Tag: autoconhecimento

  • Na vida, seguimos o que os outros querem



    Na vida, seguimos o que os outros querem

    É vida entregue, ansiedade.
    É luta, ansiedade.
    É esforço sem sentido,
    uma mente se esvaindo.

    É sonho demolido,
    segue outro destino
    imposto pela doença do capitalismo.
    Esforço, esvaindo-me.

    “Momentum” do medo,
    das frustrações projetadas,
    dos “gurus” que não sabem de nada,
    nada além do nosso dinheiro.

    Dinheiro sem sentido
    sugou toda a minha vida.
    Sua nostalgia o faz voltar à infância,
    infância que nem me lembro mais.

    É vida destruída,
    rusga de sofrimento,
    detestável por se sentir revoltado
    de onde a dor maltrata o seu peito.

    Dilacerado por dentro,
    fisga o desejo.
    Desajeitado, outros querem o seu medo:
    vida forjada nos cala-bocas do ressentimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Malcoln Oliveira em Pexels.com
  • No rosto desse moço brilha a esperança



    No rosto desse moço brilha a esperança

    Os dias são intensos.
    Tua vontade é desaparecer.
    São dias sem sentido.
    Até sinto minha cabeça explodindo.

    Juventude à flor da pele,
    pele que expele desafios,
    interações constantes,
    sonhos com os cumes.

    Essência de uma vida que busca,
    busca desafios,
    realizações de sonhos,
    encontrar um amor verdadeiro.

    Caminha entre dúvidas impostas pela vida,
    na liberdade desmedida,
    no drama do descontentamento.
    É vida fugindo pelas mãos.

    Sou o ser em constante evolução,
    diálogo aberto,
    vento da renovação,
    amor florescendo.

    Meu rosto no espelho reflete alegria jovial.
    Medo do próximo passo,
    incertezas pairam no ar.
    Sorrio, porque é preciso seguir em frente.

    Carlos de Campos
    Foto por Josh Hild em Pexels.com
  • Sou o mistério de uma vida inteira


    Sou o mistério de uma vida inteira

    O que nos aguarda?
    O tardio momento de viver?
    Ser feliz em sua amplidão —
    é hoje o dia para ser feliz.

    O mundo foi feito para você desfrutar,
    para conduzi-la à sua essência,
    a nova e completa enamorada de sua alma,
    a tua eterna amante.

    No coração carrego a certeza:
    caminho de prosperidade,
    de união entre corpo e mente,
    entre alma e realidade.

    O mundo de ilusão se desfaz agora;
    você e sua verdade prevalecem,
    você e sua história de busca,
    nada além do que é essencial para a sua vida.

    Luminosidade em seu destino,
    um artesão da alegria.
    Diante da vida, vive-se com prazer,
    com pureza e intensidade.

    Muito me agrada a beleza de ser:
    ser uma existência fluida,
    distinta de tudo o que existe,
    sendo só amor pleno.

    Carlos de Campos
    Foto por Steve Johnson em Pexels.com
  • Não há felicidade no que só é passageiro


    Um poema que reflete sobre a ilusão do efêmero e a busca pelo amor verdadeiro em meio aos anseios da alma e ao vazio do mundo moderno.


    Não há felicidade no que só é passageiro

    Os anseios sabem nos provocar,
    no mais fundo de nossas almas,
    onde estamos sem defesas,
    no mais fundo de nosso ser.

    Íntimo de nossas vidas,
    perambula pela escuridão,
    na mais pura falta de sentido —
    instinto crucial.

    É desejo que move o nosso ser,
    é delírio que nos invade a alma,
    é a ostentação sem fim.
    Diga-me: para onde está indo?

    Vê na distância,
    nos anseios aflorados,
    na estética da ignorância,
    vê atitudes consumindo.

    Olhem o barco que chega,
    os navegantes solitários destes mares.
    Olhem para o amor puro e verdadeiro,
    que te espera de braços abertos, de prontidão no cais.

