Tag: esperança

  • Não existe anistia para quem atenta contra a democracia

    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Carlos de Campos
    Foto por Steve A Johnson em Pexels.com
  • Livro 13: 1980 (Poema 01/60) Estou aqui no mundo

    Livro 13: 1980 (Poema 01/60)

    Estou aqui no mundo

    Os meus olhos se abrem para esse mundo.
    Existem dois mundos para eu habitar:
    o mundo externo
    e o mundo colorido de nossa fantasia.

    Existe um mundo cruel
    que castra.
    Tudo é explosivo.
    Neste mundo, é melhor nem pensar.


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    O mundo em que estou vivendo
    é um mundo de alegria.
    É um mundo idealizado por uma criança.
    É um mundo onde só existem paz, alegria e muita esperança.

    Um mundo entre duas realidades.
    O meu mundo de recém-nascido é intocável.
    Mesmo que a crise mundial esteja acontecendo,
    o meu mundo é a mais doce fantasia.

    O sagrado ninho recebe a minha existência.
    Meu sacrossanto corpinho
    recebe os mais atenciosos cuidados e afetos.
    Minha única missão é existir.

    O meu mundo hoje é minha linda fantasia.
    Minha família sempre cuidando de mim,
    me protegendo do tal mundo real.
    Sou grato a meu Deus.

    Carlos de Campos



  • Livro 1: A Arte da Trégua Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    Livro 1: A Arte da Trégua
    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Desejos mesquinhos,
    “Poder” conservador,
    Destituído de nossa razão,
    Pressão que não acaba mais.

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    Jogados na cadeia,
    Vivemos na mais pura ilusão.
    Acordar desse delírio coletivo
    Ainda é muito dolorido.

    Dói acordar e saber que a verdade nunca existiu,
    A verdade que todos os dias me consolava.
    Os desejos se foram;
    Quem permanece é o vazio que me trouxe até aqui.

    A solidão que fica nesta cela cheia
    É impossível de refletir quando a raiva ainda queima,
    Quando tudo o que me resta
    São os anos que ainda restam nesta cela.

    Tudo o que vivi
    É repleto de muita mágoa,
    Desejos dedicados a uma ilusão:
    A ilusão de ainda receber a visita de alguém.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • Cansado de Ser Solidão

    Cansado de Ser Solidão

    Abro a janela com o desânimo estampado na alma.
    Na escuridão da noite, eu me refugio.
    Da mente atormentada tento me afastar,
    e no vazio encontro o meu sentido.
    Suave é o peso que devo carregar.
    É suave nos sufocar constantemente.
    De um dia para o outro, me prendo ainda mais.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/
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    Um mar de mágoas me submerge.
    Me afogo, esperneio até me cansar.
    Afundo devagar, muito devagar.
    Aos poucos, não sinto mais meu corpo.
    Esse antro de preocupações,
    desejos assombrados,
    volta para a superfície.
    Tento respirar os tóxicos existenciais,
    a amargura universal
    estampada em nossa cara,
    a cara de iludidos.
    Me afogo no êxtase da realidade,
    no alcoolismo das minhas entranhas.
    Na fuga, acendo um cigarro contendo nicotina.

    Aqui nesta terra precisamos escolher.
    Um passo de cada vez para sobreviver.
    Um experienciar de cada sensação por vez.
    Na sutileza da vida, desconfiar
    para mais tarde não se ferir.
    Em cada amanhecer é preciso ser feliz,
    mesmo que isso lhe custe a própria vida.

    Carlos de Campos
    Foto por Leonid Danilov em Pexels.com
  • Viajante do espaço

    Viajante do espaço

    Ordem, grita a voz rouca.
    Não és um animal incontrolável.
    Na verdade, és a chama a me incinerar,
    doente dos olhos.

    Ordem é o meu nome.
    Começo a não mais enxergar.
    É a vista enfraquecida,
    humor desproporcional.

    Ordem e desordem me acompanham.
    Cabeça baixa.
    Insultos posso ouvir.
    Mercadoria, tudo em ruína.

    Desordem em meu ser,
    na história que se revela,
    que se abate sobre nós,
    nessa triste escuridão.

    Carlos de Campos

  • O homem sensato está aberto à mudança

    O homem sensato está aberto à mudança

    No instante, tudo muda,
    tudo é alegria de tudo.
    No instante, tudo muda,
    muda a alegria.

