Tag: esperança

  • Me dê o que me tiraram

    Me dê o que me tiraram

    O limite fomenta a decadência,
    Deteriorando qualquer relação.
    A pessoa precisa se expressar,
    Dialogando com outras realidades.

    Vi na fila da vida
    Desejos incomunicáveis,
    Desejos que eram meus.
    Incomunicável sou eu.

    Sou delírio à flor da pele,
    Que repele todos à minha volta.
    Voltas que não voltam mais,
    Sigo dando essas voltas que não voltam mais.

    Hoje sou só mais um errante,
    À deriva de uma vida ferida.
    Lobotomizado de qualquer esperança,
    Disfarçada com muita elegância.

    O meu universo é uma realidade paralela,
    Que diariamente vai sendo tensionada.
    Me deem um dia de paz,
    Tenho lutas para lutar em minha cabeça.

    Quando nada mais fizer sentido,
    Deitado quero estar.
    Enquanto sou mergulhado em minha lucidez,
    Me dê só mais um dia de paz.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Queima em nossos corações a esperança

    Queima em nossos corações a esperança

    Sua fala reflete a sua opinião
    Seus argumentos cristalizados
    Me dizem exatamente quem você é
    Hoje, só argumentos distorcidos.

    Ideias que vão e vêm
    Sem unidade
    Distantes da realidade
    Realidade sequestrada.

    Quebraram todos os lacres de segurança
    Deitaram e rolaram na rodovia
    Desafiaram o limite de uma vida
    Liberdade corroída.

    Soberano é o amor
    Que, na justa medida, educa
    Unificando a realidade à consciência
    Resgatando o náufrago do emburrecimento.

    Unificando o soberbo à humildade
    Dos deleites extravagantes, recuperado
    De sua maior estupidez, vai se educando
    Para não se esquecer do passado.

    Levantou-se no belo horizonte
    Uma chama de esperança
    Uma chama que não se apaga
    Chama que arde nos corações.

    Carlos de Campos

    Foto por Badarost em Pexels.com
  • Sua busca

    Sua busca

    Calma bem-vinda
    Que vem do fundo do ser
    De uma alma cansada,
    Atolada de trabalho,
    Que impede a vida de ter sentido,
    Experimentando os aborrecimentos contínuos.

    Empoderando os desafios,
    Suprimindo uma vida de afetos,
    Afetos de um companheirismo.
    Finge que está tudo bem,
    Quando, na verdade, está no fundo de uma fossa,
    Uma fossa profunda, escura e úmida.

    Lá no fundo da fossa,
    A alma encontra forças para resistir,
    Mesmo sem saber como vai sair.
    A alma, devotamente, começa a entoar o canto da resistência,
    O canto sobre a esperança,
    Que canta o amor que nos faz seres humanos.

    De dentro do fosso,
    Em meio ao canto que está sendo entoado,
    Sem mais qualquer esperança,
    Entre o medo e a perseverança,
    Entre o abuso e o amor,
    A alma, em meio à intensa dor,
    Rasga as vestes corporais.
    Mesmo ainda fraca, a alma rasteja,
    Rasteja para fora daquela fossa.
    Sai em busca de um sentido para sua vida,
    No ápice do seu esquecimento,
    Enquanto pessoa humana,
    Que, mesmo sendo anulada de todas as formas,
    Busca ser resistência,
    Busca ser a expressão real e verdadeira do amor.
    E nunca pensa em desistir.

    No interior do seu ser,
    Existe uma fonte natural
    Da mais pura água,
    Água límpida e refrescante,
    Capaz de matar a sede por justiça,
    Dando ao corpo, alma e espírito
    Uma vitalidade sobrenatural,
    Um olhar místico,
    Que vê a realidade além da materialidade,
    O bem em tudo à sua volta,
    Em uma vida repleta de amor
    E que só vê sentido se for para amar.

    O movimento mais importante em uma vida
    É o movimento sincronizado de uma alma.
    É onde a alma encontra o seu próprio caminho,
    Um destino de escolhas fáceis,
    De vitórias bem celebradas
    E de derrotas aceitas e muito bem digeridas.
    Movimento que move a alma sempre para a verdade,
    Íntegra caminha com a sabedoria,
    E de mãos dadas segue com a esperança.

    Carlos de Campos
    Foto por Kseniya Budko em Pexels.com
  • Janela

    Janela

    Não dê ouvido à ganância
    Impropriedade da alma
    Movimento falso
    Medo consumado.

    Labirinto de mentiras
    Ilusão desconfortável
    Medo consumado
    Estou atormentado.

    Iminente é a força destruidora
    De uma mente desorientada
    Geme e chora a minha alma
    Por não saber de onde vem tanta dor.

