Categoria: Poesia

Poemas atemporais que exploram a fragilidade e a força do ciclo da vida.

  • Preferências

    Preferências

     Os desejos nos assombram na escuridão de nossas vidas. Há quem prefira viver assim.

    Carlos de Campos

  • Cercar-se de amigos



    Cercar-se de amigos

    Aconchegante é estar entre amigos,
    no apreço suave do seu olhar.
    Cercar-se de amigos,
    cúmplices da história.

    Mais alegrias recolhemos pelo dia,
    celebremos com essa poesia.
    Hoje, desejo a todos a paz,
    dias tranquilos e cheios de amor.

    Na vida, o medo sempre nos encontra;
    é importante, por isso, estar sempre entre amigos.
    Estando perto ou longe,
    serão sempre amigos presentes.

    Amigos conectados pela alma,
    pela energia poderosa da poesia.
    Um poema amoroso que nos cura o corpo,
    amor espiritual que se revela por meio da poesia.

    É sempre bom estarmos entre amigos.
    Solenizemos esse momento com poesia.
    Experimentemos o abraço atencioso do olhar de um amigo;
    cercados de amigos, bebemos da poesia.

    Da poesia que fere para nos curar,
    que desestabiliza para nos estabilizar,
    que nos leva do desamor para o amor...
    Celebremos a nossa amizade com poesia.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Coletivo em estado desfragmentado




    Coletivo em estado desfragmentado

    Modo “desisto”:
    é como estamos.
    É fluido em sensações —
    as próprias sensações.

    É fluido em sentimentos —
    nos próprios sentimentos.
    É a incerteza sendo incerta
    no instante em que estou certo.

    Instantes instáveis
    da verdade que nunca foi verdade,
    dos desejos sem desejos,
    em que tudo está instável.

    Dos que se acham donos do mundo,
    do mundo perdido entre destroços —
    destroços de uma vida infeliz,
    feliz pelo fracasso.

    Instável!
    Certo de que tudo segue o seu destino:
    instinto faminto,
    instável formidável.

    Certo de que o mundo está fracassado,
    ferido de morte
    pela nossa dúvida.
    Coletivo fluido —
    é o que nós somos.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Um mundo de instantes fracassados



    Um mundo de instantes fracassados

    O mundo me fere a todo instante.
    É ferida profunda,
    É dor que dói o dia inteiro,
    São mutilações ordenadas.

    Ordinárias.
    O mundo me fere o dia inteiro,
    Me vicia,
    Me assedia.

    No mundo, existe o meu mundo:
    Desinteressante.
    Um mundo constantemente afrontado,
    Ridicularizado.

    Um mundo em que não tenho privacidade.
    Privacidade?
    Foda-se o meu mundo —
    O mundo das fornicações virtuais.

    Desinteressante é o nosso mundo:
    O mundo da instabilidade mundial,
    O mundo doente de fracasso,
    Ferido por lembranças.

    Ferido de egoísmo.
    O mundo me fere a todo instante.
    Desinteressante é o mundo.
    Cabe a nós mudarmos esse mundo — a todo instante.

    Carlos de Campos
    Foto por Khaled Ashgr em Pexels.com
  • Mente em Peregrinação

    Mente que vai de um lado para outro
    Em busca de estabilidade,
    Indo sem ao certo saber
    O que há de encontrar.

    Carlos de Campos
    Mente em Peregrinação
    Mente em Peregrinação
  • Solteira e feliz



    Solteira e feliz

    Estou magoada comigo mesma.
    Caí em mais um golpe do amor:
    o príncipe encantado era só mais uma fraude —
    e, peculiarmente, agressivo.

    Não... hoje não é um dia que quero me recordar.
    Me incomoda a facilidade que tenho
    de atrair homens infantilizados
    e extremamente desrespeitosos.

    Fico assustada ao perceber
    que o amor talvez não tenha nascido pra mim.
    Hoje é um dia para me entristecer
    ou me convencer de que nasci para ser solteira.

    Sabe de uma coisa? Vou é ser feliz,
    mesmo estando solteira.
    Vou me cuidar, viver minha independência
    e fazer deste dia... o Dia da Solteira.

    Carlos de Campos
    Foto por Andre Furtado em Pexels.com
  • Deleite Divino



    “Deleite Divino” é um poema que celebra o amor como uma experiência sensorial e transcendental. O toque, o olhar, a contemplação do cotidiano. Um convite à fusão entre corpo, alma e instante.

    Neste poema, a poesia se revela como um caminho para viver o amor com profundidade, liberdade e consciência. Ideal para quem busca palavras que tocam, curam e despertam emoções.

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    Poema sensorial e espiritual sobre o amor. “Deleite Divino” é uma entrega poética ao instante, ao corpo e à alma — com delicadeza e intensidade.



    Deleite Divino

    Preciso me embriagar dos teus beijos,
    deliciar-me do teu jeito,
    olhar atrevido,
    suavemente tocando o sentido.

    Leve como um bom sonho,
    livre é como me encontro,
    mergulhado em tuas sensações,
    distante estou do mundo.

    Descasco uma laranja
    enquanto te observo:
    delicada em teus movimentos,
    insistente em teu olhar.

