O sonhador esquecido, diante do amor se revela. Em sua lucidez se esconde, a realidade é muito dura, vê tudo em um mundo idealizado.
O sonhador hesita em sua vida, tudo é radical em seus sonhos, tudo é igualmente um fracasso. Quando é convidado a despertar pela manhã, é um rio fluindo em sua contenção.
O solo duro após a chuva encontra a correnteza de um rio. Uma ave bebe água, um peixe tenta respirar fora da água, o mistério desse fim de tarde.
Os domínios do meu corpo estão sob os domínios do vento, domínios de uma natureza amorosa que canta as mais belas canções de ninar, enquanto balança o berço da nossa existência.
A ilusão é avassaladora em nossa mente, é o destino mais temido pelas pessoas, o arcabouço secreto em nossa alma, o ver quando nada mais faz sentido — não cabe no peito essa informação.
Um sinal do céu, um arco-íris repleto de flores, momento de êxtase vibrante, de pensamentos em alto astral, da certeza de que ainda há esperança.
O que esperamos alcançar de verdade, ainda que pela metade? Ainda que tenha que acordar desse sonho? Um sonhador que sonha a sua verdade, a verdade que nos faz acordar para a realidade de verdade.
Um misto de emoção me toma e me carrega pela mão, me leva para ver o horizonte dos meus sonhos mais profundos, os mais intrigantes da minha vida.
Todos nós somos sonhadores, sonhando em tempos de paz, sonhando para que sonhos se tornem realidade. Um sonhador consciente de seus sonhos, dos sonhos que nos fazem levantar todas as manhãs para continuar.
Me vejo absorto. Nada parece estável. Preciso de segurança. O solo deixa buracos.
No percurso, destilamos ofensas. Encaramos os nossos próprios medos, sabendo que, lá no fundo, estamos apavorados. Precisamos seguir sem demonstrar inquietação.
Lutar é o que dá sentido para a vida. Internamente, somos tão humanos que cada passo parece uma longa jornada. Tentamos dar os passos mais seguros.