    Em vão reflito
    E distante permaneço do conflito
    Finalmente chego, mas ainda não compreendo
    O desejo é mais forte que a sanidade.

    Os dias são exageradamente idênticos
    Corroídos por ideias banais
    Camuflados de moralidade
    Enquanto a vingança é a alma do negócio.

    Vejo a beleza que há no equilíbrio
    O canto dos pássaros pela manhã
    O rosto de um amanhecer inesquecível
    É a saudade batendo à nossa porta.

    Carlos de Campos

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Moedores de Almas

    Moedores de Almas

    Moedores moendo vidas
    Enquanto coçam suas feridas
    Dia após dia
    Enfrentam sem disciplina.

    Dia após dia, sem medo nem ilusão
    Discorrem sobre a solidão
    Dia após dia, querendo o que não se pode
    Seguem a dura insatisfação.

    Imperfeitos como a solidão
    Se desfazem em lágrimas
    Que lavam…
    Sem qualquer restrição.

    Deixam limpo
    Imperfeitos como era de se esperar
    Cabeças cheias de vento
    Levam a sujeira para debaixo do tapete.

    No submundo existe esperança
    Entre um abismo de discordância
    Fragmentada na realidade distorcida.

    Triturada em vidas passadas
    Sentida no pulsar revigorante
    Caminha para viver o que sentiu.

    Carlos de Campos

    Foto por Aleksandr Burzinskij em Pexels.com
  • Mostre sua dor

    Mostre sua dor

    Vivo longe de casa
    Distante dos meus familiares
    Vivo na esperança de um dia revê-los
    E poder abraçá-los.

    Mostre suas feridas
    Cada vez mais doloridas
    Sangrentas
    Malcheirosas.

    Mostre sua dor
    Dor da ausência
    Dos afetos não correspondidos
    Dor da fragilidade.

    Dor, sangue e vida
    Desejo não alcançado
    Tudo e nada ao mesmo tempo
    Dor, desejo e sangue.

    Mostre seu desejo de sangue
    Sangue que corre pela vida
    Vida, dor e medo.

    Espero por tua ausência
    Na dor escorre vida pelas veias
    Na ausência do teu abraço, fica a solidão.

    Carlos de Campos
  • Caminho para vencer a tristeza

    Caminho para vencer a tristeza

    Logo que você passou,
    Experimentei uma enorme frustração,
    E, até então, nada mudou.

    Nada adianta querer,
    Se a cabeça continuar na mesma,
    O caminho pede a nossa participação.

    Faz tempo,
    É tempo demais,
    Em que vivo nessa triste agonia.

    Deixe sair o que incomoda,
    Lave com água e sabão,
    Esterilize o local com boas ações.

    Há camadas que podem voltar,
    Permita que elas voltem,
    Para, então, serem curadas.

    Daqui para frente, tudo será transparente,
    O mesmo caminho visto de maneira diferente,
    Cicatrizes que nos animam pelo caminho.

    Carlos de Campos
  • Estou conectado a você

    Estou conectado a você

    Minha esperança é estar com você um dia
    Feliz, caminhar no parque
    Sentindo a pulsação que isso provoca em mim.
    Já é muito poder sonhar contigo.

    Impulsos da paixão
    Correm por todo o meu corpo
    Me mantendo conectado a você.
    Espero tê-la em breve.

    Impulsos de amor
    Cavalgam livremente pelas minhas veias
    Inebriando-me completamente.
    Quero estar com você.

    Hoje, aumentou ainda mais o meu amor.
    O desejo me impulsiona,
    Me levando a experimentar o quanto é bom amar você.
    Na esperança de encontrá-la, eu espero.

    Feliz estou na expectativa.
    O importante é saber que um dia estaremos juntos,
    Compartilhando da mesma solidão.

    Nos finais das tardes, me vejo olhando pela janela e te esperando.
    Aguardo como se você estivesse chegando,
    Com o sorriso em meu rosto, simplesmente desejo.

    Carlos de Campos

  • Minha falta de opção

    Minha falta de opção


    Não adianta tentar esquecer
    Quando tudo o que experimentamos é só ilusão
    Deveres e obrigações
    Noites de insônia sem fim.


    Quando os dias são pesados
    A esperança esperneia
    Não desistir é o ideal
    Luta, briga com as próprias emoções.


    Emoção à flor da pele
    Pele que sente o frio do abandono
    Desrespeito das loucuras alheias
    Fluidez de toda alucinação.


    Ódio como reprodução do medo que sinto
    Escondo-me para não ser mais ferido
    Morte por asfixia.


    A insânia se estende
    Contra a nossa própria vontade
    Entre traumas e desencontros.

    Carlos de Campos