Tag: consciência

  • Tudo em nós é potencial



    Tudo em nós é potencial

    Os meus pés tocam as estrelas.
    Em cada estrela encontrei o meu lugar,
    a minha direção para a vida.
    Toquei os pés como se tocasse a alma.

    Um lugar eu encontrei
    em que posso chamar de lar.
    Esse lugar é além do céu,
    onde os olhos não podem pousar.

    Os meus pés tocaram esse lugar,
    um lugar magnífico,
    cheio de mistério.
    Não existe solidão.

    As estrelas têm vida,
    compartilham de sua existência,
    dos dias que sucederam a história.
    É vida produzindo vida.

    Importa saber
    que nossa tristeza é infinita.
    Cultivamos a dor como privilégio.
    Não existe luminosidade entre nós.

    Indignado é nossa melhor versão.
    Tudo em nós é empáfia.
    É o iludido cultivando a ilusão.
    É vida seguindo a mesmice.

    Carlos de Campos
    Foto por Pruthvi Raj Konda em Pexels.com
  • Existe vida após a morte?


    Existe vida após a morte?

    Não existe paz onde se cultiva o medo.
    Não existe paz onde só há rancor.
    Não existe paz diante da indiferença.
    Tudo se esvai de nossas mãos.

    O que anda cultivando em sua alma?
    Diga em voz alta, para que você possa ouvir.
    Diga para que a tua consciência tome consciência.
    Diga para que penses sobre o que andas fazendo.

    Dúvidas sobre o que acontece após a morte?
    Você toma consciência de como mal viveu.
    Você toma consciência de tanta mesquinharia.
    Você só quer ter mais uma chance.

    Você quer mais uma chance,
    só que não existe mais chance.
    Você argumenta que não sabia.
    Querer saber demais: esse é exatamente o problema.

    Mais do que saber, é fundamental viver.
    É preferível ser ignorante diante da morte,
    para que a vida tenha espaço.
    Se luta por justiça, é para que a vida tenha espaço.

    Não existe morte onde a vida imperou,
    onde o amor amou,
    onde o foco foi viver.
    A morte nunca foi o fim.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Existe um plano mundial, e você não pode saber


    Existe um plano mundial, e você não pode saber

    Vê: o paraíso existe.
    Libélulas indicam para nós o caminho,
    o caminho da gratidão,
    dos pequenos momentos felizes.

    Os desvios que a vida nos obriga a fazer,
    em um simples ato de amor,
    intenso,
    que reverbera em todo o nosso ser.

    Enquanto a solidão me abraça é um livro para quem busca paz, sentido e amor nos pequenos gestos — disponível na Caravana Grupo Editorial

    A beleza ilumina a minha mente,
    meu corpo se ancora
    em tuas mãos poderosas.
    Quero a paz em minha alma.

    Música para minhas células,
    que fazem festa de alegria,
    celebram a força da fortaleza
    que derrama tanta satisfação.

    O paraíso existe,
    e precisamos vivenciá-lo
    em cada simples ato de generosidade.
    Abrem-se comportas de bondade.

    Estes são os sonhos de nossas almas.
    Tudo existe para nos fazer felizes.
    A felicidade nos quer alcançar.
    E você quer ser feliz?

    Carlos de Campos

    Se este poema falou com você, continue a leitura em outros textos no blog Memória e Poesia — memoriaepoesia.com
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Viver para vencer o medo da morte



    Viver para vencer o medo da morte

    Morte: pesadelo de cada ser humano.
    Tamanha é a nossa contradição.
    Ao mesmo tempo que temos medo da morte,
    sofremos ao invés de ver a vida.

    Tudo é mal-aproveitado:
    Saúde…
    Tempo…
    e relacionamentos.

    Na vida queremos a morte.
    No leito de morte, clamamos pela vida.
    Vida que esperamos passar,
    passou e não deixou saudades.

    Lamentação é o que ouço pelo mundo afora:
    lamentos de que a vida não presta,
    de que tudo está errado.
    Esquece-se de que tudo depende de você.

    É vida sendo desperdiçada,
    jaula da hipocrisia,
    dos desertores da esperança.
    Nada há de cair do céu.

    Viva a sua vida.
    Viva as relações comunitárias.
    Separe os seus dramas particulares da vida social.
    Procure ajuda e viva plenamente o momento presente.

    Carlos de Campos

    Foto por Alex Sever em Pexels.com
  • Uma nação só é forte quando abraça os seus jovens



    Uma nação só é forte quando abraça os seus jovens

    Vem um belo dia,
    um dia de muita harmonia,
    um dia que recordaremos com alegria,
    quando as nossas almas forem lavadas.