    O elixir das deusas recai sobre minha cabeça.
    Explodem em meu ser fogos de artifício.
    Estou todo entregue ao momento,
    no êxtase do amor.

    Carlos de Campos
    Foto por Eric Moura em Pexels.com
  • Ser o Mar



    Neste poema, o mar é metáfora do equilíbrio e da aceitação. Não há tormenta, nem euforia — apenas o fluxo natural da vida. “Ser o Mar” é um convite ao desapego, à leveza e ao entendimento de que viver é navegar com confiança no que não se controla.

    Poema contemplativo sobre o mar como metáfora da vida, do equilíbrio e da entrega. Um texto profundo sobre navegar com leveza, sem resistência.


    Ser o Mar

    O mar da vida me carrega,
    me incentiva a prosseguir,
    me direciona para bons lugares.
    O mar da vida me inspira.

    Vou para onde sou levado,
    vou na direção do vento,
    do viver enquanto se existe,
    do amar enquanto se vive.

    Vou em direção ao vento.
    Em alto-mar me vejo,
    velejando o barco da minha história.
    Ao mar me rendo.

    O meu direcionamento é o mar.
    O vento de esperança me carrega.
    Ser o mar é o meu objetivo:
    imenso e profundo.

    Carlos de Campos
    Foto por Kenzhar Sharap em Pexels.com
  • Contato Fatal


    Um desaparecimento misterioso, uma carta enigmática e nenhum final claro. Leia o poema “Contato Fatal” e tire suas próprias conclusões.

    Contato Fatal é um poema narrativo que convida o leitor a assumir o papel de detetive, juiz ou simplesmente testemunha silenciosa.

    Uma mulher tímida, um vizinho carismático e uma carta com relatos que ultrapassam a realidade.

    Não espere respostas. Aqui, quem fecha o caso é você.

    Leia, sinta e tire suas próprias conclusões.


    Contato Fatal

    Lídia é uma mulher simples,
    tímida,
    de olhar atencioso.
    Bem... Túlio.

    É o seu vizinho:
    sempre prestativo,
    homem com mais de quarenta anos,
    adorava ir à academia.

    Lídia, apesar de sua timidez,
    gostava de conversar com Túlio,
    especialmente quando a mulher dele não estava.
    O clima só esquentava.

    Às vezes, Túlio saía na esperança de ver Lídia,
    e nada de Lídia aparecer.
    E assim aconteceu por longos dois meses.

    Maria, a única amiga de Lídia,
    vai até a casa de Túlio
    com uma carta endereçada a ele.
    Ele recebe a carta, agradece a Maria
    e busca um lugar longe dos olhos da esposa.

    A carta trazia um longo e confuso relato:
    Lídia descrevia um contato com alienígenas
    e dizia temer por sua vida.
    A data da carta coincidia...
    com o dia do seu desaparecimento.


    Carlos de Campos

    O que você acha que aconteceu com Lídia?
    Comente abaixo. Mas lembre-se: talvez ela esteja lendo…

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Mais um desinteressado da vida?

    Neste poema reflexivo e visceral, o autor mergulha nas profundezas do desinteresse pela vida, atravessa a solidão e o medo, e convida o leitor a se reencontrar com sua essência. Uma jornada poética do vazio ao despertar, marcada por imagens simbólicas e uma força silenciosa de renascimento.

    Poema sobre o desinteresse pela vida e a busca de sentido. Um chamado poético para recomeçar e recuperar o que é nosso por direito.

    Mais um desinteressado da vida?

    Desinteresse?
    Mas...
    O que foi que você não pensou?
    Mergulho na lamentação.

    Mas...
    Desinteresse...
    Mergulho na solidão.
    É assim que tenho seguido.

    O medo é uma realidade.
    Cadê a minha vida?
    Felicidade por fora,
    Intimidade sinistra.

    Onde encontro alívio?
    Às sombras me retiro.
    Mas... e a vida?
    Desinteressante.

    É o momento de voltar a existir,
    Ser quem você nasceu para ser.
    Lave o rosto...
    E vamos em busca do nosso ouro.

    Dos espólios que nos foram roubados,
    Sonhos sufocados...
    É hora de ir em busca do que é nosso —
    Do que é nosso por direito.

    Carlos de Campos
    Foto por G. Jau em Pexels.com

    In this reflective and visceral poem, the author dives into the depths of life’s disinterest, passes through solitude and fear, and invites the reader to reconnect with their essence. A poetic journey from emptiness to awakening, marked by symbolic imagery and a silent force of rebirth.

    A poem about disinterest in life and the search for meaning. A poetic call to begin again and reclaim what is ours by right.

    Just Another Disinterested in Life?

    Disinterest?
    But…
    What was it you didn’t think through?
    I dive into lamentation.

    But…
    Disinterest…
    I dive into solitude.
    That’s how I’ve been going on.

    Fear is a reality.
    Where is my life?
    Joy on the outside,
    A sinister intimacy within.

    Where do I find relief?
    I retreat into the shadows.
    But… what about life?
    Uninteresting.

    It’s time to come back to existence,
    To be who you were born to be.
    Wash your face…
    And let’s go in search of our gold.

    Of the spoils that were stolen from us,
    Of dreams suffocated —
    It’s time to go after what is ours,
    What is ours by right.

    (Traduzido por inteligência artificial)

    Carlos de Campos