Tag: autoconhecimento

  • No mundo real, a mentira é inviável

    No mundo real, a mentira é inviável

    Motivado por mentiras, escolheu o seu destino. Idealizou um mundo mais justo, ajustado às suas medidas e desejos, às suas regras e preconceitos. Nesse mundo, via-se como o rei.

    Rei do seu próprio mundo, deixando todo o resto submisso aos seus caprichos e vontade – vontade escrota, alienante, violenta, onde os desejos sujos alimentam um reinado de súditos ignorantes.

    Ignorantes ou súditos perversos? O que alimenta os desejos escusos dessas pessoas? Não! Não existe inocente; de alguma forma, todos estão comprometidos com a causa.

    Finalmente, chegou o grande dia em que o reinado paralelo colidirá com a realidade nua e crua, e com ele vêm os seus efeitos colaterais de justiça.

    Nenhum reinado paralelo é capaz de sobreviver à nobreza da verdade, à transparência que tudo revela, desorientando todo e qualquer átomo de mentira.

    Carlos de Campos

    Foto por Valentin Antonucci em Pexels.com
  • Boas e más notícias

    Boas e más notícias

    Numa tarde qualquer, um homem desorientado, embriagado por mágoas. Longe dos olhares que o condenam, pessoas iguais a mim. Sou cão sem dono, sem princípios. Aos homens como eu, digo apenas uma coisa: tudo é tempo. Tempo que passa, que passa longe de mim. Nada melhor que o tempo para nos curar.

    Carlos de Campos

    Foto por Meshack Emmanuel Kazanshyi em Pexels.com
  • Minhas lembranças

    Minhas lembranças

    Memória distante,
    Distante de tudo,
    Distante da própria realidade,
    Olhar ausente.

    Hoje, me recordo
    Que estive distante por muito tempo,
    Cansado de tudo, esqueci
    Das memórias, me perdi.

    Não existe realidade no esquecimento,
    Onde as memórias se perdem.
    Até o esquecimento se esvai;
    Em frações de segundo, não existe mais.

    Motivado pela ilusão,
    Sigo no controle do meu esquecimento,
    Das memórias vazias.

    Nossa tranquilidade vive abalada.
    Distante da realidade, sou um perigo,
    Letal no esquecimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Banalização do Mal

    Banalização do Mal

    Suave e preciso,
    Fiel à sua honra,
    Língua caluniadora.

    Carlos de Campos
  • Não se justifica tanta injustiça

     Não se justifica tanta injustiça

    Cada vez mais, o ser humano é ganancioso,
    Sem limites, estende os seus tentáculos,
    Tocando em tudo, tudo é destruído,
    A ganância tudo vai engolindo.

    Sem limites, subtrai no seu limite,
    Deixando ao redor um caos profundo,
    A humanidade perde a pouca mente,
    Entregando-se ao apetite voraz.

    Nada se justifica, é só injustiça,
    Os danos causam dor, apetite feroz,
    De poucos que devoram sem parar.

    Onde vamos parar? Não há limites,
    Para os gananciosos, só o caos,
    Um, dois, contagem regressiva ao fim.

    Carlos de Campos
  • Momento de Busca

    Momento de Busca

    Ir bem e com segurança,
    Ir além, mas respeitando,
    Ir sabendo para onde se vai,
    Ir sem medo de ser feliz.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

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    Mover-se a cada dia visando chegar,
    Chegar onde se decidiu ir.
    Nem sempre isso é verdade,
    É preciso ter a humildade de reconhecer.

    Há necessidade de buscar uma unidade,
    Fortalecendo o desejo entre a razão e a emoção.
    Ir em busca do verdadeiro sentido,
    Do sentido último.

    Lenta e nebulosa,
    É assim que vejo
    A cada momento,
    Um momento difícil.

    Reintegrar o que se perdeu,
    Deixar ir o que machuca,
    Buscar o sentido último
    Do que não faz mais sentido.

    Carlos de Campos
    Foto por Nana V em Pexels.com
  • Curta é a perna da mentira

    Curta é a perna da mentira

    Liberdade pela libertinagem
    É horrorosa e descomprometida
    Com a civilidade.
    É um desrespeito à verdade.

    Onde se esconde?
    Perguntam-se desde ontem.
    Covarde em tempo real,
    Inumeráveis são os ataques à liberdade.

