Fingem pensar em paz Põem arma na mão Desejam guerra E querem os semelhantes mortos.
Onde queremos estar? Quando nossos atos nos levam às intrigas? Perdemos a consciência? Sabia que você é a principal vítima?
Às vezes as mudanças se fazem necessárias Sabendo que é difícil abrir mão de nossa verdade É preciso deixar o egoísmo de lado Para que a árvore da paz dê frutos.
Uma sociedade sem violência Depende do empenho individual de cada um Sem adesão pessoal continuamos na mesma.
Morremos todos os dias Cada minuto é um minuto perdido É um minuto que não volta mais Um minuto que se foi.
É o tempo quem nos mantém presos ao chão Perdidos em nossas convicções Surpresos de nossas contradições É o tempo quem nos faz perceber nossas limitações.
Tudo vai se esvaindo pelas nossas mãos Ilusões são passageiras em nosso trem Compreensões incompreendidas se vão Busco só saber o que restou dessa quimera.
Lampejos são as memórias De uma mente sem pátria Sendo o tempo a nossa âncora.
O delírio se esvai por entre minhas mãos Dia após dia segue sendo negado Fala-se por entre os dentes: “Mantenha tudo como está.”
Um dia chegarei ao poder Quero usufruir das mesmas regalias Quero as propinas escorregando pelas minhas mãos As mesmas mãos que aconchegam o meu filho.
Meus sonhos de dias melhores É que na minha vez tudo esteja como agora Porque pior sempre pode ficar.
Excluído dos meus direitos mínimos Órfão de governos tóxicos Me iludo consciente ou preservo minha saúde mental?
Caminhar em direção ao próprio desejo. Quem caminha acaba se encontrando. É necessário que esse encontro aconteça para que a realidade se imponha sobre a fantasia. Na vida, deve-se ter cautela ao fantasiar, pois uma vida equilibrada dá credibilidade à realidade. É na realidade do cotidiano que vamos nos organizando, e esse trabalho nos ajuda a evoluir enquanto seres humanos.