Tag: esperança

  • O egoísmo nosso de cada dia

    O egoísmo nosso de cada dia

    No entardecer da vida seguiremos confiantes. Os desafios são muitos e certamente assustadores, mas é preciso continuar e confiar que nada deve ser motivo de desânimo. Sim, eu sei que é difícil pensar assim. 

    Sei também que só temos duas opções: uma é desistir. Querem nos convencer de que precisamos desistir e continuar de cabeça baixa diante de quem só nos explora e depois nos descarta. A segunda opção é resistir, insistir, mesmo que tudo e todos tentem nos impedir, porque é exatamente isso que eles querem de nós: que desistamos para que, desistindo, continuem nos humilhando.

    Vivemos em um contexto de guerra permanente, uma guerra ideológica em que um lado deseja nos alertar de que precisamos nos valorizar, buscar juntos a justiça social e fazer da vida nossa principal meta. 

    Que o trabalho seja um dos tantos instrumentos para alcançar o objetivo de ser plenamente feliz, e não um instrumento de trabalho forçado. Vamos em busca do nosso ideal, que é viver e ser feliz. Que o trabalho seja o meio pelo qual produzimos o nosso sustento, e não uma arma de opressão que nos tira tudo: o tempo, a esperança, a mão de obra mal remunerada, que nos destrói por completo para que possamos produzir e gerar a riqueza alheia.

    O mundo precisa buscar a justiça social e a solidariedade entre as pessoas. Não existirá paz mundial enquanto houver uma pessoa sem direitos, com seus direitos básicos sendo violados a todo momento. 

    Precisamos nos livrar da dinâmica vigente que nos faz explorar uns aos outros e que nos trouxe a toda essa carnificina. Tenho a triste impressão de que só pioramos, quando deveríamos estar muito melhor em todos os aspectos humanos e tecnológicos. É preciso superar as nossas diferenças e o nosso egoísmo contundente se quisermos ir a algum lugar melhor.

    Carlos de Campos

    Foto por Aman Jakhar em Pexels.com
  • No jogo do poder, todos perdemos


    No jogo do poder, todos perdemos

    Ondas enormes recaem sobre o mundo.
    Desastres terríveis se levantam.
    Medo e morte,
    sofrimento, desejo da humanidade.

    Deitado em minha consciência,
    ando tão inconsciente.
    Ando sobre os meus próprios escombros,
    ando na esperança de que nada vai mudar.

    É nesse mundo que queremos viver?
    Esse é o nosso rosto:
    o rosto da desilusão,
    do ódio potencializado,

    da vida enfraquecida,
    do amor esquecido,
    da violência como ferramenta.
    O nosso rosto anda desfigurado.

    O mundo tem jeito
    quando a humanidade tomar jeito,
    porque, do jeito que está, é suicídio:
    é unidos ou destruídos.

    É preciso que a ética vença,
    que o bom senso prevaleça,
    que a humanidade humana se fortaleça.
    Estamos no tudo ou nada, neste momento.

    Carlos de Campos
    Foto por Prayag Bhowmik em Pexels.com
  • O momento nos pede união e amor



    O momento nos pede união e amor

    Em momentos difíceis como este,
    estar próximo de quem amamos é o ideal
    e se faz necessário para a nossa saúde mental.
    Ninguém vence a guerra sozinho.

    Estar junto é indispensável.
    Sentir-se parte da comunidade
    é importante para o desenvolvimento humano:
    poder olhar para o lado e se sentir seguro, apesar das lutas.

    Em momentos difíceis,
    estar no aconchego do amor
    faz toda a diferença.
    O amor é bálsamo.

    É a cura do coração machucado,
    da vida cansada.
    É o descanso seguro,
    é o amor curando no acolhimento.

    Homem e mulher, busquem se apoiar,
    decidam-se pelo amor,
    inspirem-se mutuamente.
    Deixem o contágio da mentira longe do relacionamento.

    Nos momentos de dificuldade,
    pede-se lucidez das partes,
    coragem para percorrer o caminho
    que nos leva ao amor e à unidade.

    Carlos de Campos
    Foto por Marcelo Renda em Pexels.com
  • Me permita adentrar em tua vida



    Me permita adentrar em tua vida

    Se sua vida anda chata demais,
    e por isso você anda triste,
    é como sempre digo:
    fica com a gente!

    São nos momentos de dificuldade
    que encontramos as melhores amizades.
    Por isso, este poema foi escrito
    para ser o seu melhor amigo.

    Ir ao coração,
    cada vez mais,
    é o que mais desejo —
    com o seu consentimento.

    Entrar em teu castelo interior,
    beijar a tua testa
    e, com um forte abraço,
    amá-la como nunca sentiu antes.

    E com esse abraço forte,
    poder trazer a sua felicidade de volta,
    permanecer em seu castelo
    até que você volte a ficar bem novamente.