    Por mais que você tente,
    o teu ser é transmutado.
    O que era felicidade
    tornou-se um fracasso.

    Mudanças o tempo todo.
    O que não muda se quebra.
    Não é aconselhável
    permanecer parado.

    Mudanças sempre são necessárias.
    É o desejo de todo ser vivente,
    é a agonia da alma perdida
    que busca ser encontrada.

    Então, que venha a mudança.
    Que nada permaneça estável.
    O medo se transforma em coragem,
    que o luto se transforme em esperança.

    O amor barrado
    encontra o caminho livre,
    porque tudo é colocado em movimento,
    o movimento vital.

    Carlos de Campos

  • No oceano da vida, nortear é preciso


    No oceano da vida, nortear é preciso

    Nortear
    Princípio básico para navegar.
    Nortear
    É estar seguro em alto-mar.

    Navegue em qualquer mar,
    Sempre atento à bússola.
    Navegar norteado por uma bússola
    Exige muita confiança.

    No mar,
    Essa simples tecnologia
    Nos faz navegar com segurança,
    Nos leva para dentro do oceano.

    Oceano quase sempre turbulento,
    Norte de uma existência em perigo.
    Navegar é preciso,
    A segurança vem em primeiro lugar.

    Se for navegar,
    Nunca esqueça da segurança.
    Com os olhos fixos na bússola,
    Navegue com um sorriso.

    Observe o momento,
    Desfrute dessa experiência,
    Mas nunca brinque com a sua segurança.
    Norteado pela esperança, sigo.

    Carlos de Campos
    Foto por Lara Jameson em Pexels.com
  • Existe um plano mundial, e você não pode saber


    Existe um plano mundial, e você não pode saber

    Vê: o paraíso existe.
    Libélulas indicam para nós o caminho,
    o caminho da gratidão,
    dos pequenos momentos felizes.

    Os desvios que a vida nos obriga a fazer,
    em um simples ato de amor,
    intenso,
    que reverbera em todo o nosso ser.

    Enquanto a solidão me abraça é um livro para quem busca paz, sentido e amor nos pequenos gestos — disponível na Caravana Grupo Editorial

    A beleza ilumina a minha mente,
    meu corpo se ancora
    em tuas mãos poderosas.
    Quero a paz em minha alma.

    Música para minhas células,
    que fazem festa de alegria,
    celebram a força da fortaleza
    que derrama tanta satisfação.

    O paraíso existe,
    e precisamos vivenciá-lo
    em cada simples ato de generosidade.
    Abrem-se comportas de bondade.

    Estes são os sonhos de nossas almas.
    Tudo existe para nos fazer felizes.
    A felicidade nos quer alcançar.
    E você quer ser feliz?

    Carlos de Campos

    Se este poema falou com você, continue a leitura em outros textos no blog Memória e Poesia — memoriaepoesia.com
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • De noite a solidão me acolhe


    De noite a solidão me acolhe

    Minha solidão é intensa,
    cheia de atritos internos.
    Na mais intensa noite escura,
    no anoitecer que nunca termina.

    Noite fria, apesar do calor,
    noite tenebrosa.
    Assustadora é essa noite sem fim,
    noite de uma solidão intensa.

    Os dias que se tornaram noites
    me orientam nessa jornada.
    Tateando, eu prossigo.
    Insisto.

    No caminhar, me guio pela persistência.
    A resistência é minha fortaleza.
    O desejo de continuar só aumenta:
    é o caminho dos vitoriosos.

    Que o nosso mundo se ilumine,
    nos oriente para irmos além —
    não distante —
    caminhe.

    No anoitecer, por mais escuro que esteja,
    há esperança de que voltará a amanhecer,
    que a solidão dará lugar à confraternização
    e que a paz interior prevalecerá.

    Carlos de Campos
    Foto por Lukas Rodriguez em Pexels.com
  • Sou a incompletude de nossas diferenças



    Sou a incompletude de nossas diferenças

    Aos dias, o descanso.
    O descanso para o corpo.
    A mente se desconecta,
    o íntimo não descansa.

    Encontro-me separado.
    Distante de tudo, estou em um vazio,
    conectado com o sofrimento,
    meu relacionamento mais próspero.

    Urge te encontrar,
    para, desse encontro, voltar
    à origem do amor.

    Se o dia passar, sei que vou te encontrar.
    Com força, abraçá-la,
    sabendo que o amor venceu novamente.

    Carlos de Campos
    Foto por Markus Spiske em Pexels.com