Tag: consciência

  • É um duro golpe que precisa ser digerido

    É um duro golpe que precisa ser digerido

    Vê o mundo em transformação? Sua hegemonia já não é mais relevante. É preciso ter coragem para se adaptar ao novo tempo e saber agir dentro das possibilidades reais no momento, porque qualquer outra tentativa é autodestruição.
    O caminho atual já não é mais o que deve ser percorrido; insistir nele é o mesmo que se desfazer. O passo mais promissor é tentar se organizar internamente — essa é a melhor forma de não sucumbir por completo. Esqueça sua hegemonia: não há como recuperá-la.

    Em tudo o que observamos, os estragos são grandiosos e irreversíveis — especialmente se continuar aplicando o velho modelo. É necessária uma mudança de mentalidade, e o primeiro passo em direção a essa transformação é reconhecer que uma era chegou ao fim.
    Nada é para sempre. Ser capaz de dar novas respostas é o diferencial. É preciso estar aberto ao novo, reinventar-se diante do que se apresenta à nossa frente.


    É um duro golpe, mas previsível — idealizado, desenvolvido e construído ao longo dos anos, consciente ou inconscientemente. É, basicamente, o alicerce sobre o qual foi erguida toda a sua história.
    Tudo na vida tem seu preço. Se plantamos couve, esperamos colher couve. Quando, na vida, plantamos couve e passamos a colher laranja, há algo sendo feito de forma errada — e tudo aquilo que fazemos mal feito, só porque ninguém está vendo, mais cedo ou mais tarde vem cobrar o seu preço.

    Carlos de Campos

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Além dos sentidos

    Além dos sentidos

    Não vem.
    O que é normal
    é assustador, mas é normal.
    Imita ser, mas não é.
    Quem você pensa que é?

    É ilusão desejar o que você deseja,
    sentir o que você sente.
    É inegável.
    Você sente e vê.
    E o que você sente e vê?
    E o que você sente?
    Vê o que sente?
    O que os outros captam,
    mesmo estando com você?
    Lógica do ilógico.
    O que sinto e vejo
    são coisas absolutamente distintas.

    Vê!
    Existe a realidade,
    só que não é como acreditamos.
    Diferente?
    Como explicar algo que estamos experimentando
    e que, mesmo explicando, não acreditamos?
    O que vemos e sentimos está em nós
    e, ao mesmo tempo, está além.
    O que está além, nós enxergamos e sentimos,
    só não compreendemos.

    Carlos de Campos
    Foto por Suzy Hazelwood em Pexels.com
  • O que é possível e fácil de alcançar?

    O que é possível e fácil de alcançar?

    O momento de inspiração é o momento em que dizer algo se torna fácil. Com que facilidade andamos experimentando essas facilidades?

    Nem tudo é de fácil acesso. Existem muitos empecilhos no caminho, existe fraqueza, medo, e existem também coisas que nem podemos ver — alguns até podem sentir.

    Nem tudo são flores, e nem tudo são só espinhos. Existe o que chamamos de resistência. O que queremos resistir? O que esperamos resistir?

    O que entender de nossa vida que definha? Que saber é preciso para podermos compreender o que nem de perto somos capazes de compreender? Bem ou mal, ainda é possível viver.

    Sua mente te leva, e ao te levar, te surpreende. Sua mente coloca você diante do que você é, diante do que você foi e diante das diferentes possibilidades de você ser o que deseja ser.

    Que, na profunda agonia do nosso existir, possamos existir e, em existindo, permitir que as facilidades alavanquem, em nosso mundo interior, as inúmeras possibilidades. O que existiu até aqui com facilidade permitirá o assombro da nova realidade possível, para ser experimentado em todo o seu esplendor e beleza.

