Estou te esperando
Tens o dom do amor
Podes me amar o quanto quiser
Te amo!
Carlos de Campos

Arrogância: inimigo do sucesso
Ossos de uma vida impregnada de desejo,
desejo que se derrama,
que é difícil de conter,
que é difícil de esconder.
Instinto que precisa ser dominado,
desalojado de nosso ser,
de nossa mente mais reativa,
nossa principal inimiga.
É a essência que se rebela,
que desmistifica o nosso interior,
as nossas ilusões,
pretensões.
O nosso ego adolescente,
exigente,
disfarçado de boas intenções,
intenções desnorteadas.
É nossa essência sucumbindo,
nosso martírio se consumindo.
Mais nada se pode fazer:
as pretensões se realizaram com sucesso.
Recuar é um simples ato
aos que não se deixam conduzir pelo ego;
pelos que buscam caminhar com cuidado,
aos arrogantes, o fim é certo.
Carlos de Campos

Os dias que marcaram a alma
Os momentos em que passamos juntos
foram sonhos que ainda reverberam,
sonhos que preferimos continuar sonhando.
Foram momentos intensos.
Foi quando me dei conta
dos dias que já se passaram,
do teu toque em mim,
da falta que você me faz.
Os dias passam depressa,
as noites são longas demais.
Não há nada que eu possa fazer,
só continuo pensando em você.
É solidão,
é amor,
é ausência.
É como estou agora.
O amor está sozinho,
perambulando pelas ruas,
triste…
encontra-se desolado.
O sofrimento é desmedido,
o destino, particularmente doloroso.
A vida está sem rumo.
Como eu estou por dentro?
Carlos de Campos

O amor consumido pela eternidade
É um medo que me assombra,
Se esquece de que eu já não tenho vida.
Esquecido por mim mesmo,
Subtraio os bons sentimentos.
Tudo me dá má impressão.
São dias frios,
Uma ansiedade para me esconder,
Esconder-me dos meus pensamentos intrometidos.
Estranhamento do meu próprio mundo,
Das perfeitas imperfeições que me assolam,
Que fazem os meus mundos ruírem.
Exatamente aqui foi que me dei conta.
Sou a encarnação da infelicidade,
Rascunho malfeito,
O impasse existencial,
O fim como chegada.
Singelo toque que me devolve,
Volto para o campo de batalha:
Da aniquilação total à proexistência,
A verdade que acende o meu ser.
Fixo o meu olhar no que transcende,
No que me alveja em sentimentos,
No que me faz vibrar em gemidos
Deliciosos, intensos e contínuos.
Carlos de Campos
O sistema da internet me contou um segredinho: você está adorando o poema — alguns até voltam para reler ou reassistir (e eu fico todo bobo com isso). Mas aí vem a grande questão filosófica: por que você ainda não curtiu, comentou, compartilhou ou me seguiu?
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Se quiser que eu pare, é só avisar — mas eu prefiro continuar, viu? 😂💛

São momentos como esses, na vida, que nos fazem apaixonar profundamente.
O que esperar além da fusão total dos corações que se encontraram?
Sou você amanhã
O desejo alcança a alma
Na intimidade do seu coração.
É meu sonho...
Quem me faz ser assim?
É sonho que se funde à realidade,
E amor que se manifesta na ação.
Amor é ação que acolhe
E vida que frutifica.
E não serei esquecido,
Nem colocado de lado.
Nunca é o bastante saber.
Vem ser amado!
Que caiam todas as correntes que nos aprisionavam.
Vem, porque este é o nosso momento.
Carlos de Campos
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Um poema sobre o amor, o tempo e a inevitável perda, revelando a fragilidade humana diante das mudanças e do destino.
É certo que nossas almas escaparam?
É vivido o meu amor por você,
As idas e vindas
No fluxo desse ocaso
Que engoliu as nossas lembranças.
É para deixar a vida seguir o seu percurso,
Diuturnamente,
O mundo dorme fingindo que está acordado.
Tudo muda de sentido.
O medo assombra o nosso futuro —
Futuro de incertezas certas,
Certas de novidades,
Que dão origem ao novo amanhã.
É a vida sendo desgastada pela agonia,
Pela imoralidade dos tempos modernos,
Que sucumbem em meio às promessas.
É uma vida devastada pela nossa agonia.
É a mãe encurralada pelo próprio filho,
Filho caindo, alvejado pelo destino,
Destino frio,
Esvaindo-se — vão-se suas memórias.
Oh, alegria dos momentos que não passam,
Oh, pedra preciosa do destino!
É a vida futura, distante de nós,
É a sensação gélida da sorte.
Carlos de Campos
