Mordaça à Democracia
Um tempo de escuridão se aproxima,
Estado de consciência colapsado,
Neutralidade viciante,
Perdição do Estado democrático.
Carlos de Campos

Mordaça à Democracia
Um tempo de escuridão se aproxima,
Estado de consciência colapsado,
Neutralidade viciante,
Perdição do Estado democrático.
Carlos de Campos

Livro 6: O despertar da noite (poema 02/60)
Acordar é estar cego para a realidade
Em um belo dia
A natureza estava radiante
Tudo é mais intenso do que o normal
Do sabor, da cor e do sexo.
É um dia caprichosamente melhor do que foi ontem
Ouço a quilômetros de distância o rio brincando em seu leito
Ouço os pássaros cantando em uma linda sinfonia
E observo uma mãe amamentando a sua cria.
Adquira seu exemplar aqui
Que esse dia se estenda pelos séculos
São dias como esse que valem a pena contemplar
Dia em que a eternidade resolveu se manifestar
Sou esse anjo de luz a vibrar.
O enigma celestial a nos envolver de paz
Sou eu compactado plenamente nas entranhas de Deus
Capricórnio no jardim do Éden
Quem sou eu além de um magnífico querubim?
Os meus dias de glória vão se acabando
E com eles vou me acordando
Voltando a ser mais um mortal
Tendo que abrir os olhos para a dura realidade.
Durmo no colo das deusas
Acordo compactuando com o capeta
Beijo os lábios mais doces que o mel
Para deitar-me com os “escrupulosos”.
Carlos de Campos

Você sou eu
Morrer é necessário para que a vida tenha força,
para que o tempo não te congele na história.
Percebe que ficar parado não te movimenta?
Que os movimentos são calculados?
Que a insistência é o remédio para a vida?
Carlos de Campos

Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20)
O tempo é o peso
O peso que carregamos em nosso viver
É a consequência de um tempo indomável,
Do querer e não conseguir mais.
É o tempo que passa, meu amor.
Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.
É a memória que falha,
A voz que se cala,
Os pés que já não sustentam mais.
A cada segundo, eu me esqueço de você.
O peso que sustento
É o peso do tempo,
Da tua história.
Cadê o meu rosto jovial?
As forças vão se acabando,
O fim implacável.
O peso é pensar sobre o meu fim,
De uma história que me foi generosa.
O tempo voa.
As emoções emergem da mente subterrânea.
O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante,
Toma a minha mente por inteiro.
O medo é avassalador.
Sou colocado diante da minha verdade.
Do que mais eu temia pode vir a acontecer.
É o tempo quem me avisa.
Carlos de Campos


O medo que vai e vem
Que medo é esse que vai e vem?
Que me projeta para baixo,
Me espreme de todos os lados,
Com rigor tático de crueldade.
Esse medo que me sufoca,
Me afoga,
Me tortura,
Abusa do meu corpo sem nenhuma vergonha.
Morte!
É o grito que meu espírito solta.
É o medo que nos leva para a beira da morte,
Que nos tortura de toda sorte.
Não existe medo que me faça sentir tanto medo.
É o medo que, do nada, me encoxou por trás.
É o medo que sussurra ao meu ouvido.
É o medo que me põe medo todos os dias.
Suave é como me encontro,
Tanta tormenta passou,
Que do meu corpo nada roubou,
No cansaço dessa luta.
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Todo esse medo me motivou,
Me inspirou.
Não existe derrota para quem lutou.
Na vida, cada luta, vencida ou perdida, é vida renovada.
Carlos de Campos