    Fortalecer os nossos laços,
    a nossa amizade,
    para que a terra do nosso interior
    volte a ser adubada pelo amor e pela confiança.

    Carlos de Campos
    Foto por artawkrn em Pexels.com
  • Há um clima pesado na atmosfera do mundo. Ganhar e perder a vida se resume a isto.


    Este poema-reflexão mergulha fundo na sensação universal do vazio existencial, explorando o peso do sofrimento e a busca constante por sentido em um mundo marcado pela dor e pela injustiça. Com linguagem acessível e forte impacto emocional, a obra convida o leitor a uma viagem filosófica sobre a origem da consciência e o conflito entre esperança e desespero.
    Uma leitura essencial para quem busca compreender melhor o próprio lugar no mundo e os dilemas que moldam a experiência humana contemporânea.



    Há um clima pesado na atmosfera do mundo. Ganhar e perder a vida se resume a isto.


    No princípio da vida, existia um lugar onde encontrávamos conforto e segurança. Neste lugar, só eu e minha esperança coexistíamos. Mas, mesmo nesse lugar belo e confortável, eu me perguntava: Onde estou? Para onde vou?

    Dia após dia, na medida em que ia se formando a minha consciência, os meus questionamentos só aumentavam e iam se tornando cada vez mais intensos. E, com eles, os medos e as angústias me dominavam. O desejo de querer saber era terrível.

    Em dias “normais”, o desejo era mais intenso, essa minha “loucura” de querer saber qual era o sentido da minha vida. Era intrigante constatar que, desde a minha concepção até o meu nascimento, tudo o que experimentei e experimentava era só dor e sofrimento, com pequenos momentos de alívio que chamamos de felicidade.

    Em um dia mais tranquilo, eu vi o ódio, a fome, o genocídio, a injustiça — só para citar alguns — arrasarem livremente o mundo, e ninguém fazia nada para conter. Onde estava a lógica nisso tudo? Nascer, crescer, só para sofrer e ver os outros sofrerem? Quem preferiu a dor em vez do amor? A fome em vez do prazer?


    Eu sou só mais um, em meio a outras bilhões de pessoas que carregam em seu peito essa brasa flamejante, que, com persistência, nos queima a todo instante. Essa profunda marca nos interroga a todo momento sobre o que estamos fazendo aqui.

    Aconteça o que acontecer hoje de bom ao longo de seu dia, o que estamos fazendo aqui continuará ecoando dentro de você, e nada poderemos fazer sobre isso. E tudo isso, querendo ou não, influencia o nosso comportamento e decisões diariamente. O vazio existencial é assustador.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Onde há ódio existe a destruição

    Onde há ódio existe a destruição

    Não existe prazer em meio à dor,
    Mesmo que seja acompanhada de intervalos de bem-estar.
    O corpo e a mente ficam desconectados,
    E não sabemos para onde ir.

    O sol aquece o corpo ferido de morte.
    Tudo nesta vida é dor e sofrimento,
    É conflito e mais conflitos,
    É uma constante guerra sem fim.

    Um instante, um único vacilo, e tudo se vai,
    Sem aviso ou uma última refeição.
    Tudo simplesmente evapora,
    A vida, à qual somos tão apegados, vira pó.

    Desvio o olhar por um instante.
    Em meio à ilusão destruidora, posso ver a beleza.
    Oh, como a senhora Beleza é plena!
    Habita no olhar inocente de uma criança.

    Quem vive consumindo ódio é digno de ver tua beleza?
    É possível que um coração iludido se recupere?
    E como posso vencer o mal?
    Quem é que, vendo a beleza, não quer desposá-la?

    O meu corpo ainda segue doente de tanto ódio.
    A mente busca por salvação.
    Percorro, com determinação, o caminho para expurgar o ódio das entranhas da vida,
    Para que um dia, contigo, eu possa estar.

    Carlos de Campos

    Foto por Joel Alencar em Pexels.com
  • Mago do Posicionamento Orgânico

    Mago do Posicionamento Orgânico

    Hoje, minha vida recebeu um presente:
    Um dom que estava escondido, e eu o encontrei.
    Convenci o algoritmo de que tenho muito a dizer.
    O algoritmo, com sua "personalidade" fria, me acolheu.

    Tudo parecia que seria mais fácil depois de ser abraçado.
    Nos meus sonhos mais otimistas, eu sempre dizia:
    Se eu superasse o algoritmo de maneira orgânica, tudo fluiria.
    E chegaria com mais facilidade aos corações humanos.

    Na teoria e na prática, convencer o algoritmo sempre foi o passo mais difícil.
    É um universo pré-determinado, sabe-se lá para quê e para quem.
    É uma "relação" com uma máquina fria,
    E transpor esse obstáculo era o ponto primordial.