    Carlos de Campos

    Foto por Johannes Plenio em Pexels.com
  • O corpo quer nos falar

    O corpo quer nos falar

    O momento é de cuidado especial com o que você tem de mais precioso em sua vida, que é o seu corpo. Contemple o seu corpo, ame o seu corpo como ele é — nem mais, nem menos.

    O teu corpo é um templo de todas as suas expressões; é por ele que nós nos comunicamos a maior parte do tempo consigo e com o outro. Nosso corpo é nosso comunicador por excelência.

    O seu corpo fala com os outros e, principalmente, fala com você — fala o tempo todo. Por vezes, descomplica a sua vida, te protege de todo o mal, te leva ao amor. O nosso corpo é o nosso pedagogo, que nos pega pela mão e nos conduz com segurança.

    O problema é que pouco ou nada damos de atenção ao que o nosso corpo tem a nos dizer. É preciso ouvir atentamente e diariamente o que o nosso corpo nos fala. Ouça o que ele te diz, agora.

    Carlos de Campos

    Foto por Cliff Booth em Pexels.com
  • No mundo em que vivemos, é possível ser feliz?

    No mundo em que vivemos, é possível ser feliz?

    Há opressão na maneira como as pessoas se impõem umas sobre as outras, e isso é o que mais impacta nossa saúde mental. Estar sempre pronto e disposto a ser feliz a todo instante é uma das expressões... Não sei se esse é o melhor caminho.

    O que buscamos é, de modo geral, impossível. Nem todas as pessoas têm essa mesma disposição. É um jeito de ser impositivo que mais oprime do que liberta a pessoa — até mesmo porque, segundo nossa concepção, a liberdade está justamente em ser quem se quer ser neste momento.

    O que se pode esperar de uma pessoa forçada a ser quem ela não é? Que sente a emoção em outra frequência? Deus? Quem é esse ser tão distante da nossa realidade? Não seria Deus o capataz da moralidade falida?

    O que mais me entristece é saber que tudo está como era antes, e que o que simplesmente mudou foi o acréscimo de maquiagem. Não tenhamos a ilusão de que, um dia, tudo isso possa mudar. A energia mental que prevalece sobre o mundo — e sobre as nossas cabeças — é uma energia profundamente opressora.

    O mundo é um ambiente hostil para nós, meros seres humanos. É um lugar que provoca nossa mentalidade selvagem. O que podemos esperar de pessoas sob o domínio do que há de mais animalesco em si? Temos escolhas?

    Me pego pensando: a felicidade existe? Será que não convencionamos certas atitudes como sendo aquelas mais próximas de uma demonstração de felicidade? A felicidade que dizemos sentir é uma felicidade genuína? Quem é feliz, de fato? É preciso ser ou ter algum tipo de poder que valide a felicidade que ocasionalmente sentimos?

    Carlos de Campos

    Convido você a ler, refletir comigo e compartilhar sua visão.
    Vamos juntos transformar a dúvida em consciência.

    Foto por Deklanu015fu00f6r 67 em Pexels.com
  • Queima em nossos corações a esperança

    Queima em nossos corações a esperança

    Sua fala reflete a sua opinião
    Seus argumentos cristalizados
    Me dizem exatamente quem você é
    Hoje, só argumentos distorcidos.

    Ideias que vão e vêm
    Sem unidade
    Distantes da realidade
    Realidade sequestrada.

    Quebraram todos os lacres de segurança
    Deitaram e rolaram na rodovia
    Desafiaram o limite de uma vida
    Liberdade corroída.

    Soberano é o amor
    Que, na justa medida, educa
    Unificando a realidade à consciência
    Resgatando o náufrago do emburrecimento.

    Unificando o soberbo à humildade
    Dos deleites extravagantes, recuperado
    De sua maior estupidez, vai se educando
    Para não se esquecer do passado.

    Levantou-se no belo horizonte
    Uma chama de esperança
    Uma chama que não se apaga
    Chama que arde nos corações.