    Cadeia desencadeia fugas.
    É noite de extrema vigilância.
    É tua a conduta abominável.

    Nada é mais constrangedor
    Que a manipulação da verdade
    Em prol das mesquinharias pessoais.

    Carlos de Campos
    Foto por Zachary DeBottis em Pexels.com
  • Me dê o que me tiraram

    Me dê o que me tiraram

    O limite fomenta a decadência,
    Deteriorando qualquer relação.
    A pessoa precisa se expressar,
    Dialogando com outras realidades.

    Vi na fila da vida
    Desejos incomunicáveis,
    Desejos que eram meus.
    Incomunicável sou eu.

    Sou delírio à flor da pele,
    Que repele todos à minha volta.
    Voltas que não voltam mais,
    Sigo dando essas voltas que não voltam mais.

    Hoje sou só mais um errante,
    À deriva de uma vida ferida.
    Lobotomizado de qualquer esperança,
    Disfarçada com muita elegância.

    O meu universo é uma realidade paralela,
    Que diariamente vai sendo tensionada.
    Me deem um dia de paz,
    Tenho lutas para lutar em minha cabeça.

    Quando nada mais fizer sentido,
    Deitado quero estar.
    Enquanto sou mergulhado em minha lucidez,
    Me dê só mais um dia de paz.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Sua busca

    Sua busca

    Calma bem-vinda
    Que vem do fundo do ser
    De uma alma cansada,
    Atolada de trabalho,
    Que impede a vida de ter sentido,
    Experimentando os aborrecimentos contínuos.

    Empoderando os desafios,
    Suprimindo uma vida de afetos,
    Afetos de um companheirismo.
    Finge que está tudo bem,
    Quando, na verdade, está no fundo de uma fossa,
    Uma fossa profunda, escura e úmida.

    Lá no fundo da fossa,
    A alma encontra forças para resistir,
    Mesmo sem saber como vai sair.
    A alma, devotamente, começa a entoar o canto da resistência,
    O canto sobre a esperança,
    Que canta o amor que nos faz seres humanos.

    De dentro do fosso,
    Em meio ao canto que está sendo entoado,
    Sem mais qualquer esperança,
    Entre o medo e a perseverança,
    Entre o abuso e o amor,
    A alma, em meio à intensa dor,
    Rasga as vestes corporais.
    Mesmo ainda fraca, a alma rasteja,
    Rasteja para fora daquela fossa.
    Sai em busca de um sentido para sua vida,
    No ápice do seu esquecimento,
    Enquanto pessoa humana,
    Que, mesmo sendo anulada de todas as formas,
    Busca ser resistência,
    Busca ser a expressão real e verdadeira do amor.
    E nunca pensa em desistir.

    No interior do seu ser,
    Existe uma fonte natural
    Da mais pura água,
    Água límpida e refrescante,
    Capaz de matar a sede por justiça,
    Dando ao corpo, alma e espírito
    Uma vitalidade sobrenatural,
    Um olhar místico,
    Que vê a realidade além da materialidade,
    O bem em tudo à sua volta,
    Em uma vida repleta de amor
    E que só vê sentido se for para amar.

    O movimento mais importante em uma vida
    É o movimento sincronizado de uma alma.
    É onde a alma encontra o seu próprio caminho,
    Um destino de escolhas fáceis,
    De vitórias bem celebradas
    E de derrotas aceitas e muito bem digeridas.
    Movimento que move a alma sempre para a verdade,
    Íntegra caminha com a sabedoria,
    E de mãos dadas segue com a esperança.

    Carlos de Campos
    Foto por Kseniya Budko em Pexels.com
  • Sangue escorrendo

    Sangue escorrendo

    Não dá para ter dignidade
    Se não sei o que será de mim amanhã.
    Se vivo em um sistema de incertezas,
    Em um mar de opressão.

    Sangue escorrendo, opressor feliz,
    No fim de uma vida, vivendo de migalhas.
    Quanta sacanagem.
    Só agora sei que não sei.

    Como se libertar dessa máquina de moer gente?
    E deixar de ser um simples burro de carga?
    Preciso me libertar dessa opressão.
    Quanta sacanagem.

    Carlos de Campos
    Foto por Olga Petrova em Pexels.com