Mudou o meu olhar para essa verdade: os fenômenos aéreos anômalos são reais. Eu vi o seu poder e a sua capacidade de se desintegrar. É assustador o que, ao mesmo tempo, é fascinante. Extraterrestres existem?
Abro a janela com o desânimo estampado na alma. Na escuridão da noite, eu me refugio. Da mente atormentada tento me afastar, e no vazio encontro o meu sentido. Suave é o peso que devo carregar. É suave nos sufocar constantemente. De um dia para o outro, me prendo ainda mais.
Um mar de mágoas me submerge. Me afogo, esperneio até me cansar. Afundo devagar, muito devagar. Aos poucos, não sinto mais meu corpo. Esse antro de preocupações, desejos assombrados, volta para a superfície. Tento respirar os tóxicos existenciais, a amargura universal estampada em nossa cara, a cara de iludidos. Me afogo no êxtase da realidade, no alcoolismo das minhas entranhas. Na fuga, acendo um cigarro contendo nicotina.
Aqui nesta terra precisamos escolher. Um passo de cada vez para sobreviver. Um experienciar de cada sensação por vez. Na sutileza da vida, desconfiar para mais tarde não se ferir. Em cada amanhecer é preciso ser feliz, mesmo que isso lhe custe a própria vida.
Ah, os loucos! Tidos como incapazes, observam o que a nossa mente sóbria não percebe. Sóbria? A verdade sempre dói.
Me diga a verdade. Somos incapazes por estarmos chapados de tanta sobriedade. Somos a história de nossas meias verdades. Ah, os loucos! A verdade sempre dói na carne.
Na verdade, não sabemos lidar com a nossa contrariedade, com a promiscuidade latente em nossa mente. Mentimos para nos escondermos da nossa realidade. Mentimos para nos protegermos da dor que dói o dia inteiro. Essa é a verdade que vai doendo até mais tarde.
Vem e veja essa dor. É a dor feita de verdades, verdades que tentamos esconder. Ah, os loucos! Não temem a verdade que dói o dia inteiro.
Sua mão perdida em minha perna. Meu silêncio denuncia o medo. O que fazer? Pergunto-me. No silêncio, perco-me dentro de mim, na angustiante dúvida de denunciar. Já não estou mais lá.
Durante toda a noite, fiquei acordada. Fazer o que sobre isso? Me calar? Denunciar? Há tantas perguntas, onde só deveria existir uma certeza: que não fosse a certeza da impunidade. Sinto-me confusa, estranhamente lúcida, pela certeza que tenho de que me calar é o melhor caminho. O medo só aumenta à medida que o dia se aproxima. Não me sinto bem. Minha voz desapareceu. Ainda sinto sua mão suja em mim.
A cidade se movimenta. Deitada e com calafrios, me encontro. Distante da realidade, tento me projetar. Projeto-me para tão longe que não quero mais voltar. Voltar significa me acovardar. Na penumbra dos meus pensamentos, me escondo.
A nossa beleza está nos brasileiros e brasileiras, no clima amistoso com a vida, no sorriso de um povo cheio de esperança, de uma esperança que nunca se cansa.
O povo de várias camadas, complexas e profundas, de traumas que ainda machucam e que comovem por ainda buscar forças para lutar.
Nosso Brasil! Natureza oponente, vibra quem aqui vive, não estamos à venda.
Brasil da incoerência, coração que pulsa na boca, na alma verde e amarela, no campo verde da integridade.
O Brasil, como qualquer outro país, tem os seus altos e baixos. Cada país, assim como o Brasil, espera que o seu povo esteja lúcido.
O povo unido é mais forte, um povo que busca os mesmos ideais: justiça e fraternidade para todos, um povo solidário e muito brasileiro.