    Lavadas de nossos egoísmos,
    de decisões mal feitas,
    feitas de qualquer maneira.
    Lava-se a alma para se dar continuidade.

    Essa água é cristalina,
    de origem ancestral,
    que tem como primazia
    restabelecer a ordem consciencial.

    Água que jorra da fonte,
    da fonte primordial,
    que mata a sede física
    e promove prosperidade nacional.

    Nossa fonte é transformadora:
    saúde para o corpo e para a mente,
    mente que se oferece
    para carregar o orgulho de nossa gente.

    Vem o dia mais importante,
    o dia do verdadeiro reconhecimento
    de que a nossa nação depende
    da juventude aguerrida desse nosso Brasil-continente.

    Carlos de Campos
    Foto por Bruno Curly em Pexels.com
  • Visionário em um mundo de ilusão



    Visionário em um mundo de ilusão

    Vida que destila
    influências psíquicas,
    magnetismo,
    unificação dos pensamentos.

    Olhares além do tempo,
    onde nossas influências são destiladas,
    a capacidade de sentir o que os outros sentem,
    ir além da ilusão.

    Ir além do que o corpo sente,
    dos desejos que eclodem,
    tirando nossa atenção do que é essencial.

    Os patamares da evolução,
    da força interior necessária:
    pare agora e busque o comprometimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Mariana Montrazi em Pexels.com
  • Do descontrole à excelência



    Do descontrole à excelência

    Não é tratando os outros de maneira grosseira que chegaremos a algum lugar.
    Meça suas palavras, deixe no saguão todo o seu mau humor, toda a sua compreensão distorcida de superioridade.
    Existe educação antes do descontrole, porque o controle está em sua mente — e é uma opção de escolha.

    Carlos de Campos


    Foto por Sunannya Das em Pexels.com
  • No jogo do poder, todos perdemos


    No jogo do poder, todos perdemos

    Ondas enormes recaem sobre o mundo.
    Desastres terríveis se levantam.
    Medo e morte,
    sofrimento, desejo da humanidade.

    Deitado em minha consciência,
    ando tão inconsciente.
    Ando sobre os meus próprios escombros,
    ando na esperança de que nada vai mudar.

    É nesse mundo que queremos viver?
    Esse é o nosso rosto:
    o rosto da desilusão,
    do ódio potencializado,

    da vida enfraquecida,
    do amor esquecido,
    da violência como ferramenta.
    O nosso rosto anda desfigurado.

    O mundo tem jeito
    quando a humanidade tomar jeito,
    porque, do jeito que está, é suicídio:
    é unidos ou destruídos.

    É preciso que a ética vença,
    que o bom senso prevaleça,
    que a humanidade humana se fortaleça.
    Estamos no tudo ou nada, neste momento.

    Carlos de Campos
    Foto por Prayag Bhowmik em Pexels.com
  • O amor existe?



    O amor existe?

    Longe do amor,
    cá estou.
    Livre?
    Não sei exatamente.

    Estou sozinho.
    O que sei sobre o amor?
    Somente quem amou sabe?
    O que é o amor?

    O amor é uma prisão?
    O amor é a liberdade?
    O que é o amor, afinal?
    Os que dizem amar estão presos.

    Os solteiros estão livres?
    O que é estar livre?
    Sou solteiro e livre?
    O que é ser livre, afinal?

    O que é estar vivendo?
    Vivo para amar?
    Vivo para ser solteiro?
    Vivo para ser livre?

    Estou livre em minha intimidade?
    Amo na liberdade dos aprisionados.
    Amo na solidão dos que vivem solteiros.
    Amo porque posso amar.

    Carlos de Campos
    Foto por HONG SON em Pexels.com
  • É no impossível que se realiza o possível



    É no impossível que se realiza o possível

    Move-se em meu ser
    um ser finito,
    com limitações,
    um ser que abriga o infinito.

    Somos as mais belas das contradições.
    Somos extremamente limitados,
    ao mesmo tempo em que manifestamos o infinito
    em tua essência, em nossa vida.

    É, em nossa vida, um mistério da resistência,
    em que o não existir seja o mais coerente.
    De incoerência em incoerência,
    resistimos para existir.

    É no apogeu dessa existência finita
    que miramos, de maneira natural, para o infinito.
    E, sem saber ao certo,
    seguimos — limitados, mas seguimos.

    Perseguimos o entendimento do infinito
    que, quando chega até nós, é finito.
    É finito quando o observamos,
    e infinito quando buscamos alcançá-lo.

    É um mistério que procuramos desvendar.
    Buscamos o sentido de estarmos aqui,
    entre o possível e o impossível
    e a possibilidade de sermos quem não sabemos quem somos.

    Carlos de Campos
    Foto por GEORGE DESIPRIS em Pexels.com