:
    somente eu e a minha solidão,
    eu — e toda essa multidão.

    No anoitecer, você chega,
    chega em silêncio...
    em um silêncio eloquente.
    Você se aproxima
    e me abraça a noite inteira.

    Carlos de campos


    Deixe sua visão sincera sobre o poema — ela vale ouro!
    Gostou? Não gostou? Sentiu algo? Ficou indiferente?
    Toda opinião aqui é bem-vinda.
    Sua leitura, mesmo em poucas palavras, ajuda a poesia a respirar fora da minha solidão e a encontrar novos sentidos.
    Comente com o coração.
    Seja qual for sua visão, ela importa.


    Se possível, inscreva-se, curta, comente e compartilhe.
    Foto por Taylor Marx em Pexels.com
  • Amor como ato de liberdade



    Amor como ato de liberdade

    Quem, absorvendo o amor, o ignora?
    Quem compreende as ideias quiméricas do amor?
    Quem é o amor?
    O que se pode esperar do amor?

    Cada coração como oferta ao amor?
    O amor é um ente?
    Por que amar?
    O amor é uma energia?

    Eu, em nada, me vejo amando.
    São só conceitos abstratos.
    Nem sabemos o que é o amor,
    e não fazemos a menor ideia do que seja.

    Seguimos uma ideia do que é o amor.
    O que é o amor?
    O amor, como nós compreendemos e vivemos,
    é cárcere privado.

    Ninguém ama na essência do que é o amor.
    O amor é essencialmente liberdade.
    Liberdade em sua plenitude.
    O amor é liberdade no cuidado.
    O amor é a plenitude da confiança.

    Quem ama é totalmente livre.
    Quem ama se sente cuidado e liberto.
    Quem ama de verdade transgride
    o conceito vigente do patriarcado.
    Amar é viver em um jardim aberto.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Entre dois corações



    Entre dois corações

    Sou a imensidão.
    Do amor, eu sou você,
    minha eterna namorada.

    Carlos de Campos
  • Uma enorme tormenta virá sobre a Terra

    Uma enorme tormenta virá sobre a Terra


    No dia anterior, vi o que não gostaria de ter visto. No dia anterior, vi as estrelas.


    Vejo as estrelas todos os dias, mas, naquele dia, o que penso ter visto vai além da minha compreensão.


    O que vi foi o desespero estampado no rosto dos astros. Vi estrelas sucumbirem ao saber do que virá sobre a Terra.

    Carlos de Campos

    Foto por Felipe Helfstein em Pexels.com
  • Fatalidade de uma existência

    Fatalidade de uma existência

    Os desejos são como tempestades: vêm, arrasam e vão embora quando querem.
    Tudo é luta. Estou cansado disso…
    Nadar, nadar, nadar… e sempre morrer na praia.

    Carlos de Campos

  • Viva antes que seja tarde demais

    Viva antes que seja tarde demais

    Qual é o mistério da vida que mais perturba as pessoas? A morte. É sempre bom lembrar que ela é irremediável. O melhor negócio é viver a vida ao máximo.

    Carlos de Campos

  • Por um mundo sem receios

    Por um mundo sem receios

    Nossos medos nos fazem perder o entusiasmo. Acabamos levando uma vida tímida, sem vontade de nos expor, tolhendo nosso lado criativo.

    Carlos de Campos

  • Prefiro o desejo, pelo desejo de desejar



    Prefiro o desejo, pelo desejo de desejar

    Desejo —
    nada além de desejo.
    Quem nos move é o desejo.

    Carlos de Campos