    Algoritmo superado de maneira orgânica,
    Daqui para frente tudo seria mais fácil.
    Foi o que pensei a princípio.
    O ser humano, querendo ou não, age mais pela emoção.

    O que escrevo não ressoou entre pessoas,
    E me pergunto: por que isso aconteceu?
    Sou uma máquina para entender as máquinas?
    Ou sou só mais um anônimo querendo atenção?

    Sou o mago do melhor posicionamento orgânico,
    Mas sou invisível aos corações humanos.
    Não é para se frustrar,
    Quando são as dúvidas que pairam sobre o meu falar.

    Carlos de Campos
    Foto por Ron Lach em Pexels.com
  • Nenhuma ação é eficiente sem o amadurecimento humano

    Nenhuma ação é eficiente sem o amadurecimento humano

    Imagine um mundo cheio de possibilidades para todos. Imagine que, nesse mesmo mundo, você tenha que coabitar com parasitas.  

    Imagine ter todo o suor do seu trabalho sendo consumido dia e noite, ininterruptamente. Observe com que rapidez esses parasitas se multiplicam enquanto engordam às nossas custas.  

    Parasitas que sugam toda a nossa pobreza, a riqueza de nosso país e levam com eles toda a nossa esperança, deixando para trás o caos, a miséria e a morte instalados. Senhores donos do circo do horror.  

    Imagine um mundo livre desses parasitas. Um mundo livre dos altos juros. Um mundo humanamente mais equilibrado.  

    Um mundo desigual, onde todos nós temos nossa parcela de culpa, onde todos nós gostamos de tirar uma casquinha dos nossos colaboradores. Nós somos seres da incoerência e da hipocrisia.  

    Não consigo ver uma solução quando tudo depende da contribuição de todos, quando o todo não foi capaz de amadurecer emocionalmente.

    Carlos de Campos

    Foto por BOOM ud83dudca5 em Pexels.com
  • Desejos e sonhos roubados

    Desejos e sonhos roubados

    É impossível ter desejo de justiça quando se tem o monopólio econômico a seu favor, quando o sol nasce para todos, mas maltrata uma parcela da população mais que as outras. É sempre a mesma conversa, e me parece que continuamos no mesmo lugar: solitário e desiludido. Conversas que não mudam comportamentos e comportamentos que não querem ser mudados.

    O mundo precisa de uma sociedade consciente. Consciência, esse é o nosso grande problema: consciência livre de ideologia não existe. Nossa busca pela consciência é genuína, até que atolamos no lamaçal de conceitos viciados, conceitos que nos aprisionam e não nos permitem avançar.

    Quem sou eu diante desse mundo de ilusões? De desejos não correspondidos? Quem, do topo de sua mediocridade, é capaz de ver além do que lhe é imposto para ver? Sou quem não quero ser, sou quem me determinaram ser, sou a ilusão de dias felizes, fruto do pecado, das almas escolhidas de um deus construído. 

    Desde criança, fui ensinado a ver o mundo como os adultos o viam. Cresci e continuo vendo somente pelos olhos de outras pessoas; vejo o mundo pelos olhos de quem detém o poder político, econômico, religioso e midiático. Meus olhos e minha vida estão a serviço dos poderosos.

    É irrelevante tentar resistir. Desejos são controlados. Minha existência aqui neste planeta apenas repercute os sonhos e desejos que não são os meus; luto as lutas que não foram escolhidas por mim.

    Banido de toda a corte real, meu existir subsiste no submundo, onde luto as lutas que não foram escolhidas por mim. Essa é a realidade, pelo menos é a realidade que flagela meu corpo e mente o tempo inteiro. Realidade que devo suportar. Em uma realidade de cartas marcadas, não há muito o que fazer. 

    Meus sonhos e desejos são impossíveis de se realizar. Movimento-me para, quem sabe, algum dia, enfim, superar a lavagem cerebral à qual fui exposto. Sonho por sonhar, sonho desejando acordar.

    Quem sou eu depois de ontem? O que fui capaz de ver além da escuridão? Dos desejos e sonhos que foram roubados? Em meus dias que se passam, passa também a esperança de um dia estar livre.

    Carlos de Campos

    Foto por Lisa from Pexels em Pexels.com
  • Irremediáveis são as nossas condutas

    Irremediáveis são as nossas condutas

    Importa tua condição insensível aos apelos dos outros; irremediável é a tua conduta um tanto quanto obscura.

    Pelas sombras de tua conduta, espero vê-lo na cadeia, para que os teus dias sejam tão amargos quanto os nossos.

    Desejo que estes dias sombrios se desfaçam e que o sol da esperança nos faça sorrir novamente.

    Em nada podemos nos sustentar; esses serão dias terríveis, dias para se chorar, enquanto lamentamos, porque nada mais podemos fazer além de nos lamentar.

    Carlos de Campos

    Foto por Nothing Ahead em Pexels.com