Vi o solo debaixo dos meus pés se partir. Fui engolido por esse enorme buraco. O que me esperava no fim disso tudo? O buraco era profundo.
O medo tomava conta de todo o meu ser. Meu passado, presente e futuro passavam como um filme. Tudo era tão demorado e instantâneo ao mesmo tempo. Eu vi e me vi.
Não fique só nas palavras: leve para casa Enquanto a solidão me abraça e tenha um amigo fiel nas suas noites mais difíceis. Compre aqui.
Coração acelerado em meu peito. Fuligens de personagens macabros me rodeavam. O infinito me tomava pela mão. Meus olhos contemplavam o mistério.
O mistério escondido em cada ser humano. O medo, o medo me atormentava o tempo inteiro. Sou o acaso, gritavam aquelas fuligens macabras.
Meu corpo é mais que um cadáver. Minha existência é maior que as mesquinharias. Sou o Deus encarnado em cada mulher e em cada homem. Sou o nascimento de tudo o que não existe.
O princípio dentro de você. Não existe nada maior do que eu. Eu e você somos um. Os meus pensamentos são os teus pensamentos.
O caos e a vida coexistiam. A vida se fortalecia em meio ao caos. O caos se intensificava na medida em que a vida existia. Caos e vida: um depende do outro.
Tudo o que existe hoje vem do caos. Está vivendo em pleno caos e para o caos voltará. Somos a plenitude do caos.
De cada sensação de equilíbrio, o caos vai se movimentando e existindo. O caos é a força causal da vida. É o poder central do que vemos e somos.
O caos é o nosso criador. É quem gera a nossa energia vital. O caos é o elemento primordial de tudo o que existe. Existir é ser caos.
É por isso que não existe a perfeição, apenas o aceitável. Tudo, neste exato momento, está fervilhando na essência do caos, até este poema que você lê é feito de caos.
Secretamente me encontro No mais profundo do seu inconsciente, Sem luz, Sem água.
Alimentando-me, dia e noite, dos seus pensamentos, Especialmente dos seus pensamentos mais arraigados. Sou um devorador de almas, Retiro tudo o que você é.
Ah, os loucos! Tidos como incapazes, observam o que a nossa mente sóbria não percebe. Sóbria? A verdade sempre dói.
Me diga a verdade. Somos incapazes por estarmos chapados de tanta sobriedade. Somos a história de nossas meias verdades. Ah, os loucos! A verdade sempre dói na carne.
Na verdade, não sabemos lidar com a nossa contrariedade, com a promiscuidade latente em nossa mente. Mentimos para nos escondermos da nossa realidade. Mentimos para nos protegermos da dor que dói o dia inteiro. Essa é a verdade que vai doendo até mais tarde.
Vem e veja essa dor. É a dor feita de verdades, verdades que tentamos esconder. Ah, os loucos! Não temem a verdade que dói o dia inteiro.
Olhem a escuridão à sua volta. Observem esse vasto campo de leitura. Leiam pelas brechas deixadas pela escuridão e, como um milagre, toda a cegueira vai embora. A ilusão é expulsa a cada leitura.