    Carlos de Campos

    Foto por Badarost em Pexels.com
  • O Peso da Espera

    O Peso da Espera

    Solidão
    Espero o movimento
    Do jogo dos dados, a meu favor
    Sozinho e no frio, espero
    Espero, espero e espero.

    Solidão!
    De quem não sabe por que espera tanto
    Nem imagina
    O convenceram a esperar
    Espera, sem saber quando terminará.

    Imagem de um processo
    Que nos convenceu a esperar
    Enquanto de várias maneiras vão surrupiando
    Nos fazendo acreditar
    Que um dia chegará a nossa vez
    Espero, sem questionar.

    Um dia estava me perguntando:
    Por que espero tanto?
    O que espero tanto?
    Quando foi que decidi esperar tanto?
    Foi quando se aproximou de mim
    Um ser místico
    Dizendo baixinho: “a espera é solitária.”

    Quem, em sã consciência, espera desse jeito?
    Estaria louco?
    Confuso?
    Com medo?
    Confiante?
    Esperando, sabe-se lá o quê, sozinho.
    Íntimo dos demônios.

    Em noites frias
    Sou acolhido pela solidão
    Embriago-me com as minhas tristezas
    Copulo com os meus fracassos
    A cada momento dessa vida.

    É desafiador levar essa existência para frente
    Quando existem forças reunidas jogando contra
    Quando os únicos amigos são imaginários
    Quando a única chance que tenho
    Está sendo pautada, justamente pelo que não tenho.

    Tenha sempre em mente
    Até os cadáveres adubam o solo
    Dê tudo o que você tem, agora
    Seja o adubo de sua própria história.


    A solitária de uma existência
    Tem duas janelas
    Com duas paisagens diferentes
    Em uma, os olhares são convidados
    A olharem só o que se perdeu
    Em outra, os olhares são convidados
    A olharem o silêncio que trabalhou a terra
    A escolha ao abrir as janelas de como vai olhar
    É sua.

    Carlos de Campos

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    Assista e deixe a poesia fluir em você! 🌟🎥

  • Somos os agressores da natureza

    Somos os agressores da natureza 

    Não existe fiscalização que impeça essa tormenta
    Que destrói tudo o que encontra pela frente
    Quando estamos mergulhados na indiferença política
    E, achamos que nossa vida não depende disso.

    O tempo é um organismo vivo
    Que não podemos chantageá-lo
    A nossa única opção é nos submetermos
    A cada agressão de nossa parte, experimentaremos as consequências.

    É, uma bagunça que podemos evitar
    Se nosso compromisso de não agressão se concretizar
    Se a nossa consciência cristalizada se despertar.

    No dia em que formos melhores com a natureza
    Celebraremos um mundo de paz
    Nesse dia será nosso principal passo à evolução.

    Carlos de Campos


    Foto por Pok Rie em Pexels.com
  • O não como objetivo de vida

    O não como objetivo de vida 
    
    Um bem que faço para mim 
    Despir-me do que me impede 
    Ao que me pedem 
    Que eu possa, solenemente, dizer não. 
    
    Para seguir feliz na vida 
    Com a minha consciência leve 
    Por ter conseguido superar 
    A minha incapacidade de dizer não. 
    
    Em meu novo ciclo 
    O desejo foi reprimido pelo sim autoritário
    Sim, para fazer algo que não queria fazer 
    Para tão somente viver das incoerentes aparências. 
    
    Minha emoção vivia em frangalhos 
    Dominado pela educação do século XIX
    Sim, mesmo que não quisesse 
    Sim, para não ser grosseiro. 
    
    Longe de ser repetitivo 
    Dizer "sim" pra tudo, não nos torna melhores
    Um "sim" pode ser, por demais, desgastante.
    
    O meu sim, de agora em diante 
    Será pautado pela reflexão 
    Para que a resposta seja sempre um "não" verdadeiro.
    
    Carlos de Campos 
    
    Foto por lil artsy em Pexels.com