    Ímã do amor,
    da vida o equilíbrio,
    da coragem que bate no coração,
    da tristeza que te consome o dia inteiro.

    Carlos de Campos

    Foto por Roman Jaquez em Pexels.com
  • É preciso ver com os próprios olhos o interior


    Explore uma reflexão profunda sobre o mundo interior e a beleza da existência. Este poema convida à contemplação da vida sob uma nova perspectiva, destacando o poder da percepção, o mistério da consciência e a riqueza de possibilidades que habitam cada ser.


    É preciso ver com os próprios olhos o interior

    É mistério o mundo interior,
    E fascinante o seu modo de agir.
    Nada é igual sob o sol que nos ilumina;
    Deslumbrante é o mistério da vida.

    No íntimo de nossa existência,
    Existe um universo de possibilidades.
    Existe uma infinidade de olhares:
    Olhem para as estrelas que lhe habitam.

    Nós nos perdemos em meio a tantos estímulos,
    Estímulos que anestesiam nossas capacidades de olhar e ver.
    Olhar e ver: eis o nosso maior drama.
    As estrelas que nos habitam estão aí.

    O mistério que nos envolve
    E nos condiciona
    A sermos dependentes de estímulos fugazes,
    Que nos limitam a ser nada.

    Sou a estrela em teu ser,
    O manifesto de amor.
    Sou a tua beleza interior,
    O dia e a noite da tua vida.

    Vi, pela primeira vez, o nascimento de uma estrela.
    Admirável é a beleza desse acontecimento.
    Dentro de mim existe tanta beleza
    Que todos passam a ver.

    Carlos de Campos
    Foto por Rumeysa Demir em Pexels.com
  • Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação



    O poema “Sem justiça social não existe possibilidade de pacificação” é uma reflexão sobre as contradições estruturais da sociedade contemporânea.

    Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação

    Justiça?
    Para quem?
    Para quando?

    O que se espera da justiça?
    Dos longos e exaustivos julgamentos?
    Espera-se justiça?

    O que a sociedade compreende por justiça?
    O que se espera da justiça?
    Nas entrelinhas, o que o povo almeja de verdade?

    Ouço o grito do povo
    pedindo por vingança.
    Assusto-me quando só sinto o hálito de sangue.

    Não estou aqui para julgar.
    Cada pessoa tem o seu motivo.
    Só me permitam alertar: esse não é o melhor caminho.

    O sol se põe sobre a razão.
    É evitável que a justiça seja nossa única solução,
    e é incoerente dizermos que ninguém precise de educação.

    Queremos soluções fáceis para coisas complexas.
    Queremos justiça em um país sem educação.
    Queremos educação em um país sem justiça social.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Sobriedade existe até no submundo

    Sobriedade existe até no submundo

    Os demônios insistem,
    divagando em labirintos secretos,
    sem saber ao certo
    a direção que vão tomar.

    Os subjugados na escuridão
    se revoltam contra toda luz,
    sem saber ao certo
    que direção vão tomar.

    São os luzeiros do céu
    que causam em nós tanta ira;
    são os caminhos incertos que nos fazem perder,
    são as luzes que clareiam nossa alma.

    Não existe solidão
    quando a alma se apequena;
    quando tua vida perde o brilho,
    rastejando, tu te encontras.

    Ímã da paixão,
    desencantos,
    vida perdida,
    rasteja-se pela sombra.

    No auge do amor:
    tentações,
    insegurança,
    calamidade até o fim.

    Carlos de Campos
    Foto por Andre Moura em Pexels.com
  • Vítima de uma sociedade doentia



    “Vítima de uma sociedade doentia” é uma composição que traduz, com intensidade e sobriedade, o colapso existencial do sujeito moderno diante de uma realidade opressora.

    Vítima de uma sociedade doentia

    O elevador quebrou.
    Como sair daqui?
    Na aparência, transbordo calma,
    mas me encontro transtornado.

