“Preciso me dar um tempo” é um poema honesto, impactante e sensivelmente atual. Ele traduz, com lucidez e dor, o retrato de um sujeito contemporâneo esgotado pelas exigências do mundo, que encontra no próprio colapso uma chance de lucidez: cuidar-se antes que seja tarde.
Preciso me dar um tempo
Leveza de um destino entrelaçado Em uma busca sem desfecho Ironia É só o que encontro.
Os desafios são sem fim No auge, procurei desistir Sem saber que não estava no auge Só estava cansado.
Ir sempre além Mesmo estando cansado É como gostaria de pensar Só que a realidade me diz que ando esgotado.
Cansado… Estou aflito por sentimentos que não sinto Ir além… É ir de encontro com a morte.
Preciso me afastar do mundo Das pessoas que sabem de tudo É vital focar nas coisas que se passam em minha mente E parar de ser intransigente comigo.
Com urgência, preciso me cuidar Antes que seja tarde demais E eu venha a sucumbir Me desfazendo em partículas pelo asfalto.
O poema inicia com uma tensão velada: a superioridade brasileira já é percebida como fato, mas se insinua aqui na forma da pressão autoimposta, do desejo de afirmação que pode sabotar o próprio talento. Estabelecendo um embate psicológico, não contra o adversário, mas contra si mesmo.
Seleção Brasileira e sua volta por cima
O jogo será um jogo aberto, Com enorme vantagem para a seleção brasileira. É um jogo em que muito se quer provar; Essa mentalidade pode vir a atrapalhar.
Isso deve pesar muito no primeiro tempo, É uma pressão autoimposta, Desnecessária… Entretanto, o Brasil é ainda mais forte.
Embora essa pressão exista, O jogo será de amplo domínio do Brasil. Jogadores com vontade de jogar, A seleção brasileira navegará com tranquilidade.
O adversário não oferecerá resistência, O show ficará por conta do time brasileiro. O jogo se desenrolará de maneira leve e muito prazerosa, Jogo para reatar a relação entre jogadores e torcida.
É jogo de celebração e encontro, Desejos, sonhos à flor da pele, Determinação e vontade sendo colocadas em campo, Momento de muita curiosidade, saudades e encanto.
Em noite de gala, o Brasil baila, A seleção joga a essência do futebol brasileiro: Domínio e suavidade, Para sempre vencer com facilidade.
A vida segue girando: E você é culpado, inocente ou só mais um otário?
O rodar significa que não existe segurança em nossa vida.
Seja, na vida, um girassol que tem foco e sabe diferenciar quem é lua e quem é sol. Seja como o girassol, meu amigo e minha amiga.
Quem nunca foi otário? Quem nunca…? Quem nunca acreditou no amor para toda a vida? Quem nunca…?
Nunca deixe de acreditar Que o mundo é um lugar perfeito, Que Deus é brasileiro. Só não seja mais um otário.
Uma dica para a vida: Nunca seja otário, Nem acredite que é um malandro de excelência. Só sinta em quem você deve confiar nesta vida.
A vida é uma imensa mineradora a céu aberto. É preciso garimpar com muito cuidado Quem você quer ao seu lado. Amigo que vale ouro é raro.
Nunca seja um idiota Que só segue o fluxo da vida, Que acha maneiro ter ao lado más companhias Só para ter o prazer de comprovar o seu ponto de vista.
A vida é uma enorme roda-gigante. É lenta no girar, mas sempre chega ao seu destino. A vida é igual para punir ou absolver. O melhor que temos a fazer é não ser mais um otário.
É inverno… O frio nos convida a nos aquecer. Sente como é desconfortável? Amanhece, e tudo está gelado.
Preciso ir trabalhar, e está muito frio. E como animo as crianças? É tempo de se aquecer Com um gostoso chocolate quente e poesia.
Meus versos são como brasas: Aquecem, estimulando o coração. Abraçam com força em dias frios. Meu verso é um braseiro.
Ao me ler, você afaga suas lembranças. Eu o agasalho com um cobertor de carinho. Esteja onde estiver, ao me ler, eu te acolho Com amor e versos bem quentinhos.
Não existem versos tão calorosos Que aqueçam a alma em tempo indeterminado. Elevam a emoção… Para que todo o corpo sinta a vibração.
Sinta a pele aquecida Com o calor quente dos meus versos. O aquecimento interior sendo elevado… Meu verso é um fogo que permanece.