    O elevador parou entre o oitavo e o décimo quinto andar.
    Estou sozinho,
    angustiado e sem comunicação.
    Morte iminente?

    Finjo estar no controle,
    mas, no auge do desespero, me encontro.
    Encontro-me desnorteado.
    Estou quase sendo descoberto.

    Na iminência de uma vida em risco,
    uma vida solitária,
    destemida,
    até ser surpreendida.

    Cabe não estar perto.
    O destino está no fio da navalha,
    destino ao alcance da vida,
    de uma vida triste.

    O elevador me sufoca
    com suas mãos metálicas,
    envolvendo o meu pescoço,
    enquanto definha a minha alma.

    Desce a minha alma,
    engolida pelo fosso da existência,
    existência de horrores,
    pela minha própria falta de sorte.

    O elevador parado no quarto andar.
    Destino concentrado na alma que se foi.
    A vida vai dando os seus últimos suspiros
    no fio de uma navalha afiadíssima.

    O elevador chega ao seu destino —
    um destino incerto,
    de uma caminhada vacilante,
    destino destemido.

    E a minha alma?
    Quando retornará a esse pobre corpo?
    Ao corpo que mais se parece a escombros,
    que caminha fingindo ser feliz.


    Elevador parado no décimo andar:
    um corpo fétido de morte,
    uma alma decaída no fosso da negligência,
    em seu último suspiro.

    Carlos de Campos

    Foto por asunny Wi em Pexels.com
  • Sentimentos arrastados pela escuridão



    Sentimentos arrastados pela escuridão

    Em suas tramas me envolvo,
    em desejos me desfaço,
    no calabouço de uma vida maldita
    que dita as regras de minha agonia.

    O desespero bate à porta,
    das incongruências me alimento,
    despido de minha arrogância,
    dos medos que me subtraem toda a esperança.

    Imutável é o meu desejo,
    e por isso sinto calafrios
    que perpetuam a minha angústia,
    feia e terrível.

    É a divindade que sufoca
    no sufoco mortal de uma vida,
    de uma vida ferida,
    no peito que sangra todos os dias.

    Nos escuros da viela nos encontramos,
    copulamos…
    restando corpos nos telhados,
    que destelhados estavam nesse momento.

    Me escondo nas vielas,
    na morte que me persegue,
    nos corpos desossados,
    no desejo que me faz viver.

    Nos dias que maltratam a alma,
    que cegam a minha razão,
    nos dias que não passam,
    na esperança que não existe mais.

    Eficientes são as tuas maneiras de enxergar,
    de ver na sombra da vida uma solução,
    dominando a arte da sedução,
    da ilusão que mais te comove.

    Incinerar o amor de sua vida,
    que há anos já se encontra putrefato,
    e que seguir é preciso,
    mesmo diante de um espelho sem reflexo.

    Mudar sua mentalidade corrompida,
    carniceira de um ego podre,
    podre pelos delírios do passado,
    que passa à margem de sua história.

    Ufanismo de uma epopeia trágica,
    de um existir encarcerado por sua própria mente,
    uma mente que mente para si mesma,
    nada do que faça faz mais nenhum sentido.

    Carlos de Campos
    Foto por Can Ceylan em Pexels.com
  • Deixo o tempo passando



    Deixo o tempo passando

    Deixo o tempo passando
    Passado em que tudo se desfaz.
    Inspirando…
    Expirando…
    A verdade ou a mentira?
    Relaxamento ou ação?
    Onde você se esconde?
    Tudo vai ao encontro,
    ao encontro do equilíbrio,
    com calma e verdade,
    de um dia feliz.
    Com calma em saber onde reside a verdade,
    na verdade em que habita a certeza,
    a plena e única certeza
    que faz em você sua eterna morada.
    Que insiste…
    persiste…
    e continua até vencer.

    Carlos de Campos